“ANTES DE CRISTO NO SÉC. VI, TALES DE MILETO, JÁ DIZIA:
TUDO VEM DA ÁGUA, TUDO POSSUI ÁGUA...
A INEXISTÊNCIA DA ÁGUA TRAZ A INEXISTÊNCIA DA VIDA...
ELA É A PRIMEIRA SUBSTÂNCIA QUE ORIGINA A VIDA”...
Há mais de um século, o francês Júlio Verne escreveu sua fantástica Viagem ao centro da Terra. Nela, o professor Otto Lindenbrok, mineralogista alemão, e seu sobrinho Axel desceram às profundezas do planeta perdendo-se em uma interminável cadeia de labirintos e galerias, onde correm rios de forte correnteza e mares subterrâneos. Na verdade, esse cenário não tem nada a ver com o que acontece no interior da Terra. Em 1864, quando Verne escreveu sua história, não se tinha ultrapassado sequer mil metros em direção ao fundo do coração do planeta, a 6 370 quilômetros da superfície.
Ali, a temperatura chega aos 4 mil graus e a pressão ultrapassa 3 milhões de atmosferas — uma atmosfera equivale à pressão exercida por 1 quilo sobre 1 centímetro quadrado. É um mundo infernal, de acesso quase impossível, digno da imaginação de um escritor de ficção científica: a profundidades maiores que algumas poucas dezenas de quilômetros, as altíssimas pressões e temperaturas pulverizariam qualquer sonda por mais resistente que fosse. Mas, afinal, o que existe mesmo lá embaixo? Como é mais fácil subir ao espaço do que descer aos porões do planeta, a ciência tem acumulado uma massa de conhecimentos sobre o sistema solar talvez até maior do que sobre suas camadas mais fundas.
Esse é o desafio para os cientistas que têm os olhos voltados não para o céu, mas para o chão — ou melhor, para o que existe abaixo dele. Embora compacta, a Terra não é um bloco homogêneo; é possível compará-la a uma imensa cebola, onde diversas camadas se sobrepõem. A pele que a recobre a crosta terrestre, cuja profundidade varia de cerca de 10 quilômetros nas áreas oceânicas até 70 quilômetros nos continentes. Por ser a camada mais superficial, a crosta naturalmente é a mais simples de ser estudada.
Os fragmentos de rochas recolhidos durante as perfurações são uma preciosa fonte de estudo. Depois da crosta vem a zona de transição para a camada seguinte, o manto, que alcança até 2 900 quilômetros de profundidade. Abaixo do manto está o núcleo, a uma profundidade de 5100 quilômetros. Para perfurar os cinco primeiros quilômetros em direção ao interior da Terra existem equipamentos apropriados. Daí em diante as coisas se complicam. "É difícil manter a sonda na direção correta, as brocas quebram e qualquer operação para recuperar o material leva muito tempo", explica o professor Igor Pacca, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo.
Nesse tipo de exploração, o recorde pertence aos soviéticos. Desde 1970, eles vêm fazendo perfurações na península de Kola, no extremo norte da URSS. Só recentemente chegaram à marca dos 13 quilômetros de profundidade — um simples arranhão na casca do planeta. Segundo o geofísico Pacca, o feito mais importante dos soviéticos até aqui foi não encontrar na parte inferior da crosta uma zona de transição de rochas de granito para rochas de basalto. Até então, os geofísicos acreditavam que essa área existia, tanto que tinham até um nome para ela: descontinuidade de Conrad. "Atingida a profundidade que corresponderia a essa descontinuidade, não se achou basalto", relata o professor Pacca.
Da mesma forma como os astrônomos astrofísicos querem conhecer melhor o que existe, por exemplo, em Marte, o mais ambicioso objetivo dos geofísicos de todo o mundo é conhecer a intimidade do interior da Terra. Por isso, em setembro do ano passado, uma equipe de cientistas iniciou uma perfuração na cidadezinha de Windischeschenbach, no norte da Alemanha Ocidental, que não vai terminar antes do ano 2000. Então, os pesquisadores esperam chegar à meta estabelecida: 14 quilômetros abaixo da superfície. No começo da viagem, vão utilizar os mesmos equipamentos usados em perfurações petrolíferas.
A partir do sexto quilômetro, no entanto, pretendem estrear um motor desenhado especialmente para essa tarefa, cuja novidade é um dispositivo especial que corrigirá automaticamente a direção da sonda ao menor desvio do eixo de perfuração. Se tudo funcionar, os alemães poderão economizar tempo. Além de muito preciso, esse instrumental é basicamente capaz de suportar altíssimas pressões e temperaturas. Quando a broca chegar ao décimo quarto quilômetro, estará submetida à temperatura de 300 graus. Não tendo acesso direto ao interior do planeta. os cientistas sempre precisaram valer-se de informações indiretas. Uma das formas de saber o que há nas camadas internas dessa grande cebola é analisar os fenômenos que nelas ocorrem.
Os terremotos, por exemplo, emitem ondas sísmicas, cuja trajetória e velocidade são minuciosamente estudadas ao se propagarem por toda a Terra. Combinadas com outras informações, essas análises trouxeram importantes descobertas. Assim. o geólogo iugoslavo Andrija Mohorovicic descobriu já em 1909 que entre a crosta e o manto havia uma descontinuidade. Em homenagem ao descobridor. ela foi batizada com o nome de Mohorovicic. Até 1936, supunha-se que o núcleo era fluido Naquele ano porém, a sismóloga dinamarquesa Inge Lehman, hoje com 99 anos, revelou após estudos de ondas sísmicas que o núcleo tinha também uma parte interna sólida.
Para descobrir de que é feito e o que acontece no miolo da grande cebola — o interior do núcleo —, os cientistas levaram em conta o efeito de um fenômeno natural muito estudado desde o século XVI: o campo magnético terrestre. Atualmente, os geofísicos estão convencidos de que ele é gerado no núcleo externo, mediante um processo semelhante ao de um dínamo só que contínua — os dínamos que se conhecem são descontínuos —, onde a energia mecânica se transforma em energia eletromagnética. Essa é uma das razões pelas quais os cientistas supõem que o material do núcleo interno deva ser metálico, pois precisa conduzir eletricidade para fazer funcionar o dínamo.
Tal teoria se encaixa na análise sismológica: a velocidade das ondas de choque que os terremotos produzem ao atravessar o núcleo revela uma densidade que corresponde à do ferro submetido a pressões como as que existem nas regiões centrais do planeta. A esta evidência junta-se o fato de
que no Universo conhecido não existe outro material com tais características em quantidade suficiente para constituir uma alternativa. Daí se consolidou a idéia de que o núcleo é feito essencialmente de ferro, embora também existam nele elementos mais leves, como silício, enxofre, oxigênio, potássio, entre outros. Sabe-se com certeza que a pressão do material do núcleo aumenta de acordo com a profundidade.
Essa pode ser uma das razões que explicam por que o núcleo externo é líquido enquanto o interno é sólido — a elevadíssima pressão impediria que ele se fundisse. A questão da pressão e da temperatura sempre foi muito discutida, e a cada dia que passa os cientistas conseguem vencer barreiras nas suas experiências a esse respeito. No início de 1987, por exemplo, os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia conseguiram determinar a temperatura do interior da Terra fazendo a seguinte experiência: primeiro, comprimiram uma amostra de ferro entre dois pequenos cones de diamantes, acionados por uma enorme prensa, até alcançar 1,4 milhão de atmosferas — de acordo com os cientistas, essa seria a pressão na fronteira entre o núcleo externo e o manto.
O segundo passo foi aplicar um raio laser na amostra para aquecer o ferro até o ponto de fusão. Verificou-se então que o metal fundia a 3 500 graus — enquanto sob a pressão atmosférica o ferro funde a 1500 graus. A etapa seguinte foi descobrir a temperatura no limite do núcleo sólido com o liquido, onde a pressão alcança 3,3 milhões de atmosferas — algo como a inimaginável pressão que 3 300 carros exerceriam sobre uma superfície do tamanho de uma unha. Para isso, os cientistas dispararam um projétil movido a hidrogênio contra a amostra, comprimindo-a e aquecendo-a até que atingisse seu ponto de fusão.
Não conseguiram chegar aos 3,3 milhões de atmosferas, mas deduziram que a temperatura, ali no limite entre o núcleo externo e o interno, estaria por volta de 6 300 graus, no âmago do núcleo, seria de 6 600 graus, mais até que na superfície radiante do Sol. Esses novos dados aumentaram em 2 mil graus as estimativas de temperatura que vigoravam até então. Entre os dados obtidas com essas experiências, um em especial se destaca: o possível aumento da influência do núcleo nos processos que ocorrem no manto, que abrange a região que vai da divisa do núcleo externo até a descontinuidade de Mohorovicic. O que os cientistas conhecem sobre o manto baseia-se no material que os vulcões expelem e nas cordilheiras vulcânicas do fundo oceânico, além do estudo de certos meteoritos.
Sabe-se que o manto é composto de silicatos, um material mais leve que a liga de ferro do núcleo e que não aparece de maneira uniforme, pois à medida que a profundidade aumenta o mesmo acontece com a temperatura e a pressão. Por isso, os cientistas dividiram o manto em dois níveis: o inferior e o superior, cada qual composto de minerais diferentes. "Uma camada notável do manto superior é a astenosfera", diz o professor Igor Pacca, "situada a 250 quilômetros de profundidade." Mesmo sólida, possui plasticidade suficiente para permitir o movimento de placas que estão acima dela.
Esse movimento é responsável pela deriva continental, que faz com que os oceanos cresçam e os continentes se afastem cada vez mais uns dos outros. De fato, sem o oceano a separá-las, as costas da África e da América do Sul se encaixariam perfeitamente, como num quebra-cabeça. A teoria da deriva dos continentes foi proposta em 1912 pelo meteorologista alemão Alfred Wegener, mas até os anos 50 ficou à espera de uma explicação. Afinal, qual seria o mecanismo que fazia massas de terra tão imensas se deslocarem? Experiências realizadas já então demonstraram que os sólidos cristalinos fluiam como líquidos quando se encontravam a temperaturas próximas do ponto de fusão.
Isso levou o geofísico holandês Felix Vening-Meinesz a elaborar a teoria de que na astenosfera ocorriam fortes correntes ativadas por diferenças de temperatura: os materiais quentes subiam e os frios desciam. A teoria do geofísico holandês foi reforçada nos anos 60, quando se descobriu que a crosta oceânica se renovava sem cessar com deslocamentos horizontais a partir das cordilheiras vulcânicas do Atlântico. Nesse movimento, elas liberam material quente do manto, e voltam a submergir. Isso ocorre, por exemplo, sob a cordilheira dos Andes. Mas foi só há poucos anos que se comprovou definitivamente a presença dessas correntes e sua influência na deriva dos oceanos.
A moral da história é que, mesmo não sendo possível o acesso direto ao interior da Terra, os avanços tecnológicos têm permitido aos cientistas ampliar os conhecimentos sobre sua estrutura, constituição e evolução — além de compreender melhor os fenômenos que ocorrem na superfície e afetam a vida em todas as suas formas.
By Paulo Ribeiro
Pelo que vimos até aqui os estudos sobre o que há no interior da crosta terrestre é parco em informações e, ainda muito incipiente. Mas até aqui podemos verificar que a física esta presente principalmente nos campos da óptica (LASER), pressões e temperaturas, fluidez dos materiais (Gráficos de Fases e Hidráulica) outro tópico importante é o uso das altas tecnologias de novos materiais (Ciência dos Materiais).
AS JANELAS DA TERRA
Os vulcões oferecem espetáculos ao mesmo tempo trágicos e deslumbrantes. Causam morte e devastação, mas tiveram papel fundamental na formação do planetas. Sem eles não haveria atmosfera.
*Por Maria Inês Zanchetta
No dia 27 de agosto de 1883, o navio Batavia Queens singrava tranqüilo o mar de Java, na Indonésia, Extremo Oriente, quando foi surpreendido por uma formidável explosão e acabou engolido pelo mar - em Hollywood. Pois o barco só existiu no filme Krakatoa, o inferno de Java, que 85 anos depois reconstituiu em cores, no melhor estilo do que na década de 70 seria chamado cinema-catástrofe, a pior erupção vulcânica de todos os tempos.
A ficção, no entanto, não deve ter ficado muito distante do que realmente aconteceu naquele dia de 1883. Relatos da época dão conta de que as explosões do Krakatoa repercutiram num raio de 5 mil quilômetros.
Ondas descomunais levantaram-se no mar e estenderam-se sobre as colinas das ilhas de Java e Sumatra, arrasando cerca de trezentas aldeias e vilas. Morreram 36 mil pessoas. Na derradeira explosão o Krakatoa afundou no mar fragorosamente. Calcula-se que o volume de matéria sólida regurgitado pelo vulcão, que subiu a 50 quilômetros de altura, foi da ordem de 18 mil quilômetros cúbicos, o equivalente, por exemplo, a 113 mil barris de petróleo ou um quinto da produção diária brasileira no ano passado. Dois terços daquele material caíram num raio de 30 quilômetros, formando um banco de pedras-pomes que, durante bom tempo, impediu a navegação na área; o terço restante permaneceu, suspenso na atmosfera em forma de poeira e se espalhou pelo planeta inteiro. Foi por isso que em toda parte, nos dois anos seguintes, o pôr-do-sol ficou mais avermelhado.
Para os nativos de Java e arredores, esse apocalipse provocado pelo vulcão só podia ser um castigo dos céus. Não se tratava propriamente de uma crendice nova: muito tempo antes, nos séculos VIII e IX, os antepassados dos javaneses achavam que as turbulências vulcânicas que assolavam aquelas paragens eram a manifestação do poder de Siva - o terrível deus hindu da fertilidade. Longe dali, também os antigos gregos e romanos provavelmente associavam tais erupções aos deuses. Tanto que a própria palavra vulcão vem do latim Vulcanus, deus romano do fogo (Hefestos para os gregos), representado com uma forja na mão.
As erupções vulcânicas são geradas nas profundezas do planeta. Assim, da mesma forma que os terremotos, os vulcões constituem autênticas janelas por onde os cientistas observam o que ocorre no manto da Terra - a camada que fica logo abaixo da crosta. Mais que isso, o papel do vulcanismo na formação do planeta é fundamental. Sem as erupções, não haveria, por exemplo, cadeias de montanhas. E, sem os gases e vapores que os vulcões expelem, a atmosfera não existiria, impedindo portanto o surgimento da vida. Tanto as erupções quanto os terremotos se originam no movimento das placas tectônicas - gigantescos blocos de rocha rígida que se movimentam sobre a astenosfera, a camada não rígida do manto - responsável pela deriva continental, que faz os continentes se afastarem ou se aproximarem uns dos outros.
Nesse colossal balé, as placas podem colidir: quando isso acontece, uma delas mergulha sob a outra ou debaixo do continente. De acordo com os geólogos, há no mundo dez grandes placas e diversas outras menores, todas em constante movimento de alguns centímetros por ano. "As erupções ocorrem, de preferência, nas margens dessas placas", explica o geólogo Mário Figueiredo, da USP. Segundo ele, o vulcanismo não resulta apenas da colisão de placas, também do afastamento delas. O espaço que se abre então é preenchido pelo magma - rocha em estado liquido - que começa a subir em direção à superfície, irrompendo em forma de lava.
Dependendo do movimento das placas, convergente ou divergente, formam-se vulcões diferentes, tanto na forma (menos ou mais cônicos) quanto na maneira como irrompem (com rios de lava ou violentas explosões). É possível distinguir três tipos principais de vulcão na superfície terrestre. Um é o que ocorre nas cadeias mesoceânicas, localizadas na região central do oceano Atlântico (que inclui as ilhas de Tristão da Cunha, São Paulo, Açores e se estende até a Islândia, já no Atlântico Norte), do Pacífico e do Indico. Nessa vasta área, os vulcões são o resultado do movimento de placas divergentes. Sua forma não é tão cônica, suas crateras são mais largas e suas encostas mais espraiadas do que as dos vulcões do segundo tipo - os que se estendem pelo
chamado cinturão de fogo que contorna o oceano Pacífico desde a América do Sul, chegando ao Japão e à Nova Zelândia.
Estes são conseqüência da colisão de placas. Enquanto na América do Sul o choque faz com que uma das placas oceânicas mergulhe sob a placa continental, no Japão e na Nova Zelândia as erupções são causadas pelo mergulho de uma placa oceânica sob outra. Nesse caso formam-se o que os geólogos denominam arcos de ilhas. No cinturão de fogo, os vulcões são mais cônicos e muito explosivos. Embora as erupções ocorram predominantemente nas margens das placas, há também casos de vulcanismo no interior das placas, chamados intraplacas. É o terceiro tipo. Um bom exemplo são os vulcões do Havaí. Ali, há no manto uma área conhecida como ponto quente. Trata-se de um foco de calor intenso, fixo, que estimula a produção de magma enquanto a placa se movimenta.
O magma chega à superfície e vai formando novas ilhas, que, por sua vez, se alinham com as mais antigas. Por meio da observação das ilhas novas e antigas, os pesquisadores podem saber como se dá o movimento das placas nessa região. Os célebres vulcões Etna e Vesúvio, na Itália, não se enquadram nesses tipos de vulcanismo. Eles são considerados intermediários entre os de arcos de ilhas e os das margens convergentes. Nem por isso são menos explosivos. Já os vulcões do leste da África são resultado de um mecanismo que ocorre na placa continental - ela se afina, vai se rompendo e possibilita as erupções. Isso pode levar à abertura de uma nova bacia oceânica. As erupções são tanto mais violentas e perigosas quanto mais viscoso for o magma, cuja composição varia.
Ele é formado basicamente de oxigênio sob a forma de óxidos metálicos, principalmente de óxido de silício ou sílica. Também entram nessa composição alumínio, ferro, magnésio, sódio, potássio, cálcio, titânio e manganês, além de carbono, flúor e enxofre. Quando o teor de sílica é baixo, a viscosidade é pequena e as erupções liberam rios de lava sem grandes explosões. É o caso dos vulcões da Islândia e do Havaí. Mas, à medida que o teor de sílica aumenta, o magma torna-se mais viscoso e não flui. Por isso, em vez de correr num rio de lava, explode por força da pressão.
Foi assim durante a erupção do vulcão Santa Helena, no Estado de Washington, extremo noroeste dos Estados Unidos, em 1980, que vomitou pedras, gelo, nuvens de gases quentes e lava. A grande devastação ficou por contada torrente de lama que se formou com o derretimento da neve que encobria suas encostas e desceu pelos rios, inundando o vale ao redor. Como não havia povoados próximos, o número de vítimas foi comparativamente pequeno - 61 pessoas. A explosão durou nove horas e calcula-se que foi o equivalente a 27 mil bombas como a lançada sobre Hiroshima durante a II Guerra Mundial, sem os efeitos radioativos, naturalmente. Depois da erupção, o Santa Helena até diminuiu de tamanho, devido à quantidade de material que jogou na atmosfera.
Muito pior foi outra explosão recente - a do Nevado del Ruiz, que em 1985 destruiu a cidade colombiana de Armero e matou 23 mil pessoas. Como no caso do Santa Helena, a causa da tragédia foram as torrentes de lama. Rápidas e violentas, podem percorrer distâncias de até 180 quilômetros em apenas duas horas e meia, arrastando tudo por onde passam. Nessa categoria está o El Chichón, no México, cuja última erupção, em 1982, durou sete dias e lançou 500 milhões de toneladas de cinzas na atmosfera. O material cobriu um quarto da superfície terrestre e bloqueou pelo menos 10 por cento da radiação solar. Onze aldeias foram varridas do mapa; a tragédia só não foi maior porque a população foi retirada a tempo.
A fina camada de poeira que uma explosão como essa ocasiona permanece muito tempo na atmosfera e certamente influência o clima da Terra. Foi o que aconteceu em conseqüência da explosão do Tambora, na Indonésia, em 1815. Ela provocou tal onda de frio no hemisfério norte que não houve para americanos e canadenses o ano ficou conhecido como aquele que não "houve verão". As erupções do Vesúvio, que sepultaram Pompéia e Herculano em 79 da era cristã, e as do Etna, em 1669, são comparadas pelos cientistas às mais catastróficas quanto ao lançamento de pedras, gases, cinzas e lava. Juntos, o Vesúvio e o Etna mataram 40 mil pessoas. Nessas explosões violentas, os gases expelidos combinam-se entre si e com a água, formando ácidos que não apenas matam por asfixia mas também por queimaduras.
Ao contrário desses, o Mauna Loa - o maior vulcão do mundo em altura, com 10 mil metros acima do fundo do oceano e 4 mil acima do nível do mar - e o Kilauea, ambos no Havaí, cujas maiores erupções aconteceram em 1835 e em 1924, não causaram tanta destruição porque a boa viscosidade do magma permitiu que este fluísse em rios de lava. Existem muitos vulcões ativos - adormecidos ou não - em todo o planeta, mas não se sabe exatamente quantos. Os cientistas estimam que haja entre 500 e 700 na superfície. Muitos outros permanecem no fundo do mar, longe dos olhos humanos.
"A dificuldade em precisar o número está em que não há qualquer característica que indique se um vulcão está ou não extinto", atesta o geólogo Mário Figueiredo. Ele dá como exemplo: "Quando estive na Antártida, visitei a ilha Pingüim, cujo vulcão deve ter irrompido pela última vez há cerca de duzentos anos. É muito pouco tempo em termos geológicos para dizer que esteja extinto". No Brasil não há vulcões, mas já houve há uma eternidade. Entre 73 e 48 milhões de anos atrás, quando a América e a África já eram continentes separados, dois vulcões entraram em erupção onde hoje é o Rio de Janeiro: os cientistas chegaram ao requinte de descobrir que um deles ficava na serra do Mendanha, no atual bairro de Campo Grande, e outro na serra de Madureira, onde está a cidade de Nova Iguaçu. O Brasil não tem vulcões ativos há muito tempo porque está afastado das margens das placas tectônicas.
Da mesma forma não acontecem erupções na ilha de Fernando de Noronha há 1 milhão de anos, o que prova que se extinguiu o vulcão que ali existia. Entre os vulcões ativos alguns têm pequenas e constantes erupções, como o Stromboli, na ilha do mesmo nome, no mar Tirreno, na Itália. À noite, transforma-se em espetáculo para turistas que ali fotografam as erupções sem perigo algum. Se de um lado as manifestações vulcânicas não são passíveis de controle, de outro podem ser previstas a tempo de impedir grandes tragédias, com a retirada da população.
Preocupados em diminuir os efeitos catastróficos das erupções, os vulcanólogos vêm desenvolvendo experiências inéditas. Em 1983, por exemplo, geólogos italianos conseguiram por meio de explosões de dinamite bloquear os caminhos por onde corria a lava do Etna, desviando-a para um lado do vulcão onde não havia aldeias. No ano passado, pesquisadores franceses conseguiram projetar um simulador de vulcões. Trata-se de um aparelho de 50 quilos que possui um reservatório, onde ficaria o magma, e um conduto, que o levaria à superfície. No reservatório foram injetados líquidos viscosos de composição semelhante à do magma; à medida que a pressão e a temperatura aumentavam, os cientistas colhiam dados sobre as bolhas que a fusão do material produzia, os fluxos de gases e a viscosidade.
A observação era feita por duas câmeras de vídeo com as objetivas mergulhadas no líquido viscoso. Assim, os pesquisadores conseguiram um modelo quantitativo que reproduz os fenômenos que ocorrem no interior de um vulcão. Dessa forma, as possibilidades que se tem de prever erupções são cada vez maiores. E isso não deixa de ser auspicioso para os hóspedes que precisam defender-se das instabilidades de um planeta sempre em movimento.
Uma erupção de energia
"Os vulcões podem sepultar cidades, mas têm também suas aplicações práticas", sustenta a geofísica Marta Mantovani, do Instituto Astronômico e Geofísico da USP. Ela se refere ao possível aproveitamento da energia que vem da terra, chamada geotérmica, para a produção de energia elétrica a baixo custo, e outras aplicações, como o aquecimento de habitações - o que a torna atraente fonte alternativa para países carentes tanto de recursos como de energia. Nas regiões vulcânicas, parte do calor contido no magma se dissipa nas erupções. Mas a porção maior permanece aquecendo as rochas e seus fluidos. Estes estão presentes nas áreas por onde o magma sobe em direção à superfície. Os fluidos aquecidos só conseguirão subir senão forem barrados por uma cobertura de rochas impermeáveis. Se isso acontece, apenas uma mínima parte daqueles fluidos rompe o obstáculo; o resto vai formar os campos geotérmicos, que uma vez perfurados fornecerão energia. Nesses campos, as temperaturas alcançam de 200 a 300 graus, mesmo a profundidades inferiores a mil metros. Quando a broca penetra na formação porosa onde estão os fluidos, eles alcançam a superfície rapidamente devido à
pressão. Canalizados, movimentam as turbinas de uma usina geradora de eletricidade. Os pioneiros na exploração dessa modalidade foram os italianos: desde o início do século uma central movida a energia geotérmica existe em Larderello, na Toscana. Sua capacidade instalada é da ordem de 400 Mw, ou dois terços da malfadada usina nuclear de Angra I, em Angra dos Reis. Uma central semelhante serve para aquecer as habitações da gélida Reykjavík, capital da Islândia. Outras usinas funcionam no México e em El Salvador, periodicamente assolados por desastres vulcânicos. Assim, as manifestações da natureza que castigam populações inteiras podem também beneficiá-las.
*By Paulo Ribeiro
Temos exemplos claros que para estudar os vulcões a física está presente em quase tudo. Fluidez; Fusões; Pressões; Diagramas de Fases unindo a P e a T; Viscosidade do material magmático que se estuda em Hidráulica; no aproveitamento energético do tectonismo, que deve ser devidamente quantizado pelas teorias vistas em Termodinâmica. Mas há, ainda largo espectro de estudo do tectonismo no que tange a química e biologia.
Documentário BBC - Terra: O Poder do Planeta - Terra Rara
DENTRO O SISTEMA SOLAR...SÓ O PLANETA TERRA... POSSUI O CICLO HIDROLÓGICO...
Todos os Planetas do Sistema Solar, que dentro dos princípios básicos das leis cosmológicas, sempre vai atuar a “Força Gravitacional Mútua da matéria” (Isaac Newton )...Donde se conceitua: A Gravitação universal é a força de atração que age entre todos os objetos por causa da sua massa, isto é, a quantidade de matéria de que são constituídos. A gravitação mantém o universo unido. Por exemplo, ela mantém juntos os gases quentes no sol e faz os planetas permanecerem em suas órbitas...
Então partindo destes princípios básicos das leis cosmológicas... Donde a “Força Gravitacional Mútua da matéria”...Rege todos os Sistemas Solares do Universo...A terra e os demais Planetas(mercúrio, Venus, marte, júpiter, saturno, urano, netuno e plutão)...Do sistema solar da nossa galáxia via láctea...Estão intrinsecamente, condicionados a este já mencionada Força Gravitacional Mútua da matéria”...E que o elemento químico mais abundante no universo ser o hidrogênio, o principal, componente da composição da água (H2O)...Entretanto, só na basta um planeta possuir água...Para ele possuir seu ciclo hidrológico...Pois, depende essencialmente, de sua massa, do seu tamanho, de sua rotação, translação e possuir seu eixo inclinado...Dentro mais ou menos...As dimensões do planeta terra...Ou seja, da massa e tamanho da terra...E possuir rotação de 24 horas...Entre o dia e a noite...E possuir o movimento de translação de 24(vinte e quatro) meses...E possuir seu eixo inclinado de 23,45°...Que defina as 4(quatro estações do ano)...Inverno, primavera, outono e verão...Como são as condições atuais da terra...Só assim, qualquer planeta no universo, poderá possuir seu ciclo hidrológico...
Então, partindo desses pressupostos, abordados acima, como explicar o ciclo hidrológico da Terra?
O Planeta terra tem seu ciclo hidrológico... Devido possui a massa, ou melhor, o tamanho da Terra é de 5.9743 ×1024 kg...Possuir o movimento de rotação de 23 horas 56 minutos 4 segundos e 9 centésimos. (23h56m04,09)...
E ter o Eixo inclinado de aproximadamente 23 graus Angular... Ter o Movimento de Translação de aproximadamente 365 dias...Aonde se define as 4(quatro) Estações: Verão, Outono, Inverno e Primavera...E receber Energia e Calor do Sol...Para se ter uma “Atmosfera”... Adequada...Funcionando dentro de um “Efeito Estufa”...Para se ter seu ciclo Hidrológico....E por conseqüência, o ciclo da vida...
Entretanto, partindo dessas premissas abordadas acima, segundo, a literatura astronômica, só “O Planeta Marte”...Dentro do Sistema Solar...Marte possui dimensões astrofísicas semelhantes ao Planeta Terra...
Partindo destes pressupostos...Então vamos vê em quais características físicas se assemelham Marte com a Terra:Tamanho da grandeza da massa do Planeta Terra é ligeiramente maior do que o Planeta Marte. A massa de Marte é de 6,4185×1023 kg...E da Terra é de 5,9743 ×1024 kg...Pelo visto de tamanho quase equivalentes...Concernente as suas inclinações aos seus planos de inclinação dos seus Eixos...A Terra tem inclinação axial de Inclinação axial:23,45°Já Marte de: Inclinação axial:25,19°... O movimento de Rotação da Terra: dura 23 horas, 56 minutos e 4,09 segundos, o que equivale a um dia sideral... A duração do dia em Marte (sol) é pouco diferente do da Terra e é de 24 horas, 39 minutos e 35 segundos . O movimento de translação da Terra, efetuado ao redor do Sol, leva 365 dias e 6 horas solares médios - o que equivale a um ano sideral. A Terra tem um satélite natural, a Lua, que completa uma volta em torno do planeta a cada 27,3 dias.
Já Marte tem estações do ano, mas estas duram o dobro das estações na Terra; o ano marciano é também o dobro do terrestre (cerca de 1 ano e 11 meses terrestres)...Devido o planeta Marte tem o dobro da distância da terra em relação ao sol...
Agora, entretanto, dentro de uma “Analogia”... Mais “Fundamentado”... Do “Ciclo Hidrológico” da Terra...Deve-se ressaltar, afora outros fatores determinantes do seu Ciclo Hidrológico...Como por exemplo, de receber “Energia e Calor” do “Sol”... E devido, essencialmente, da Terra...Hoje(Idade Geológica atual)...Possui uma “Atmosfera”... “Adequada”...De “Efeito Estufa”...Que é a sua “Força Propulsora”... Para possuir seu ciclo hidrológico... E o fator preponderante de tudo isto...Ou melhor, do ciclo hidrológico da Terra...
É dedutível que o ciclo hidrológico da Terra...Decorre, essencialmente, devido a Terra se encontrar posicionada numa localização do sistema solar da via láctea...Aonde, certamente, “Existem”, uma “Interação”...Da “Lei” da “Gravitação Universal”... Donde, logicamente, impulsiona o ciclo hidrológico da Terra... Devido sua massa gravitacional, ser peculiar para tal...Pormenorizando tudo isto... Se existem e/ou existirão...Ciclo hidrológico nos outros planetas do sistema solar...É salutar, se fazer algumas considerações...
Considerando que um “Pingo D’Água” de chuva pesa 10gramas aqui na terra...O mesmo “PINGO D’ÁGUA... Como por exemplo, pesaria no planeta Júpiter...Considerando que o planeta Júpiter é 1.300(hum mil e trezentos) vezes maior do que a Terra...Mesmo apesar de que, o Planeta Júpiter possui uma formação gasosa e toda sua massa só ser maior 2,5 maior do que o Planeta Terra...Todavia, ainda um pingo da água lá Júpiter pesaria 25 gramas...Neste caso, incompatível para se possuir o seu ciclo hidrológico...Pois, sendo assim, inexistindo evaporação...Um caso inverso ao planeta Júpiter...É sobre as condições astrofísicas gravitacional da “Lua”...Como quase todo mundo já sabe...Que a Lua é 4(quatro) vezes menor do a Terra...Neste caso, um pingo da água na lua de 10gramas...Só pesa 2(duas) gramas...E devido a força gravitacional na lua ser quase nula...Se dissipam as precipitações chuvosas na lua...Incorrendo o seu ciclo hidrológico...
Diante de todos estes pressupostos, preceitos e leis cosmológicas...Abordados acima, em suma , conclui que entre os Planetas Sistema Solar(Plutão,Netuno, Urano, Saturno,Júpiter, Marte, Terra, Venus e Mercúrio)...Logicamente, exceto, a Terra...Só o planeta Marte...Em “Era”...Outrora há Bilhões de anos atrás...Aonde o Sol...Emitia mais calor e energia para o seu sistema solar...Possivelmente , teve o seu ciclo hidrológico...Entretanto, hoje, certamente, devido o Sol ter diminuído emissão de calor e energia para o sistema solar... Encontra-se com temperatura bem abaixo de zero grau Celsius... Incompatível com uma formação de um ciclo hidrológico...No entanto, o *Planeta Vênus, numa “Era” Geologica futura... Ou seja, milhões e milhões ou bilhões de anos para frente... Aonde o Sol, diminuirá a sua emissão de calor e energia...O Planeta Venus, entrará numa evolução de uma atmosfera...Como se encontra o Planeta Terra hoje...
Apesar de que o planeta Vênus, possuir tamanho, ou seja massa(95%) em comparação com o tamanho da terra...E ter o movimento de translação de 224 dias... Por Ano...Porém, possui o movimento de rotação de 243 dias...Aonde na terra, só são 24 horas...Além de não quase não possuir inclinação axial( 0,01% )...Aonde se define as estações do ano...Tendo portanto, um eterno verão...Condições estas... Também, incompatíveis a possuir um ciclo hidrológico...
Todavia, o “Cosmo”, conhecido popularmente, como o “Universo” Aonde existem mais de cem bilhões de galáxias, onde cada galáxia dessas possuir milhares e milhares de sistema solares.. Deve, certamente, dentro dessa infinidade de planetas... Deste Mundo Galáctico... ”Existirem infinidades de “Planetas”...Na mesma condições da Terra de possuírem o seu ciclo Hidrológico...Conseqüentemente, o ciclo da vida...Ainda não se sabe...Se tudo isto perdurará eternamente sendo assim, no universo...Mas, provavelmente, o ciclo hidrológico, existe em outros sistemas solares, através de centenas de bilhões de galáxias existente no universo e até mesmo em outro sistema solares da nossa Via Láctea. Portanto, seria grande desperdício de espaço no universo, caso não existissem, vidas(leia ciclo hidrológico) fora da terra (Carl Sagan)..E como também o elemento químico mais abundante ser o hidrogênio o principal componente da composição da água (H2O)...
Então, basta que qualquer corpo celeste esteja em órbita de um sol e receba: luz, energia e calor para ter uma atmosfera suficientemente para suscitar o ciclo da água e conseqüentemente o ciclo da vida... E que, segundo, a astronomia se o universo for infinito, sua expansão se dará por toda a eternidade e que também seus números de galáxias são infinitamente incalculáveis... Decorrente disto a cada instante (considerando o tempo geológico), morrem velhas galáxias e nascem novas galáxias, isto é, a dinâmica do universo expansivo... Mas, segundo, a teoria do universo oscilante, afirma que a expansão vai parar por causa da atração gravitacional mútua de toda matéria. Depois, o universo, vai contraísse até atingir um volume infinitamente pequeno, ocorrerá então, um novo (BIG BANG) e nascerá um novo universo, possivelmente com diferentes leis de física...
PEDRO SEVERINO DE SOUSA ESCIRTOR DO LIVRO: ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA JOÃO PESSOA(PB), 01.02.2010
MASS HÍDRICA: SUA VARIABILIDADE EM VOLUME AO LONGO DOS TEMPOS...
Alguns estudiosos defendem a “tese” de que toda massa hídrica da hidrosfera terrestre é inalterada, ou seja, seu volume não diminui, só muda de lugar, através do ciclo hidrológico (chuvas), formando rios, lagos, lagoas, os lençóis freáticos (águas subterrâneas), represas, açudes, etc. No entanto, acho esse pensamento equivocado. Senão vejamos: no princípio da formação da hidrosfera terrestre, a sua atmosfera, na troposfera, que atinge cerca de 12 a 18 km de altitude acima da superfície terrestre, tem espessura menor na linha do Equador que nos pólos. É a mais importante, porque todos os fenômenos meteorológicos que interferem na terra - chuvas, umidades, ventos, nuvens - ocorrem nessa camada.
No princípio da formação da hidrosfera, essa camada (troposfera) funcionava permanentemente por milhares e milhares de anos a fio, saturada, ou seja, em pleno estado de precipitação...Formando desse modo, a hidrosfera terrestre. Isto é, os mares, oceanos, rios, lagos, lagoas e os lençóis freáticos. Neste caso, a umidade da atmosfera era de absoluta saturação, pois toda nossa Massa Hídrica se encontrava na Atmosfera. EM “VOLTA DO PLANETA TERRA”...
Decorrente das leis cosmológicas e geofísicas, neste princípio. Obviamente, só depois de ter se completado o ciclo da formação da hidrosfera, é que se iniciou o ciclo hidrológico (o ciclo das chuvas, propriamente dito). Já a partir daí (Era Pré-cambriana), a hidrosfera já começou a perder gradativamente seu volume, de uma forma pequena, mas progressiva e crescente, na constituição de todos os ecossistemas da biosfera. Isto vem, se perdurando até hoje, depois de terem transcorridos bilhões de anos, e se prolongará por muito mais, certamente até no final dos tempos e de uma forma cada vez mais acentuada. Pois é crescente a taxa de evaporação em todos os ecossistemas e principalmente em processo de desertificação, como nos sertões do nordeste do Brasil, região esta, que sua evaporação média anual é de 3 000 mm/m² de espelho d’água e que, aliás, na maioria das vezes não forma nenhum milímetro de chuva.
Para se compreender melhor esta questão, será preciso que se adentre aos pormenores da umidade do ar. A água, sob a forma de vapor ou de gotículas, está sempre presente na atmosfera. Uma das formas de constatar isso é observar o orvalho que muitas vezes cobre a vegetação de manhã, principalmente nos dias frios.
O ar tem capacidade para conter um limite de vapor de água. Quando este limite é atingido, o ar fica saturado, isto é “cheio”. O ar quente consegue conter mais vapor de água do que o ar frio. Se a temperatura do ar saturado diminuir, o excesso de vapor que esse ar contém se condensa, isto é, passa para o estado líquido. A condensação do vapor de água da origem às diferentes formas de precipitação: orvalho, neve, granizo, geada e chuva.
Devemos saber também mais sobre umidade relativa do ar, que é a relação da quantidade de vapor de água (calculada em gramas por metro cúbico de ar) com o volume e a temperatura da atmosfera de um determinado lugar. Por exemplo: em uma cidade cuja temperatura é de 20ºC, o ar fica saturado ao atingir 17 gramas de vapor água por metro cúbico (17g/m³). Neste caso, a umidade relativa do ar atingiu 100%. Quando o ar atinge o seu ponto de saturação, ocorrem as precipitações, principalmente as chuvas.
Em qualquer lugar da superfície terrestre, existe umidade no ar. Não existe ar totalmente seco, a não ser em laboratório. Quando a umidade do ar esta muito baixa, como em áreas desérticas ou em lugares como Brasília, capital do Brasil, em determinados meses do ano, dificilmente chove, mesmo existindo intensa evaporação.Portanto, é percebível que os climas de regiões desérticas, semidesérticas e as que se encontram em processo de desertificação (que são muitas), absorvem muita água dos seus ecossistemas, através da evaporação (que é intensa), que, na maioria das vezes, não retornam mais ao contexto geral da massa hídrica depositada na superfície terrestre. E sim, só atenuando um pouco a climatologia seca de seus respectivos ecossistemas, aumenta um pouco a umidade relativa do ar (que em geral é baixa), que dificilmente forma chuva, a não ser em estação chuvosa.
E o pior desta crescente evaporação em muitos ecossistemas, é que só faz diminuir (e muito) a água doce disponível na face da terra. E que, aliás, dos 100% desta massa hídrica, só 3% desta água é doce e, mesmo assim, 2% se encontram congeladas nas geleiras polares, geleiras continentais e geleiras de montanhas, e que somente 1% desta água doce se encontra distribuída na face da Terra, através dos rios, lagos, lagoas, lençóis freáticos, represas, açudes, etc., por sinal, mal distribuída, pois, só o Brasil detém: 11,6%.
E mais: existem muitos fatores que contribuíram e contribuem ainda com a variabilidade da hidrosfera ao longo das “eras”. Se fossem abordá-los e estudá-los profundamente, dariam inúmeras teses de doutorado. Mas vamos ao trivial. Partimos da Premissa de Lavoisier que diz: “Na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma”. Então, a própria natureza terrestre, nos primórdios de sua formação, usou, de forma laboriosa e gradual, a sua massa hídrica, já então depositada definitivamente na superfície terrestre para constituir a sua biosfera e se perpetuar dentro do tempo que é de direito, perante as leis cosmológicas e geofísicas. Naturalmente, esta autotransformação fez com que a massa hídrica terrestre perdesse e ainda perde (e como perde!) massa para formação e manutenção da biomassa terrestre. Ou seja, transformou e ainda transforma, em parte, massa hídrica em biomassa, que é a totalidade de toda massa biológica (especialmente vegetal) de todos os ecossistemas, incluindo, também, toda biodiversidade de seres vivos (animais), inclusive o homem.
Deve ressaltar-se que esta variabilidade da hidrosfera (pequeníssima diminuição, resguardada as devidas proporções), que, aliás, ao meu ver, é uma gota d’água retirada dos oceanos, nunca afetou e nunca jamais afetará a climatologia do meio ambiente global de permanente umidade do ar. Pelo contrário, foi justamente essa parcela da hidrosfera que formou e mantém o clima terrestre e que, por sinal, no princípio, era saturada e que, hoje, é um clima de umidade relativa e de crescente diminuição desta relatividade.
Isto decorreu e decorre dos fenômenos metamorfógicos da própria natureza, como a diminuição gradativa do vulcanismo, principalmente as atividades vulcânicas submersas nos oceanos, e o montanhismo decorrentes dos deslocamentos das placas tectônicas, que formou na Era Cenozóica (Era Geológica atual), as grandes cadeias de montanhas, que impede a passagem das chuvas, donde, já foi definido então, alguns desertos, como o deserto do Gobi, na Mongólia e Nordeste da China, entre outros. Ao longo das eras e finalmente agora, na idade contemporânea, é o causado e acelerado pelo homem, como por exemplo: desmatamentos de matas, florestas e a crescente urbanização... etc. É bom lembrar, que estas referidas questões mencionadas acima, são abordadas e comentadas com melhor clareza em outros capítulos.
Finalmente, deve-se ressaltar também, que a massa hídrica é uma fonte inesgotável e inabalável* e quase eterna, pois perdurará repousando na superfície terrestre de forma congelada (é claro), até mesmo depois da morte do nosso sistema solar. Não terá eternidade (a massa hídrica terrestre) porque será dissipada (desintegrada) ao longo dessa eternidade, pelas intempéries cosmológicas. Ou, então, fará parte de um novo universo (cosmo), caso ocorra um novo Big Bang.
EXTRAÍDO DO LIVRO: ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA.... Leia no www.google.com.br " PEDRO SEVERINO DE SOUSA"
MOVIMENTOS MAGMÁTICOS: A CAUSA “HIPOTÉTICA”... DA DERIVA CONTINENTAL... QUE OCASIONAM OS TERREMOTOS, MAREMOTOS, TSUNAMIS E EL NIÑO...
No interior da terra, se encontra o “Magma”, massa natural, fluida, ígnea, situada em camadas profundas da terra, que se encontra em permanente atividade, ou seja, a alta concentração de massa da terra faz com que no seu interior exista um imenso e intenso calor, que, aliás, no principio da formação da terra, era infinitivamente, maior, pois existem teorias cosmológicas, que diz que: o planeta Terra, por ser o terceiro planeta em órbita na ordem de aproximação ao sol, na “Era do Big-Bang”, era uma massa incandescente, um verdadeiro e imenso caldeirão em ebulição, em que as atividades vulcânicas eram de uma magnitude plena, que faziam do nosso planeta Terra um verdadeiro “micro sol”, inconcebível em possuir, até mesmo, uma atmosfera...
Como é sabido por todos, com passar de bilhões de anos... A Terra, veio a diminuir sua intensidade de calor do seu Magma... Por conseguinte, a Terra passou a possui a sua atmosfera... E conseqüentemente o seu ciclo hidrológico... Que formou os mares e oceanos... Que por sua vez... Veio a deriva continental... Pois, antes os continentes existentes hoje...Era um continente único ...Ou seja , a Pangéia...
Então, pelo visto, com fracionamento da Pangéia... Que resultou aos continentes existentes hoje...E outras porções de terra(ilhas e arquipélagos)...Existentes pelo Mundo...Estão a mercê...Do comportamento dos Movimentos do Magma do Interior da Terra...Dependendo da intensidade de Calor(se maior e/ou menor)...Ocorrem os Terremotos, Maremotos, Tsunamis...E até mesmo, o El Niño e/ou La Niña...
Então, partindo destes pressupostos, abordados anteriormente, como explicar as ocorrências dos Terremotos, Maremotos, Tsunamis, El Niño e/ou La Niña?...
Dentro de uma visão hipotética...Pois, ainda não existe um “Estudo Cientifico”...Para tal...Vejo que a intensidade( maior ou menor ) do calor do magma do interior da terra...Depende exclusivamente da composição mineralógica das camadas da terra no seu perfil vertical...Aonde esses mencionadas camadas...Possuem mais ou menos( +ou- ) material de “Nucleação Explosiva”... Que em conseqüência disto, ocorrem as atividades Vulcânicas...E as colisões das Placas Tectônicas... Impulsionando... A Deriva Continental...Terremotos, Maremotos e Tsunamis...Até mesmo, o El Niño ou/e La Niña...
DO ESCRITOR DO LIVRO: ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA PEDRO SEVERINO DE SOUSA JOÃO PESSOA(PB), 17.01.2010
Especialistas explicam o que provocou terremoto Porto Príncipe, a capital do Haiti, está bem próxima ao ponto de encontro entre placas tectônicas do Caribe e da América do Norte. Imensas formações rochosas em discreto, mas permanente deslocamento.
As causas do terremoto foram discutidas nesta quarta em todo o mundo. Especialistas brasileiros explicaram o que provocou um efeito tão devastador.
Um equipamento em Rio Claro, no interior de São Paulo, registrou o que aconteceu a quase 6 mil quilômetros de distância.
Porto Príncipe, a capital do Haiti, está bem próxima ao ponto de encontro entre as placas tectônicas do Caribe e da América do Norte. Imensas formações rochosas em discreto, mas permanente deslocamento.
“Vão acumulando energia e chega um momento em que essa energia é liberada e foi liberada exatamente na região do Haiti”, explicou o sismólogo da UNB George Sands.
O epicentro do terremoto coincide com uma falha geológica registrada nos mapas e que cedeu à pressão, segundo o especialista da Universidade de São Paulo, José Roberto Barbosa: “Existe uma falha já definida há muitos anos e essa falha que foi a principal culpada pra ocorrência desse terremoto que devastou o Haiti”.
O risco de um terremoto nessa falha foi apontado por vários cientistas. A última vez, em 2008, em um congresso internacional na vizinha República Dominicana.
Sobre os tremores registrados nos últimos dias no Rio Grande do Norte, o pesquisador Aderson Nascimento diz que a região está sobre outro sistema de placas tectônicas.
“Eu não consigo ver nenhuma relação até porque são situações, do ponto de vista geológico, um pouco diferentes”, disse.
Além de bastante intenso, o abalo aconteceu a uma profundidade relativamente pequena, cerca de 10 quilômetros, o que é pouco em termos geológicos. Por isso, os tremores chegaram com tanta força à superfície.
Em 2003, na fronteira entre Brasil e Peru, houve um terremoto com magnitude até maior: 7,1. Mas a 600 quilômetros de profundidade, quase nem foi sentido.
No princípio, segundo teorias geofísicas, os continentes existentes hoje, eram formados em um só continente, ou seja, a Pangéia, continente antigo que, conforme certa teoria era constituído pela reunião dos atuais continentes, os quais teriam surgido pela fissura do bloco original. Só depois da deriva dos continentes, que se definiu a continentalidade das Regiões do planeta Terra...Quando se fala, em deriva dos continentes, se imagina logo, em “Placas Tectônicas”... E que, as Placas Tectônicas, são, na verdade, os grandes continentes (América Central, América do Norte, América do Sul, Europa, África, Ásia e a Oceania), e outras grandes (a Groenlândia) e pequenas (a Indonésia, como por exemplo) porções de terra...
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Agora uma prova inconteste, que os continentes, estão em permanente deriva, foi a ocorrência deste terrível terremoto, ocorrido no dia, 26.12.2004(Domingo), tendo como epicentro o litoral noroeste da Indonésia, que provocou um maremoto, formando tsunamis (Ondas Gigantes) nunca visto dentro da Idade contemporânea da humanidade...Segundo, dados oficiais, já morreram mais de duzentas e cinqüenta mil pessoas, e mais de cinco milhões de pessoas se encontram desabrigadas...
Todavia, provavelmente, outrora e/ou atualmente, permanentemente, ocorrem terremotos nos fundos dos mares e dos oceanos (Pacífico, Atlântico e Indico), e que, obviamente, ocorrem maremotos, não talvez, na mesma proporção desta recente tsunami no sudoeste da Ásia... Ocorrem, talvez, com, por exemplo, nos deslocamentos das placas tectônicas da América do sul e do Continente Africano, que ficam localizadas no alto mar do Oceano Atlântico, bem distante deste referidos continentes (América do Sul e África)...Logicamente, as ondas tsunamis, que se formam, perdem forças, para chegar aos distantes litorais, destes respectivos continentes, quando chegam, não passam de uma simples ressaca do mar...
Comparativamente falando, a ocorrência de maremoto provocado por grandes placas tectônicas, com, por exemplo, como as placas tectônicas da América do Sul e do continente Africano, em comparação ao deslocamento das placas tectônicas, que formam estes referidos países (Indonésia, Tailândia, Sri-lanka, entre outros), aonde ocorreu este desastroso maremoto, é como se fosse, na ocorrência de uma grande tempestade em alto mar, e no mesmo instante, estivesse cruzando esta referida tempestade, um “Transatlântico” e uma “Jangada”... Obviamente, o Transatlântico, sairia ileso desta grande tempestade... Já, quanto a Jangada, ficaria a deriva, com conseqüências irreparáveis.
Entretanto, a magnitude geofísica deste recente terremoto no sul da Ásia, considerando a suas dividas proporções, segundo, alguns cientistas, foi de uma proporção considerável, pois, segundo eles, chegou a deslocar o eixo da Terra, em até dois milésimo de segundo(“), que representa em linha reta, a um deslocamento de até seis centímetros”. Chegando também, a haver deslocamentos de ilhas dentro desta microrregião do extremo Sul da Ásia, de até trinta metros. E até mesmo, algumas ilhas, se deslocaram em relação ao nível do mar, em até vinte metros... Outros cientistas, disseram também, que provavelmente, o “microclima”, desta mencionada microrregião, se modificará em parte... Não dizendo suas “causas e efeitos...”
Agora, ao meu vê, não precisa ser nenhum especialista em meteorologista, para se vê, que, essas possíveis modificações deste mencionado microclima, das regiões encabeçadas, pela Indonésia e países circunvizinhos... Quando se fala em El Niño, se lembra logo, em secas no Semi-árido do Brasil e secas na Indonésia e na Austrália Oriental... Entretanto, estes mencionados períodos de secas nestes citados paises, não são devido ao El Niño, e sim, devido, as “semi-atividades vulcânicas”, nestas referidas regiões, só para se ter uma idéia, a Indonésia, é totalmente circundada por vulcões...
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No interior da terra, se encontra o “Magma”, massa natural, fluida, ígnea, situada em camadas profundas da terra, que se encontra em permanente atividade, ou seja, a alta concentração de massa da terra faz com que no seu interior exista um imenso e intenso calor, que, aliás, no principio da formação da terra, era infinitivamente, maior, pois existem teorias cosmológicas, que diz que: o planeta Terra, por ser o terceiro planeta em órbita na ordem de aproximação ao sol, na “Era do Big-Bang”, era uma massa incandescente, um verdadeiro e imenso caldeirão em ebulição, em que as atividades vulcânicas eram de uma magnitude plena, que faziam do nosso planeta Terra um verdadeiro “micro sol”, inconcebível em ter, até mesmo, uma atmosfera...
Deixando o questionamento da formação da terra de lado, que aliás, não é o questionamento em questão, e sim, que as semi-atividades vulcânicas, que circundam totalmente a Indonésia, é que define a climatologia não só da Indonésia, e como também, da Austrália oriental e todas as regiões circunvizinhas...
Já desde do começo da primavera (21 de setembro) passando pelo verão, até o termino do outono (21 de junho) estações de calor no hemisfério sul, estações de intensas evaporações, que são susceptíveis na formação de chuvas...Porem, por outro lado, o intenso calor dessas estações mencionadas anteriormente, associado, com o ar quente e seco (gases) das ocorrências das semi-atividades, destes citados círculos, dos inúmeros vulcões que circundam a Indonésia e áreas adjacentes, dissipam, as formações de chuvas nestas regiões, principalmente, na Indonésia e Austrália Oriental Setentrional... P.S: Olá Pedro
Parabéns! Gostei muito do seu artigo sobre a Deriva dos Continentes.
Como você é um expert no assunto me explique porque o Brasil é um País que não têm terremotos nestas proporções. No meu entender acho que deve ser devido à posição central que o Brasil ocupa no continente da América do Sul (Placa tectônica). Os paises que se localizam nas periferias das Placas Tectônicas são mais expostos a esse tipo de fenômeno.
Para meditar:
Ontem é história. Amanhã é mistério. Hoje é uma dádiva.
Abraços! * Rosa Rita ( PROF. DE ENFERMAGEM DA UFPB)
Olá Rosa Rita,
A pergunta que você fez!, Você mesma, a respondeu com muita propriedade...
De fato, não acontecem tremores sísmicos (terremotos) no Brasil de grande proporções, por que o Brasil, se localiza em pleno interior da Placa Tectônica Sul-americana...Porém, como por exemplo, todo litoral do Chile da Patagônia até seu extremo norte, limite com o Peru, inclusive o litoral do Peru, estar literalmente, na extrema periferia da placa tectônica sul-americana ocidental, porém, mesmo assim, não acontecem abalos sísmicos de grandes proporções...Até por que, fica também, no sopé (abaixo das cordilheiras dos Andes)...
O que aconteceu agora, essas tsunamis, no sudoeste da Ásia, principalmente, no noroeste da Indonésia, não foi só porque, o seu epicentro, foi talvez, na periferia de uma dessas placas tectônicas... E sim, por ser aglomerados de pequenas placas tectônicas, esfaceladas e fracionadas das grandes...
Pense nisso.
Um Abraço, Pedro Severino.
DO AUTOR DO IVRO: ÁGUA: A ESÊNCIA DA VIDA PEDRO SEVERINO DE SOUSA João Pessoa (PB), 01 de Janeiro de 2005.
OS PRÓXIMOS TRÊS(JAN/2010, FEV/2010 E MAR/2010) SERÃO DE TEMPO SECO EM PARTE DO NORTE E NORDESTE...
No Hemisfério Sul, o verão começou nesta segunda-feira com previsões preocupantes dos meteorologistas.
O verão chegou com céu encoberto no litoral de São Paulo. Bem diferente do que se espera dele. No Rio de Janeiro, muito sol e praias lotadas, no exato momento do início do verão. A meteorologia prevê uma estação quente, com temperaturas máximas acima dos 30ºC em boa parte do país.
Com o calor, vem mais chuva, principalmente em regiões que já vinham sendo castigadas durante a primavera. A previsão dos meteorologistas é que chova acima do normal no Sudeste e no Centro-Oeste. A primavera já foi marcada por chuvas intensas no Sul e Sudeste. Só em dezembro, 31 pessoas morreram no estado de São Paulo por causa de enchentes e deslizamentos de terra. Em Belo Horizonte, já choveu 50% a mais do que o previsto para este mês. E os moradores dessas regiões devem se preparar. “Para a região Sudeste, estado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, deve ficar realmente acima da média. Aliada ao calor, juntamente com a umidade, deve provocar chuvas bem intensas no final da tarde, por vezes também pode ter vários dias consecutivos com chuva, aquela chuva contínua”, prevê Lincoln Alves, meteorologista do Cptec-INPE. O fenômeno El Niño - que é o aquecimento das águas do Oceano Pacífico na região linha do Equador - vai influenciar o verão. Os próximos três meses serão de tempo seco em parte do Norte e do Nordeste. “Esse aquecimento modifica os ventos em vários níveis da atmosfera e essa modificação dos ventos é o que produz essas condições climáticas”, explica o meteorologista. FONTE: JORNAL NACIONAL REDE GLOBO SEGUNDA FEIRA, 21/12/2009
MEU PONTO DE VISTA:
A IMPREVISIBILIDADE DAS PREVISÕES METEOROLÓGICAS...
Está mais do que evidenciado, que as ações antrópicas estão desnorteando o clima em todos os quadrantes da biosfera terrestre... Principalmente, no caso especifico do semi-árido do Nordeste do Brasil, aonde apresenta um quadro de estação chuvosa, permanentemente de irregularidade na distribuição espacial e temporal... Onde, inexoravelmente, dificulta ainda mais, previsibilidades destas previsões meteorológicas...
Todavia, diante desta incerteza, mão custa fazermos uma reflexão... Não seria salutar, que os "Estudiosos" desta Ciência Meteorológica, ao invés só de estudar os fenômenos atmosféricos, deveriam estudar também, os fenômenos Magmáticos do interior da terra, como por exemplo, o vulcanismo, principalmente, as atividades dos vulcões submersos nos mares e nos oceanos...
Não será que o aquecimento das águas do Oceano Pacifico, no litoral Peruano, conhecido pelo fenômeno meteorológico de EL NINO, seja decorrentes de cadeias de atividades vulcânicas? E saber também, a mensuração dos gases expelidos, como por exemplos, dos vulcões existentes em toda costa do Oceano Pacifico, que vai deste do extremo sul da patagônia chilena até o estremo norte do Alasca... E vê, se esses gases expelidos por esses inúmeros vulcões referidos anteriormente, não influenciam o clima da terra? Sabe-se, que o País da Indonésia, sofre o mesmo problema climatológico, como o semi-árido do Nordeste do Brasil, periodicamente e permanentemente, sofre com os seus períodos de estiagens... Não será por que, a Indonésia, é toda circundada por vulcões?
Como é sabido por todos, que “O Nordeste”... É uma região secularmente, com ocorrências de chuvas... Com irregularidades temporal e espacial de chuvas...Isto (acertos nas previsões meteorológicas dos sertões do Nordeste do Brasil), certamente, só acorrerá um dia... Quando, os "Estudos Meteorológicos"... Descobrirem as verdadeiras "Causas do EL Niño... Caso contrário, ficaremos todos nós sertanejos Nordestinos Brasileiros... Eternamente... Neste chove, não molha... Das especulações das previsões meteorológicas... Para esta região tão sofrida... Por descaso exclusivo... De falta de um "Estudo Cientifico"... Mais profundo... Aonde, se encontrem "As verdadeiras Causas"...Do El Niño...
Que destro deste contexto, seria salutar, que os "Estudiosos" desta Ciência Meteorológica, ao invés só de estudarem os fenômenos atmosféricos... Deveriam estudar também os fenômenos Magmáticos do interior da terra, como por exemplo, o vulcanismo, principalmente, as atividades dos vulcões submersos nos mares e nos oceanos...
Não será que o aquecimento das águas do Oceano Pacifico, no litoral Peruano, conhecido pelo fenômeno meteorológico de EL NINO, seja decorrentes de cadeias de atividades vulcânicas? E saber também, a mensuração dos gases expelidos, como por exemplos, dos vulcões existentes em toda costa do Oceano Pacifico, que vai deste do extremo sul da patagônia chilena... Até o estremo norte do Alasca... E vê, se esses gases expelidos por esses inúmeros vulcões referidos anteriormente, não influenciam o clima da terra? Sabe-se, que o País da Indonésia, sofre o mesmo problema climatológico, como o semi-árido do Nordeste do Brasil, periodicamente e permanentemente, sofre com os seus períodos de estiagens... Não será por que, a Indonésia, é toda circundada por vulcões? Só assim sendo ao meu vê... Provavelmente, sairemos desta incerteza... Das previsões meteorológicas... Para o Semi-árido dos sertões do Nordeste Brasileiro...
Segundo, meu ponto de vista, basicamente, entre muitos, existem dois fatores preponderantes na determinação na formação das chuvosas, nas quais são, as "Frentes Frias" e as "Convergências de umidades Intertropicais"... Agora, resta saber, adentrando nos fenômenos geofísicos de "Causas e efeitos", afinal, quais são os fenômenos da natureza, que ocasionam as frentes frias e as convergências de umidades intertropicais...Sendo a incidência dos raios solares, a mais importante, pois, as estações de calor (primavera, verão e outono), em seus respectivos hemisférios, norte ou sul, que provoca uma grande intensidade de evaporação das águas dos mares, oceanos e dos mananciais naturais e artificiais, entre outros, afora a fotossíntese das matas e florestas...
Tudo isto, somatiza-se a fervura das águas dos mares e oceanos, provocadas pelas atividades vulcânicas subaquáticas dos mares e dos oceanos, corroborados pelo deslocamento das placas tectônicas, que, por sua vez, através de suas fissuras, liberam gases altamente quentes do magma vindo do interior da Terra...Como se vê, todo isto abordado anteriormente, são as pré-condições para a formação, tanto das frentes frias, quanto das umidades intertropicais...Evidentemente o principal elemento do ciclo das chuvas, e conseqüentemente da vida, é o "sol"... E como se sabe, o sol, estar presente em qualquer ponto (região) da Terra, quer seja no verão ou no inverno...Agora, entretanto, as estações chuvosas, têm suas periodicidades por regiões... Obviamente, se chove mais, nas estações de calor, ou seja , no verão... Todavia, chove também, nas estações de frio, ou seja, no inverno...
Porém, deve-se observar, que, qualquer que seja a região e/ou microrregião do planeta terra, existe seu período definido da estação chuvosa... Como por exemplos, no Nordeste do Brasil, principalmente, em sua região semi-árida, sua estação chuvosa vai, basicamente de Janeiro a Junho...Já, nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil, o seu período chuvoso vai de Setembro a Março...Entretanto, existem regiões que só chove, em seu período restrito de verão, ou seja, os países de clima temperado a polar, clima típico de países escandinavos, como, Noruega, Suécia, entre outros... Por outro lado, existe também, região de clima tropical, ou seja, a Índia, que seu período chuvoso, é no período das Monções, que vai de Dezembro a Março...
Pelo visto, não é somente, as estações de calor e/ou de frio, que definem as estações de chuvas, em qualquer região do planeta terra...Tem essencialmente, haver com os "Movimentos magmáticos do interior da Terra"...Ou melhor, não só, com a definição das estações chuvosas, e, essencialmente, também, com seus períodos de estiagens dentro dos interstícios dos períodos chuvosos...
Se os movimentos magmáticos do interior da terra, chegam através atividades vulcânicas submersas nos mares e oceanos e/ou gases altamente quentes oriundos das fissuras das placas tectônicas...obviamente, deixará as águas dos mares e oceanos susceptíveis a intensas evaporações, provocando formação de chuvas...Entretanto, se for através de sem-atividades de vulcões que circundam as regiões continentais, obviamente, os gases quentes e secos expelidos por estes referidos vulcões, dissiparão as formações chuvosas, porventura, onde estão estacionados os gases (ventos quentes e secos) destes citados vulcões continentais...Que, temos como exemplos típicos, o semi-árido do nordeste do Brasil, devido à atuação do EL Niño, que neste período carreia gases (ventos quentes e secos) dos vulcões existentes ao longo da cordilheira dos Andes, para esta região do polígono das secas do Brasil... E para ser mais preciso, a Indonésia, por ser país este, quase totalmente circundado por atividades vulcânicas deste tipo...
Simbologicamente falando, os movimentos magmáticos do interior da terra, funciona como um colossal fogão, aquecendo uma enorme chaleira (os mares e oceanos), tendo como invólucro à atmosfera, que conseqüentemente, fervendo a água existente nesta hipotética chaleira, que se tornará em parte em vapor de água, que chegando a parte superior da chaleira, a "tampa" (considerada a troposfera, camada da condensação das chuvas), completando pelo visto, em parte, o ciclo da formação das chuvas...
Agora, entretanto, deve-se salientar, que tanto quanto, as frentes frias e as convergências de umidades intertropicais, recebem influencias das estações de calor, principalmente no verão... Os movimentos magmáticos do interior da terra, influenciam também, os sistemas atmosféricos, favoráveis a formação de chuvas, ou seja, as frentes frias e as convergências de umidades intertropicais...
Porventura, alguém perguntar, como os movimentos magmáticos influenciam as frentes frias as convergências de umidades intertropicais? É muito simples...Do jeito que tem frentes frias formadas pelas estações de calor, que degelam as geleiras e calotas polares, que por via de conseqüência, formam as frentes frias, que se deslocam para dos continentes adjacentes...Obviamente, as águas marítimas e oceânicas, aquecidas pelos movimentos magmáticos, quando chegam, as regiões polares (pólo antártico e pólo ártico), através das correntes marítimas, degelam as geleiras e as calotas polares subaquáticas, decorrente disto, levam também, frentes frias, aos continentes adjacentes, através das correntes marítimas (verdadeiros rios caudalosos submarinhos e oceânicos), naturalmente, essas referidas frentes frias, se propaga através dos ventos...
Já concernentes aos movimentos magmáticos, referentes às convergências de umidades intertropicais, é que, as águas marítimas e oceânicas, aquecidas pelos fenômenos do magma do interior da terra, aumentam ainda mais a intensidade das evaporações das estações de calor dos seus respectivos hemisférios (norte e sul), tornando ainda mais susceptíveis a formação de chuvas...Que, naturalmente, em todas regiões da biosfera terrestre, sem exceções, inclusive regiões abundantes de chuvas, como por exemplo, a Região Amazônica, as suas temporadas das estações chuvosas, ou melhor, os seus índices pluviométricos, secularmente, ao longo do tempo, vêm diminuindo...Isto, evidentemente, não só decorrente de uma desertificação natural, que é exponencialmente, acelerada pelo homem, é sobretudo, devido ao lento, porem, gradual e progressivo resfriamento do magma do interior da terra, que ainda, é extremamente quente... O resto não passa de preceitos meteorológicos, já ultrapassados...
DO ESCRITOR DO LIVRO: ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA. PEDRO SEVERINO DE SOUSA João Pessoa(PB), 18.12.2009
P.S: ( POIS ESCRITO ):
CONSIDERAÇÕES:
REALMENTE, QUANDO O EL NIÑO...ESTAR ATUANDO...COMO AGORA NO ANO CORRENTE/2009...DE FATO É CONFIGURAÇÃO DE ESTIAGEM NO SEMI-ÁRIDO DO NORDESTE DO BRASIL... ENTRETANTO, ESTE PREVISÃO ABORDADO ACIMA...NÃO ESTÁ LEVANDO EM CONSIDERAÇÃO A CRESCENTE EXPLORAÇÃO DO GÁS DA BOLIVIA... A PARTIR DE 1999...POIS, AO MEU VÊ, A INTENSA EXPLORAÇÃO DO GÁS DA BOLIVIA...VEIO ATENUAR...OU MELHOR, DIMINUIR OS EFEITOS DO EL NIÑO... POIS, MINIMIZA OS EFEITOS DO “ALTO DA BOLIVIA”...UMA PROVA INCONSTESTE DISTO...FOI QUE DENTRO DESTA DÉCADA EM CURSO....A PARTIR DE 2002...AS CHUVAS FORAM ABUNDANTES NO NOSSO SERTÃO NORDESTINO...EXEMPLOS: 2004, 2006, 2007, 2008 E 2009...