sábado, 23 de outubro de 2010

TRANSPOSIÇÃO(EIXO NORTE)...( A PROBLEMÁTICA... E POSSÍVEIS SOLUÇÕES).

VÍDEO SOBRE A TRANSPOSIÇÃO QUE ESCLARECE SOBRE ESTA QUESTÃO:

ENTREVISTA PEDRO SEVERINO...SOBRE A ORIGEM DE COREMAS...E SEU FUTURO...



TRANSPOSIÇÃO

(EIXO NORTE)

( A PROBLEMÁTICA... E POSSÍVEIS SOLUÇÕES).


Como já se sabe, o Eixo Norte, a partir da captação no rio São Francisco próximo à cidade de Cabrobó – PE, percorrerá cerca de 400 km, conduzindo água aos rios Salgado e Jaguaribe, no Ceará; Apodi, no Rio Grande do Norte; e Piranhas-Açu, na Paraíba e Rio Grande do Norte. Ao cruzar o Estado de Pernambuco este eixo disponibilizará água para atender as demandas de municípios inseridos em 3 sub-bacias do rio São Francisco: Brígida, Terra Nova e Pajeú. Para atender a região do Brígida, no oeste de Pernambuco, foi concebido um ramal de 110km de comprimento que derivará parte da vazão do Eixo Norte para os açudes Entre Montes e Chapéu.



Projetado para uma capacidade máxima de 99 m³/s, o Eixo Norte operará com uma vazão contínua de 16,4 m³/s, destinados ao consumo humano. Em períodos recorrentes de escassez de água nas bacias receptoras e de abundância na bacia do São Francisco (Sobradinho vertendo), as vazões transferidas poderão atingir a capacidade máxima estabelecida. Os volumes excedentes transferidos serão armazenados em reservatórios estratégicos existentes nas bacias receptoras: Atalho e Castanhão, no Ceará; Armando Ribeiro Gonçalves, Santa Cruz e Pau dos Ferros, no Rio Grande do Norte; Engenheiro Ávidos e São Gonçalo, na Paraíba; e Chapéu e Entre Montes, em Pernambuco.



Fonte:
Ministério da Integração Nacional
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PROBLEMÁTICA PRINCIPAL EM FOCO:

Transposição do Rio São Francisco: Túnel de 15 km é iniciado em São José de Piranhas

Começa escavação do maior túnel do Brasil. O ¨Cuncas I¨ emboca em Mauriti (CE) e sai em São José de Piranhas (PB).

As obras da transposição do Rio São Francisco continuam à pleno vapor. No sertão da Paraíba a escavação do maior túnel subterrâneo do Brasil, começou esta semana no sítio Curral da Onça, que fica a 18 quilômetros da sede do município de São José de Piranhas. Logo na primeira semana, um susto. Uma barreira que desabou quase atingiu operários em serviço.

Com 15 quilômetros de extensão, o túnel Cuncas I, obra que faz parte do ‘Lote 14’ do Eixo Norte da transposição do São Francisco, sairá de Mauriti no Ceará, passando por baixo de uma serra no município de Monte Horebe até chegar em São José de Piranhas.

“Ele emboca em Mauriti (CE), onde as obras também já iniciaram, passa pelo subsolo do município de Monte Horebe (PB), onde será aberta uma janela de serviço e desemboca na Barragem de Morros (em construção) em São José de Piranhas”, explicou à reportagem do portal Radar Sertanejo o encarregado Moraes Pedro da Silva, que trabalha no Consórcio responsável pelo trecho da obra.

Além do Cuncas I, que tem prazo de quatro anos e seis meses para ser concluído, outro túnel (Cuncas II) que vai de São José de Piranhas até Cajazeiras será iniciado na próxima semana. Juntas, estas duas obras estão orçadas em R$ 203,3 milhões.

Aos poucos, o projeto de integração das bacias hidrográficas através da transposição do Rio São Francisco está cada vez mais perto de virar realidade. Segundo o Ministério da Integração, os 402 quilômetros do Eixo Norte, que vai de Cabrobó (PE) a Cajazeiras (PB), deve começar a funcionar em dezembro de 2012.

FONTE:

DIÁRIO DO SERTÃO com Radar Sertanejo

POSSÍVEIS SOLUÇÕES:


ALTERNATIVA(1):

Entretanto, dentro do Projeto Executivo do Eixo Norte da Transposição, é oportuno e salutar... Que se faça “Estudos” de “OUTRO TRAÇADO ALTERNATIVO DO EIXO NORTE DA TRANSPOSIÇÃO(PISF)”...



Já que as obras de captação deste referido Eixo Norte, executadas pelo Exercito Brasileiro, e pelo que se sabe, já estão bem adiantadas...E seus respectivos lotes executivos, todos já licitados...O invés de seguir seu curso Projetado, ou seja, de Cabrobó-PE, passando por Jati-PE... Ate desaguar no açude de Eng. Ávidos no Município e Cajazeiras – PB...



Seguiria outro traçado(caminho)...Ou seja, a partir de Salgueiro-PE... Tomaria outro rumo... Que desaguaria na barragem de SERRINHA II com capacidade Máxima de 311.000(trezentos e onze milhões) de metros cúbicos de água. Localizada no município de Serra Talhada-PE...Que atenderia a uma das entradas alternativa do Projeto São Francisco(PISF) pela na Serra da Baixa Verde,que deságua no vale do Piancó, através do Riacho Piancozinho...

Ou através do próprio Eixo Leste, aproveitando em toda a sua essência, a totalidade da concepção de todo seu “Projeto de Engenharia”, que já estar sendo executado, com previsão de conclusão para o final do ano de 2010...Entretanto, sugeria que no “Divisor de Água”, entre os Estados de Pernambuco e da Paraíba...Entre a Serra do mundo novo e a serra do cariri velho...

"Que se faça uma derivação para uma das nascentes do Rio Pajéu...Inserida no município de São José do Egito-PE...Que por gravidade vai bater no São Francisco... Antes desaguando na barragem de SERRINHA II com capacidade Máxima de 311.000(trezentos e onze milhões) de metros cúbicos de água. Localizada no município de Serra Talhada-PE..."

Que atenderia a uma das entradas alternativa do Projeto São Francisco(PISF) pela na Serra da Baixa Verde,que deságua no vale do Piancó, através do Riacho Piancozinho...

Ou então, pelo Açude Condado... com Capacidade máxima: 35.016.000m3...localizado no município de Conceição-PB...Esta mencionada entrada, abordada anteriormente...Sairia do lote 06...Localizado em Mauriti-Ce...O invés, de seguir para o Lote14... Localizado no município de São José de Piranhas...Através deste Projeto do Túnel de 15km...Orçado em mais de 200 milhões...E com a previsão de só se conclui depois de 4,5 anos...Neste caso,viria, repito, pelo o Açude de Condado, Conceiçã-PB...que cairia no grande Rio Piancó...

Chegando até o “Complexo Coremas-Mãe D´Água”, com capacidade máxima de 1.358.000(hum bilhão trezentos e cinqüenta e oito milhões) de metros cúbicos de água...Que, segundo, “Estudos Científicos”, é o manancial de maior eficiência hidráulica... Por possui 21,5m³/m² de eficiência hidraulica, uma das maiores do semi-árido nordestino...Pelo visto, com excelente "Poder Sinergetico"...E melhor distribuição de suas água para o Nordeste Setentrional, ou seja, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte...Por se encontrar localizado dentro de coordenadas geográficas, com latitude 7°3'36"S ; longitude 37°57'52"W e altitude de 245 metros de altura, que lhe dar estas condições naturais, privilegiadíssimas de ser açude distribuidor, por excelência, dos sertões nordestino brasileiro...

Pois, o açude de Coremas, fica literalmente no “Meio” ou seja, “Equidistante”, entre os dois Eixos Norte e Leste...Diante do exposto, dentro do contexto da valorização socioambiental e de uma valorização custo-benefício, estas alternativas ora apresentadas trariam beneficios sócio-econômico-ambiental entre Floresta-PE, Serra Talhada-PE e Santa Cruz da Baixa Verde–PE, se não para o projeto de integração São Francisco(PISF).E do Eixo Leste... Por já estarem em plena execução.

Todavia, certamente, serviria de exemplos, para outros projetos de interligação de bacia Hidrográficas, ou então, na equação no equivoco, ao meu vê, do atual Projeto de integração São Francisco(PISF), concernente ao Eixo Norte...E/ou então, servirá de Proposta para num futuro próximo do Estado de Pernambuco interligar suas bacias hidrográficas do Pajéu, Brígida e Moxotó...Só assim, atendendo ao Estado de Pernambuco de sua demanda de água, que é crescente, em todos os seus usos, nas suas regiões acima citadas.

E que em suma, teria uma maior difusão do “Projeto de Integração do São Francisco”(PISF)...Ou seja, distribuiria as águas do “Velho Chico”, com uma melhor “Eqüidade”, Sócio-Econômico-Ambiental...

OUTRA ALTEERNATIVA( 2 ):




Chegando até o “Complexo Coremas-Mãe D´Água”, com capacidade máxima de 1.358.000(hum bilhão trezentos e cinqüenta e oito milhões) de metros cúbicos de água...



Segundo, “Estudos Científicos”, é o manancial de maior eficiência hidráulica... Por possui 21,5m³/m² de eficiência hidraulica, uma das maiores do semi-árido nordestino...Pelo visto, com excelente "Poder Sinergetico"...E melhor distribuição de suas água para o Nordeste Setentrional, ou seja, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte...Por se encontrar localizado dentro de coordenadas geográficas, com latitude 7°3'36"S ; longitude 37°57'52"W e altitude de 245 metros de altura, que lhe dar estas condições naturais, privilegiadíssimas de ser açude distribuidor, por excelência, dos sertões nordestino brasileiro... Pois, o açude de Coremas, fica literalmente no “Meio” ou seja, “Equidistante”, entre os dois Eixos Norte e Leste...



Diante do exposto, dentro do contexto da valorização socioambiental e de uma valorização custo-benefício, esta outra alternativa ora apresentada trariam beneficios sócio-econômico-ambiental entre Salgueiro-PE, Serra Talhada-PE e Santa Cruz da Baixa Verde–PE, se não para o projeto de integração São Francisco(PISF)...Todavia, certamente, serviria de exemplos, para outros projetos de interligação de bacia Hidrográficas, ou então, na equação no equivoco, ao meu vê, do atual Projeto de integração São Francisco(PISF), concernente ao Eixo Norte...E/ou então, servirá de Proposta para num futuro próximo do Estado de Pernambuco interligar suas bacias hidrográficas do Pajéu, Brígida e Terra Nova...Só assim, atendendo ao Estado de Pernambuco de sua demanda de água, que é crescente, em todos os seus usos, nas suas regiões acima citadas...



Em suma, teria uma maior difusão do “Projeto de Integração do São Francisco”(PISF)...Ou seja, distribuiria as águas do “Velho Chico”, com uma melhor “Eqüidade”, Sócio-Econômico-Ambiental...



OUTRAS RAZÕES DO EIXO NORTE DA TRANSPOSIÇÃO...

NA PARAÍBA... ENTRAR PELO VALE DO PIANCÓ...





Segundo meu ponto de vista, a Transposição das Águas do São Francisco para os Sertões do Nordeste do Brasil, que concerne, principalmente, à ramificação (entrada) pelo Sertão da Paraíba, deveria ser pelo vale do Piancó...Que deságua no açude de Coremas... E não pelas a nascente do Rio Piranhas, segundo o Projeto da Transposição, elaborado pelo Ministério da Integração Nacional.



Até porque o sistema Estevão Marinho-Mãe Dágua, conhecido popularmente como o açude de Coremas, é a grande “caixa dágua” do Estado. E tem mais, segundo ao “Plano das Águas”,do Governo MaranhãoI, existem 12 projetos Hidroagrícolas para Estado da Paraíba, dos quais nove são encravados no vale do Piancó: Piancó l,ll,lll, lV, V, Vl, Poço Redondo (Santana de Mangueira), Projeto Gravatá (Nova Olinda) e Projeto Genipapeiro (Olho Dágua) e Mais o Projeto das Várzeas de Sousa, alimentado pelo Canal da Redenção, que sua tomada dágua, é no açude de Coremas...Além do mais...Potencializará o “Projeto Canaã”, do então, Governo de Wilson Leite Braga (1983 a 1986)...Que ao meu vê, está contido dentro do contexto do Plano das Águas...Do governo Maranhão I...




Se realmente a Transposição vier acontecer um dia... E a ramificação do sertão da Paraíba, for mesmo pelas as nascentes do Rio Piranhas, que deságua no Rio do Peixe nas várzeas de Sousa, o Canal da Redenção perderá o seu sentido de ser.



É bom ressaltar que o reservatório Estevão Marinho – Mãe Dágua, constitui-se num dos maiores complexos hídricos da região Nordeste, cuja capacidade máxima chega a mais de l,35 bilhão de metros cúbicos de água, além de dispor de uma hidrelétrica que até a década de 1970...

Abastecia quase toda região sertaneja como fonte de geração de energia elétrica, e hoje está interligada ao sistema CHESF, com Paulo Afonso, Estado da Bahia...




Já que se estar se falando de geração de energia, o Projeto São Francisco, conhecido popularmente pela Transposição, tanto no Eixo Leste e no Eixo Norte, em regiões “Íngremes”, onde passa os canais da “Transposição”, em “Tese”, serão construídas pequenas hidrelétricas, que compensarão os Bombeamentos nas “Tomadas DÁguas”...E até mesmo, para se atender as “Demandas de Energia”...Nos projetos de irrigações, entre outros...



Diante disto, o Complexo Estevão Marinho-Mãe D’Água, desde da década de 1950...Existe uma Hidrelétrica, conhecida popularmente, no nosso interior, por “Turbina”... Que possui uma capacidade instalada máxima de geração de energia de 8,4Megawatts com uma vazão de 14 metros por segundo...



Entretanto, hoje só gera 3,5Megawatts com uma vazão regularizada de 6 metros cúbicos, para se atender a demanda do Piranhas/Açu...



Todavia, se com o advindo de uma das entradas do Eixo Norte da Transposição, foi de fato pelo o Vale do Piancó...



Que deságua no Açude de Coremas... Certamente, a sua hidrelétrica, terá condições hidrológicas para atender a sua capacidade instalada máxima de geração energética, que é na ordem de 8,4 Megawatts com uma vazão de 14 metros por segundo... Ou até mesmo, aumentar esta capacidade máxima de geração energética, que ultrapasse a 10,0 Megawatts...



Que possa “Enquadra”, o Município de Coremas, dentro o “Direito”, de se receber o Royalties da Chesf...Pois, segundo Lei complementar da nossa “Constituição Federal”, só recebe este referido Royalties da Chesf...Aquele município, aonde esteja instalada uma Hidrelétrica...E que esta respectiva “Turbina”... Tenha uma geração de energia acima de 10,0 Megawatts... Neste caso, com o uso “Sinergético” da Água advindo do “Projeto São Francisco”... É só fazer uma pequena ampliação...



Só assim, o município de Coremas, poderá “subsidiar” , a “Tarifa de Água”...Depois da instalação da CAGEPA(Companhia de Água e Esgoto do Estado da Paraíba)...Ou na criação de uma Companhia de Água e Esgoto Municipal...Pois, por “Incrível que Pareça”...A Cidade de Coremas...Ainda, “Não”, possui “Tratamento de Água”...Que é um absurdo...



Por isso, é grande a incidência de doenças de veiculação hídrica que vitimam muitos Coremenses... Por falta de água potável...É uma questão, até mesmo, de “Saúde Pública”...Pois, diante disto, uma “Atitude Governamental”...Que seja, Municipal, Estadual e/ou Federal...Deva ser tomada...



Também uma grande maioria da população Paraibana e Brasileira não sabe que este grandioso complexo construído nas décadas de 1940 e 1950 tem como meta mais ambiciosa a implantação de um Pólo de Desenvolvimento, denominado, de Meridiano 38, cujo projeto se encontra atualmente no Ministério da Integração Nacional da Presidência da republica.


Caso seja implantado o projeto Meridiano 38 em nosso Estado, vai trazer a redenção de toda essa área (sertão Paraibano), prevendo inclusive a criação de uma Faculdade de Agronomia...Até mesmo, um Campus Universitário da Universidade do Sertão, que está em estudo pelo UFCG...



Escola Técnica Agrícola e Centro Administrativo de Política Agrícola... Visando a irrigação de milhares de hectares de terra, trazendo empregos e rendas para inúmeros paraibanos, tendo como epicentro deste Pólo de Desenvolvimento, justamente cidade de Coremas...Que tudo isto,ou seja,o “Projeto São Francisco”,conhecido popularmente, pela “Transposição”... Venha fazer “Justiça Social”...Não só, ao “Povo Coremense”...Sobretudo, a todos nós Nordestinos Setentrionais...

DO ESCRITOR

PEDRO SEVERINO DE SOUSA

JOÃO PESSOA(PB), 23/10/2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ENTREVISTA PEDRO SEVERINO...SOBRE A ORIGEM DE COREMAS...E SEU FUTURO...

PEDRO SEVERINO, TOMANDO POSSE COMO SECRETÁRIO DA UGT(UNIÃO GERAL DOS TRABALHADORES)

COREMAS.NET

www.coremasnet.com.br/

ENTREVISTA PEDRO SEVERINO

COMISSÕES QUE PARTICIPA:

1- COMITÊ PRÓ - TRANSPOSIÇÃO.

2- SECRETÁRIO DE RECURSOS HÍDRICOS DA UGT(UNIÃO GERAL DOS TRABALHADOES.

3- DIRETOR DE FORMAÇÃO SINDICAL DO SINSDER/PB(SINDICATO DOS SERVIDORES DO DEPARTAMENTO DE ESTRADAS E RODAGEM DA PARAÍBA).

4- MEMBRO DA COMISSÃO DE TURISMO RURAL DA PARAÍBA-FAEPA/SENAR.

Pedro Severino de Sousa é Bacharel em Administração de Empresas – UFPB, Campus II, Campina Grande(1980 a 1984). Cursou Pós-graduação Lato Sensu em Especialização em Gestão em Recursos Hídricos pela Triparceria UFSC-UFAL-FUNIBER(2005 a 2006). Tem o Curso de Técnico em Estradas pela Escola Técnica Federal da Paraíba( !975 a 1977). É autor do Livro: Água Essência da Vida – água e vida: suas perspectiva para o futuro... E do livro: O Homem e o Meio Ambiente - Seus problemas... E suas possíveis soluções... É um apaixonado pelas causas ambientais, daí seu interesse em escrever sobre o assunto. Atualmente desempenha a função de Assessor Técnico na Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado da Paraíba- AESA, aonde vem atuando junto à Gerência de Cadastro de usuários de Recursos Hídricos, importante instrumento de gestão das águas. Pedro Severino participa de fórum on-line e colabora com artigos em alguns sites que tratam do meio ambiente com ênfase em Recursos Hídricos:

PORTAL TRATAMENTODEÁGUA

www.tratamentodeagua.com.br/R10/Biblioteca_Detalhe.aspx?codigo=823

UNIVERSIDADE DA ÁGUA

www.uniagua.org.br/public_html/website/default.asp?tp=3&pag=trabalhos.htm


PESQUISE “PEDRO SEVERINO DE SOUSA”

www.google.com.br

quinta-feira, 10 de junho de 2010

PROPOSTA PARA PROTEÇÃO DA FALÉSIA DO CABO BRANCO.


PROPOSTA PARA PROTEÇÃO DA FALÉSIA DO CABO BRANCO

A imprensa Paraibana de modo geral, vem noticiando, que a Prefeitura Municipal de João Pessoa, através da Seman (Secretaria do Meio Ambiente), estar fazendo estudo de um Projeto de Engenharia Oceânica, aonde irão estudarem a deriva das correntes marítimas, estudo batimetrico oceânico deste especifico ponto, entre outros estudos da Engenharia oceânica, para que se viabilizem construções de arrecifes artificiais Para proteção da falésia do Cabo Branco( o ponto mais oriental das Américas) Do desgaste de abrasão, que o ponto dos Seixas, vem sofrendo, ao longo dos tempos.


Segundo especulação jornalística, este mencionado estudo, balizará o projeto adequado, ou melhor, a construções de arrecifes, que impeçam o avanço das correntes marítimas das marés altas...Impedindo desta forma, o deslizamento secular, permanente e constante da barreira do farol do Cabo Branco...Que se continuar no ritmo que vai, em poucos anos ou décadas, o Cabo Branco da Ponta do Seixas, se tornará, simplesmente, num Cabedelo afogado pelas ondas do mar.

Agora, entretanto, este referido “Estudo”, entre inúmeros outros, ao meu vê, não encontrarão respaldo cientifico, dentro da Engenharia hidráulica marítima, que se coadune com os parâmetros da engenharia de obras marítimas para conter o avanço do mar...Sem “Efeito Colateral”...

Pois, este suposto “Arrecife”, será mais um “Corpo Estranho”, construído em cima de uma barragem submersa, suporte rochoso, que outrora, a ponta do Cabo Branco, se sustentava em cima dela... Antes, da erosão desta falésia do Cabo Branco, aonde outrora era mais avançada.

Certamente, o estudo batimetrico, identificará esta barragem submersa, que nas “Grandes Marés”(Fev/Mar e Ago/Set), influenciam as “Ressacas” nas praias do Cabo Branco E da praia do Seixas...

Obviamente, com a construção deste propalado “Arrecife”potencializará mais ainda, as ressacas das marés altas, nestes citadas praias e meses...Além do mais, se vendo, pelo lado Político, será uma “obra Afogada”. Não trazendo dividendo Político. Para quem o construir.

Diante disto, em suma, que invés de se construir um “Arrecife”... Se devia construir um “ Muro de Contenção”



Da Barreira da Falésia do Cabo Branco, recompondo sua parte já perdida, com material(solo) idêntico ou similar, isto é, com índices físicos(granulométrica e plasticidade), que se assemelham com o já existente, com seu devido reflorestamento.

Por outro lado, este suposto “Muro de Contenção”, ou seja, na sua parte frontal, se abriria, um grande “Painel Artístico”, que possibilitasse os “Artista Plásticos”, Paraibanos e Brasileiros, a desenvolverem os seus trabalhos artísticos...Vocacionando, o Cabo Branco, de fato, com gloria e honra, “ O Ponto mais Oriental das Américas”. “ Aonde o Sol nasce Primeiro”.



P.S( PÓS ESCRITO):




ESTAÇÃO CIÊNCIA CABO BRANCO ESTÁ COM RACHADURAS






Inaugurado em 03 de julho de 2008 como a mais bela obra arquitetônica de João Pessoa, o prédio da Estação Ciência que leva a assinatura do arquiteto Oscar Niemayer e abriga nos seus cinco blocos torre, anfiteatro, serviços e estacionamento já apresenta os primeiros sinais de desgastes passível de interdição por órgãos fiscalizadores da construção civil paraibana.

Erguida em 8,5 mil hectares e considerada pelo prefeito Ricardo Coutinho um marco do investimento público da Paraíba nos últimos trintas anos e que consumiu quase 35 milhões de reais – superior em mais de três vezes do valor estimado no projeto inicial, que previa custo de R$ 12 milhões, apresenta hoje problemas estruturais como rachaduras, infiltrações e desgastes em sua estrutura de concreto, inconcebíveis para uma obra entregue há oito meses.

Na época, políticos de oposição ao prefeito Ricardo Coutinho consideraram um absurdo os gastos na construção do prédio Estação Ciência.


INVESTIMENTOS

Matéria publicada na página da prefeitura no dia 20/12/2005 apontando custo de 12 milhões de reais na construção da Estação Ciência. Na época o Secretário Municipal do Planejamento e atual vice-prefeito Luciano Agra, que acompanhou toda a execução do projeto, disse que a obra deveria custar, em média, R$ 12 milhões. "Vale salientar que a estação é mais barata do que outros projetos de Niemeyer, levando em conta seu impacto urbanístico, dentro de uma cidade. O Museu de Arte Moderna de Curitiba, por exemplo, custou R$ 40 milhões", lembrou Agra.

Prefeitura deve R$ 2 milhões e admite rachaduras no prédio

O Secretário de Obras da Prefeitura de João Pessoa, João Azevedo, admitiu na tarde desta quinta-feira (9) que a Prefeitura Municipal de João Pessoa ainda falta pagar R$ 2 milhões até a conclusão dos serviços, que somente acontecerá após resolver o problema de reparos das rachaduras que podem estar comprometendo a estrutura da Estação Ciência, Cultura e Artes, instalada na Ponta do Cabo Branco em João Pessoa.


FONTE:
Plantão Clickpb







UMA REFLEXÃO SOBRE A MATERIA:


ESTAÇÃO CIÊNCIA CABO BRANCO ESTÁ COM RACHADURAS



Não precisa ser um especialista (Engenheiro Civil e/ou Geológico)...Para ser entender, que as rachaduras ora apresentadas na Estação Ciência Cabo Branco...Ao meu vê, são mais de ordem geológico, do que mal dimensiomento de cálculos estruturais... A boca maldita, especulam que, houve até mesmo, superfaturamento desta “Obra de Arte”(Estação Ciência Cabo Branco)...


Agora, entretanto, estudando o comportamento “Geofísico” das “Falésias Costeiras”...Principalmente, as falésias de formação geológicas com solos lateríticos... E não de formação geológica cristalinas, ou seja, de formações rochosas... São susceptíveis, a permanentes impercebíveis abalos sísmicos... Impercebíveis a olho nu... Entretanto visíveis, através de sismógrafos... Partindo desses pressupostos, imagino, que a Falésia do Cabo Branco, sofre com as “Intempéries”...Desses supostos abalos sísmicos...

Para se melhor, compreender isto...Vamos voltar no Túnel do Tempo...

Provavelmente, a milhares ou milhões de anos atrás...A falésia do Cabo Branco...Tinha um topografia mais Oriental do que a de hoje...Ou seja, tinha uma maior porção de terra...Que avançava ao oceano atlântico...Entretanto, as intempéries da natureza...Ao logo desses milhares ou milhões de anos atrás...Degradou a tal ponto...A falésia do Cabo Branco...Ao ponto que se encontra hoje...Entretanto, isto que dizer que, com o recuo da barreira do Cabo Branco...A crosta ou plataforma, que a parte erodida da falésia do Cabo Branco que supostamente, estava sobreposta...Naturalmente, perdeu seu equilíbrio hidrostático...Ficando a Barreira do Cabo Branco atual...A mercê do “Vai e Vem” das marés “Alta Baixa” do mar...Que por via de conseqüência...Ocasionando a porção de terra da atual Falésia do Cabo Branco... A repetitivos movimentos hidrodinâmicos e hidrostáticos, da descarga e sobrecarga das marés oceânicas...

Que conseqüentemente, suscitando a Falésia do Cabo Branco... Diariamente, a sucessivos impercebíveis (pequeníssimos) abalos sísmicos... Em suma, é providencial em caráter de urgência urgentíssima... Se devia construir um “ Muro de Contenção” Da Barreira da Falésia do Cabo Branco, recompondo sua parte já perdida, com material(solo) idêntico ou similar, isto é, com índices físicos(granulométrica e plasticidade), que se assemelham com o já existente, com seu devido reflorestamento.

Por outro lado, este suposto “Muro de Contenção”, ou seja, na sua parte frontal, se abriria, um grande “Painel Artístico”, que possibilitasse os “Artista Plásticos”, Paraibanos e Brasileiros, a desenvolverem os seus trabalhos artísticos...Vocacionando, o Cabo Branco, de fato, com gloria e honra, “ O Ponto mais Oriental das Américas”. “ Aonde o Sol nasce Primeiro”.











DO ESCRITOR DO LIVRO
ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
PEDRO SEVERINO DE SOUSA
JOÃO PESSOA (PB), 12.04.2009

terça-feira, 27 de abril de 2010

ABALOS SÍSMICOS E VULCÕES



ABALOS SÍSMICOS E VULCÕES

UMA VIAGEM AO INTERIOR DA TERRA
Por Maria Inês Zanchetta



Há mais de um século, o francês Júlio Verne escreveu sua fantástica Viagem ao centro da Terra. Nela, o professor Otto Lindenbrok, mineralogista alemão, e seu sobrinho Axel desceram às profundezas do planeta perdendo-se em uma interminável cadeia de labirintos e galerias, onde correm rios de forte correnteza e mares subterrâneos. Na verdade, esse cenário não tem nada a ver com o que acontece no interior da Terra. Em 1864, quando Verne escreveu sua história, não se tinha ultrapassado sequer mil metros em direção ao fundo do coração do planeta, a 6 370 quilômetros da superfície.


Ali, a temperatura chega aos 4 mil graus e a pressão ultrapassa 3 milhões de atmosferas — uma atmosfera equivale à pressão exercida por 1 quilo sobre 1 centímetro quadrado. É um mundo infernal, de acesso quase impossível, digno da imaginação de um escritor de ficção científica: a profundidades maiores que algumas poucas dezenas de quilômetros, as altíssimas pressões e temperaturas pulverizariam qualquer sonda por mais resistente que fosse. Mas, afinal, o que existe mesmo lá embaixo? Como é mais fácil subir ao espaço do que descer aos porões do planeta, a ciência tem acumulado uma massa de conhecimentos sobre o sistema solar talvez até maior do que sobre suas camadas mais fundas.


Esse é o desafio para os cientistas que têm os olhos voltados não para o céu, mas para o chão — ou melhor, para o que existe abaixo dele. Embora compacta, a Terra não é um bloco homogêneo; é possível compará-la a uma imensa cebola, onde diversas camadas se sobrepõem. A pele que a recobre a crosta terrestre, cuja profundidade varia de cerca de 10 quilômetros nas áreas oceânicas até 70 quilômetros nos continentes. Por ser a camada mais superficial, a crosta naturalmente é a mais simples de ser estudada.


Os fragmentos de rochas recolhidos durante as perfurações são uma preciosa fonte de estudo. Depois da crosta vem a zona de transição para a camada seguinte, o manto, que alcança até 2 900 quilômetros de profundidade. Abaixo do manto está o núcleo, a uma profundidade de 5100 quilômetros. Para perfurar os cinco primeiros quilômetros em direção ao interior da Terra existem equipamentos apropriados. Daí em diante as coisas se complicam. "É difícil manter a sonda na direção correta, as brocas quebram e qualquer operação para recuperar o material leva muito tempo", explica o professor Igor Pacca, do Instituto Astronômico e Geofísico da Universidade de São Paulo.


Nesse tipo de exploração, o recorde pertence aos soviéticos. Desde 1970, eles vêm fazendo perfurações na península de Kola, no extremo norte da URSS. Só recentemente chegaram à marca dos 13 quilômetros de profundidade — um simples arranhão na casca do planeta. Segundo o geofísico Pacca, o feito mais importante dos soviéticos até aqui foi não encontrar na parte inferior da crosta uma zona de transição de rochas de granito para rochas de basalto. Até então, os geofísicos acreditavam que essa área existia, tanto que tinham até um nome para ela: descontinuidade de Conrad. "Atingida a profundidade que corresponderia a essa descontinuidade, não se achou basalto", relata o professor Pacca.



Da mesma forma como os astrônomos astrofísicos querem conhecer melhor o que existe, por exemplo, em Marte, o mais ambicioso objetivo dos geofísicos de todo o mundo é conhecer a intimidade do interior da Terra. Por isso, em setembro do ano passado, uma equipe de cientistas iniciou uma perfuração na cidadezinha de Windischeschenbach, no norte da Alemanha Ocidental, que não vai terminar antes do ano 2000. Então, os pesquisadores esperam chegar à meta estabelecida: 14 quilômetros abaixo da superfície. No começo da viagem, vão utilizar os mesmos equipamentos usados em perfurações petrolíferas.


A partir do sexto quilômetro, no entanto, pretendem estrear um motor desenhado especialmente para essa tarefa, cuja novidade é um dispositivo especial que corrigirá automaticamente a direção da sonda ao menor desvio do eixo de perfuração. Se tudo funcionar, os alemães poderão economizar tempo. Além de muito preciso, esse instrumental é basicamente capaz de suportar altíssimas pressões e temperaturas. Quando a broca chegar ao décimo quarto quilômetro, estará submetida à temperatura de 300 graus. Não tendo acesso direto ao interior do planeta. os cientistas sempre precisaram valer-se de informações indiretas. Uma das formas de saber o que há nas camadas internas dessa grande cebola é analisar os fenômenos que nelas ocorrem.



Os terremotos, por exemplo, emitem ondas sísmicas, cuja trajetória e velocidade são minuciosamente estudadas ao se propagarem por toda a Terra. Combinadas com outras informações, essas análises trouxeram importantes descobertas. Assim. o geólogo iugoslavo Andrija Mohorovicic descobriu já em 1909 que entre a crosta e o manto havia uma descontinuidade. Em homenagem ao descobridor. ela foi batizada com o nome de Mohorovicic. Até 1936, supunha-se que o núcleo era fluido Naquele ano porém, a sismóloga dinamarquesa Inge Lehman, hoje com 99 anos, revelou após estudos de ondas sísmicas que o núcleo tinha também uma parte interna sólida.


Para descobrir de que é feito e o que acontece no miolo da grande cebola — o interior do núcleo —, os cientistas levaram em conta o efeito de um fenômeno natural muito estudado desde o século XVI: o campo magnético terrestre. Atualmente, os geofísicos estão convencidos de que ele é gerado no núcleo externo, mediante um processo semelhante ao de um dínamo só que contínua — os dínamos que se conhecem são descontínuos —, onde a energia mecânica se transforma em energia eletromagnética. Essa é uma das razões pelas quais os cientistas supõem que o material do núcleo interno deva ser metálico, pois precisa conduzir eletricidade para fazer funcionar o dínamo.


Tal teoria se encaixa na análise sismológica: a velocidade das ondas de choque que os terremotos produzem ao atravessar o núcleo revela uma densidade que corresponde à do ferro submetido a pressões como as que existem nas regiões centrais do planeta. A esta evidência junta-se o fato de


que no Universo conhecido não existe outro material com tais características em quantidade suficiente para constituir uma alternativa. Daí se consolidou a idéia de que o núcleo é feito essencialmente de ferro, embora também existam nele elementos mais leves, como silício, enxofre, oxigênio, potássio, entre outros. Sabe-se com certeza que a pressão do material do núcleo aumenta de acordo com a profundidade.


Essa pode ser uma das razões que explicam por que o núcleo externo é líquido enquanto o interno é sólido — a elevadíssima pressão impediria que ele se fundisse. A questão da pressão e da temperatura sempre foi muito discutida, e a cada dia que passa os cientistas conseguem vencer barreiras nas suas experiências a esse respeito. No início de 1987, por exemplo, os pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia conseguiram determinar a temperatura do interior da Terra fazendo a seguinte experiência: primeiro, comprimiram uma amostra de ferro entre dois pequenos cones de diamantes, acionados por uma enorme prensa, até alcançar 1,4 milhão de atmosferas — de acordo com os cientistas, essa seria a pressão na fronteira entre o núcleo externo e o manto.

O segundo passo foi aplicar um raio laser na amostra para aquecer o ferro até o ponto de fusão. Verificou-se então que o metal fundia a 3 500 graus — enquanto sob a pressão atmosférica o ferro funde a 1500 graus. A etapa seguinte foi descobrir a temperatura no limite do núcleo sólido com o liquido, onde a pressão alcança 3,3 milhões de atmosferas — algo como a inimaginável pressão que 3 300 carros exerceriam sobre uma superfície do tamanho de uma unha. Para isso, os cientistas dispararam um projétil movido a hidrogênio contra a amostra, comprimindo-a e aquecendo-a até que atingisse seu ponto de fusão.


Não conseguiram chegar aos 3,3 milhões de atmosferas, mas deduziram que a temperatura, ali no limite entre o núcleo externo e o interno, estaria por volta de 6 300 graus, no âmago do núcleo, seria de 6 600 graus, mais até que na superfície radiante do Sol. Esses novos dados aumentaram em 2 mil graus as estimativas de temperatura que vigoravam até então. Entre os dados obtidas com essas experiências, um em especial se destaca: o possível aumento da influência do núcleo nos processos que ocorrem no manto, que abrange a região que vai da divisa do núcleo externo até a descontinuidade de Mohorovicic. O que os cientistas conhecem sobre o manto baseia-se no material que os vulcões expelem e nas cordilheiras vulcânicas do fundo oceânico, além do estudo de certos meteoritos.



Sabe-se que o manto é composto de silicatos, um material mais leve que a liga de ferro do núcleo e que não aparece de maneira uniforme, pois à medida que a profundidade aumenta o mesmo acontece com a temperatura e a pressão. Por isso, os cientistas dividiram o manto em dois níveis: o inferior e o superior, cada qual composto de minerais diferentes. "Uma camada notável do manto superior é a astenosfera", diz o professor Igor Pacca, "situada a 250 quilômetros de profundidade." Mesmo sólida, possui plasticidade suficiente para permitir o movimento de placas que estão acima dela.


Esse movimento é responsável pela deriva continental, que faz com que os oceanos cresçam e os continentes se afastem cada vez mais uns dos outros. De fato, sem o oceano a separá-las, as costas da África e da América do Sul se encaixariam perfeitamente, como num quebra-cabeça. A teoria da deriva dos continentes foi proposta em 1912 pelo meteorologista alemão Alfred Wegener, mas até os anos 50 ficou à espera de uma explicação. Afinal, qual seria o mecanismo que fazia massas de terra tão imensas se deslocarem? Experiências realizadas já então demonstraram que os sólidos cristalinos fluiam como líquidos quando se encontravam a temperaturas próximas do ponto de fusão.


Isso levou o geofísico holandês Felix Vening-Meinesz a elaborar a teoria de que na astenosfera ocorriam fortes correntes ativadas por diferenças de temperatura: os materiais quentes subiam e os frios desciam. A teoria do geofísico holandês foi reforçada nos anos 60, quando se descobriu que a crosta oceânica se renovava sem cessar com deslocamentos horizontais a partir das cordilheiras vulcânicas do Atlântico. Nesse movimento, elas liberam material quente do manto, e voltam a submergir. Isso ocorre, por exemplo, sob a cordilheira dos Andes. Mas foi só há poucos anos que se comprovou definitivamente a presença dessas correntes e sua influência na deriva dos oceanos.





A moral da história é que, mesmo não sendo possível o acesso direto ao interior da Terra, os avanços tecnológicos têm permitido aos cientistas ampliar os conhecimentos sobre sua estrutura, constituição e evolução — além de compreender melhor os fenômenos que ocorrem na superfície e afetam a vida em todas as suas formas.


By Paulo Ribeiro




Pelo que vimos até aqui os estudos sobre o que há no interior da crosta terrestre é parco em informações e, ainda muito incipiente. Mas até aqui podemos verificar que a física esta presente principalmente nos campos da óptica (LASER), pressões e temperaturas, fluidez dos materiais (Gráficos de Fases e Hidráulica) outro tópico importante é o uso das altas tecnologias de novos materiais (Ciência dos Materiais).


AS JANELAS DA TERRA



Os vulcões oferecem espetáculos ao mesmo tempo trágicos e deslumbrantes. Causam morte e devastação, mas tiveram papel fundamental na formação do planetas. Sem eles não haveria atmosfera.
*Por Maria Inês Zanchetta


No dia 27 de agosto de 1883, o navio Batavia Queens singrava tranqüilo o mar de Java, na Indonésia, Extremo Oriente, quando foi surpreendido por uma formidável explosão e acabou engolido pelo mar - em Hollywood. Pois o barco só existiu no filme Krakatoa, o inferno de Java, que 85 anos depois reconstituiu em cores, no melhor estilo do que na década de 70 seria chamado cinema-catástrofe, a pior erupção vulcânica de todos os tempos.


A ficção, no entanto, não deve ter ficado muito distante do que realmente aconteceu naquele dia de 1883. Relatos da época dão conta de que as explosões do Krakatoa repercutiram num raio de 5 mil quilômetros.


Ondas descomunais levantaram-se no mar e estenderam-se sobre as colinas das ilhas de Java e Sumatra, arrasando cerca de trezentas aldeias e vilas. Morreram 36 mil pessoas. Na derradeira explosão o Krakatoa afundou no mar fragorosamente. Calcula-se que o volume de matéria sólida regurgitado pelo vulcão, que subiu a 50 quilômetros de altura, foi da ordem de 18 mil quilômetros cúbicos, o equivalente, por exemplo, a 113 mil barris de petróleo ou um quinto da produção diária brasileira no ano passado. Dois terços daquele material caíram num raio de 30 quilômetros, formando um banco de pedras-pomes que, durante bom tempo, impediu a navegação na área; o terço restante permaneceu, suspenso na atmosfera em forma de poeira e se espalhou pelo planeta inteiro. Foi por isso que em toda parte, nos dois anos seguintes, o pôr-do-sol ficou mais avermelhado.


Para os nativos de Java e arredores, esse apocalipse provocado pelo vulcão só podia ser um castigo dos céus. Não se tratava propriamente de uma crendice nova: muito tempo antes, nos séculos VIII e IX, os antepassados dos javaneses achavam que as turbulências vulcânicas que assolavam aquelas paragens eram a manifestação do poder de Siva - o terrível deus hindu da fertilidade. Longe dali, também os antigos gregos e romanos provavelmente associavam tais erupções aos deuses. Tanto que a própria palavra vulcão vem do latim Vulcanus, deus romano do fogo (Hefestos para os gregos), representado com uma forja na mão.
As erupções vulcânicas são geradas nas profundezas do planeta. Assim, da mesma forma que os terremotos, os vulcões constituem autênticas janelas por onde os cientistas observam o que ocorre no manto da Terra - a camada que fica logo abaixo da crosta. Mais que isso, o papel do vulcanismo na formação do planeta é fundamental. Sem as erupções, não haveria, por exemplo, cadeias de montanhas. E, sem os gases e vapores que os vulcões expelem, a atmosfera não existiria, impedindo portanto o surgimento da vida. Tanto as erupções quanto os terremotos se originam no movimento das placas tectônicas - gigantescos blocos de rocha rígida que se movimentam sobre a astenosfera, a camada não rígida do manto - responsável pela deriva continental, que faz os continentes se afastarem ou se aproximarem uns dos outros.


Nesse colossal balé, as placas podem colidir: quando isso acontece, uma delas mergulha sob a outra ou debaixo do continente. De acordo com os geólogos, há no mundo dez grandes placas e diversas outras menores, todas em constante movimento de alguns centímetros por ano. "As erupções ocorrem, de preferência, nas margens dessas placas", explica o geólogo Mário Figueiredo, da USP. Segundo ele, o vulcanismo não resulta apenas da colisão de placas, também do afastamento delas. O espaço que se abre então é preenchido pelo magma - rocha em estado liquido - que começa a subir em direção à superfície, irrompendo em forma de lava.


Dependendo do movimento das placas, convergente ou divergente, formam-se vulcões diferentes, tanto na forma (menos ou mais cônicos) quanto na maneira como irrompem (com rios de lava ou violentas explosões). É possível distinguir três tipos principais de vulcão na superfície terrestre. Um é o que ocorre nas cadeias mesoceânicas, localizadas na região central do oceano Atlântico (que inclui as ilhas de Tristão da Cunha, São Paulo, Açores e se estende até a Islândia, já no Atlântico Norte), do Pacífico e do Indico. Nessa vasta área, os vulcões são o resultado do movimento de placas divergentes. Sua forma não é tão cônica, suas crateras são mais largas e suas encostas mais espraiadas do que as dos vulcões do segundo tipo - os que se estendem pelo


chamado cinturão de fogo que contorna o oceano Pacífico desde a América do Sul, chegando ao Japão e à Nova Zelândia.


Estes são conseqüência da colisão de placas. Enquanto na América do Sul o choque faz com que uma das placas oceânicas mergulhe sob a placa continental, no Japão e na Nova Zelândia as erupções são causadas pelo mergulho de uma placa oceânica sob outra. Nesse caso formam-se o que os geólogos denominam arcos de ilhas. No cinturão de fogo, os vulcões são mais cônicos e muito explosivos. Embora as erupções ocorram predominantemente nas margens das placas, há também casos de vulcanismo no interior das placas, chamados intraplacas. É o terceiro tipo. Um bom exemplo são os vulcões do Havaí. Ali, há no manto uma área conhecida como ponto quente. Trata-se de um foco de calor intenso, fixo, que estimula a produção de magma enquanto a placa se movimenta.
O magma chega à superfície e vai formando novas ilhas, que, por sua vez, se alinham com as mais antigas. Por meio da observação das ilhas novas e antigas, os pesquisadores podem saber como se dá o movimento das placas nessa região. Os célebres vulcões Etna e Vesúvio, na Itália, não se enquadram nesses tipos de vulcanismo. Eles são considerados intermediários entre os de arcos de ilhas e os das margens convergentes. Nem por isso são menos explosivos. Já os vulcões do leste da África são resultado de um mecanismo que ocorre na placa continental - ela se afina, vai se rompendo e possibilita as erupções. Isso pode levar à abertura de uma nova bacia oceânica. As erupções são tanto mais violentas e perigosas quanto mais viscoso for o magma, cuja composição varia.


Ele é formado basicamente de oxigênio sob a forma de óxidos metálicos, principalmente de óxido de silício ou sílica. Também entram nessa composição alumínio, ferro, magnésio, sódio, potássio, cálcio, titânio e manganês, além de carbono, flúor e enxofre. Quando o teor de sílica é baixo, a viscosidade é pequena e as erupções liberam rios de lava sem grandes explosões. É o caso dos vulcões da Islândia e do Havaí. Mas, à medida que o teor de sílica aumenta, o magma torna-se mais viscoso e não flui. Por isso, em vez de correr num rio de lava, explode por força da pressão.


Foi assim durante a erupção do vulcão Santa Helena, no Estado de Washington, extremo noroeste dos Estados Unidos, em 1980, que vomitou pedras, gelo, nuvens de gases quentes e lava. A grande devastação ficou por contada torrente de lama que se formou com o derretimento da neve que encobria suas encostas e desceu pelos rios, inundando o vale ao redor. Como não havia povoados próximos, o número de vítimas foi comparativamente pequeno - 61 pessoas. A explosão durou nove horas e calcula-se que foi o equivalente a 27 mil bombas como a lançada sobre Hiroshima durante a II Guerra Mundial, sem os efeitos radioativos, naturalmente. Depois da erupção, o Santa Helena até diminuiu de tamanho, devido à quantidade de material que jogou na atmosfera.




Muito pior foi outra explosão recente - a do Nevado del Ruiz, que em 1985 destruiu a cidade colombiana de Armero e matou 23 mil pessoas. Como no caso do Santa Helena, a causa da tragédia foram as torrentes de lama. Rápidas e violentas, podem percorrer distâncias de até 180 quilômetros em apenas duas horas e meia, arrastando tudo por onde passam. Nessa categoria está o El Chichón, no México, cuja última erupção, em 1982, durou sete dias e lançou 500 milhões de toneladas de cinzas na atmosfera. O material cobriu um quarto da superfície terrestre e bloqueou pelo menos 10 por cento da radiação solar. Onze aldeias foram varridas do mapa; a tragédia só não foi maior porque a população foi retirada a tempo.


A fina camada de poeira que uma explosão como essa ocasiona permanece muito tempo na atmosfera e certamente influência o clima da Terra. Foi o que aconteceu em conseqüência da explosão do Tambora, na Indonésia, em 1815. Ela provocou tal onda de frio no hemisfério norte que não houve para americanos e canadenses o ano ficou conhecido como aquele que não "houve verão". As erupções do Vesúvio, que sepultaram Pompéia e Herculano em 79 da era cristã, e as do Etna, em 1669, são comparadas pelos cientistas às mais catastróficas quanto ao lançamento de pedras, gases, cinzas e lava. Juntos, o Vesúvio e o Etna mataram 40 mil pessoas. Nessas explosões violentas, os gases expelidos combinam-se entre si e com a água, formando ácidos que não apenas matam por asfixia mas também por queimaduras.


Ao contrário desses, o Mauna Loa - o maior vulcão do mundo em altura, com 10 mil metros acima do fundo do oceano e 4 mil acima do nível do mar - e o Kilauea, ambos no Havaí, cujas maiores erupções aconteceram em 1835 e em 1924, não causaram tanta destruição porque a boa viscosidade do magma permitiu que este fluísse em rios de lava. Existem muitos vulcões ativos - adormecidos ou não - em todo o planeta, mas não se sabe exatamente quantos. Os cientistas estimam que haja entre 500 e 700 na superfície. Muitos outros permanecem no fundo do mar, longe dos olhos humanos.


"A dificuldade em precisar o número está em que não há qualquer característica que indique se um vulcão está ou não extinto", atesta o geólogo Mário Figueiredo. Ele dá como exemplo: "Quando estive na Antártida, visitei a ilha Pingüim, cujo vulcão deve ter irrompido pela última vez há cerca de duzentos anos. É muito pouco tempo em termos geológicos para dizer que esteja extinto". No Brasil não há vulcões, mas já houve há uma eternidade. Entre 73 e 48 milhões de anos atrás, quando a América e a África já eram continentes separados, dois vulcões entraram em erupção onde hoje é o Rio de Janeiro: os cientistas chegaram ao requinte de descobrir que um deles ficava na serra do Mendanha, no atual bairro de Campo Grande, e outro na serra de Madureira, onde está a cidade de Nova Iguaçu. O Brasil não tem vulcões ativos há muito tempo porque está afastado das margens das placas tectônicas.


Da mesma forma não acontecem erupções na ilha de Fernando de Noronha há 1 milhão de anos, o que prova que se extinguiu o vulcão que ali existia. Entre os vulcões ativos alguns têm pequenas e constantes erupções, como o Stromboli, na ilha do mesmo nome, no mar Tirreno, na Itália. À noite, transforma-se em espetáculo para turistas que ali fotografam as erupções sem perigo algum. Se de um lado as manifestações vulcânicas não são passíveis de controle, de outro podem ser previstas a tempo de impedir grandes tragédias, com a retirada da população.


Preocupados em diminuir os efeitos catastróficos das erupções, os vulcanólogos vêm desenvolvendo experiências inéditas. Em 1983, por exemplo, geólogos italianos conseguiram por meio de explosões de dinamite bloquear os caminhos por onde corria a lava do Etna, desviando-a para um lado do vulcão onde não havia aldeias. No ano passado, pesquisadores franceses conseguiram projetar um simulador de vulcões. Trata-se de um aparelho de 50 quilos que possui um reservatório, onde ficaria o magma, e um conduto, que o levaria à superfície. No reservatório foram injetados líquidos viscosos de composição semelhante à do magma; à medida que a pressão e a temperatura aumentavam, os cientistas colhiam dados sobre as bolhas que a fusão do material produzia, os fluxos de gases e a viscosidade.


A observação era feita por duas câmeras de vídeo com as objetivas mergulhadas no líquido viscoso. Assim, os pesquisadores conseguiram um modelo quantitativo que reproduz os fenômenos que ocorrem no interior de um vulcão. Dessa forma, as possibilidades que se tem de prever erupções são cada vez maiores. E isso não deixa de ser auspicioso para os hóspedes que precisam defender-se das instabilidades de um planeta sempre em movimento.



Uma erupção de energia



"Os vulcões podem sepultar cidades, mas têm também suas aplicações práticas", sustenta a geofísica Marta Mantovani, do Instituto Astronômico e Geofísico da USP. Ela se refere ao possível aproveitamento da energia que vem da terra, chamada geotérmica, para a produção de energia elétrica a baixo custo, e outras aplicações, como o aquecimento de habitações - o que a torna atraente fonte alternativa para países carentes tanto de recursos como de energia. Nas regiões vulcânicas, parte do calor contido no magma se dissipa nas erupções. Mas a porção maior permanece aquecendo as rochas e seus fluidos. Estes estão presentes nas áreas por onde o magma sobe em direção à superfície. Os fluidos aquecidos só conseguirão subir senão forem barrados por uma cobertura de rochas impermeáveis. Se isso acontece, apenas uma mínima parte daqueles fluidos rompe o obstáculo; o resto vai formar os campos geotérmicos, que uma vez perfurados fornecerão energia. Nesses campos, as temperaturas alcançam de 200 a 300 graus, mesmo a profundidades inferiores a mil metros. Quando a broca penetra na formação porosa onde estão os fluidos, eles alcançam a superfície rapidamente devido à
pressão. Canalizados, movimentam as turbinas de uma usina geradora de eletricidade. Os pioneiros na exploração dessa modalidade foram os italianos: desde o início do século uma central movida a energia geotérmica existe em Larderello, na Toscana. Sua capacidade instalada é da ordem de 400 Mw, ou dois terços da malfadada usina nuclear de Angra I, em Angra dos Reis. Uma central semelhante serve para aquecer as habitações da gélida Reykjavík, capital da Islândia. Outras usinas funcionam no México e em El Salvador, periodicamente assolados por desastres vulcânicos. Assim, as manifestações da natureza que castigam populações inteiras podem também beneficiá-las.


*By Paulo Ribeiro


Temos exemplos claros que para estudar os vulcões a física está presente em quase tudo. Fluidez; Fusões; Pressões; Diagramas de Fases unindo a P e a T; Viscosidade do material magmático que se estuda em Hidráulica; no aproveitamento energético do tectonismo, que deve ser devidamente quantizado pelas teorias vistas em Termodinâmica. Mas há, ainda largo espectro de estudo do tectonismo no que tange a química e biologia.


FONTE:

REVISTA SUPERINTERESSANTE
SUPERARQUIVO/1989
super.abril.com.br/superarquivo/1989/conteudo_111504.shtml - 46k

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

DENTRO O SISTEMA SOLAR...SÓ O PLANETA TERRA... POSSUI O CICLO HIDROLÓGICO...



Documentário BBC - Terra: O Poder do Planeta - Terra Rara

DENTRO O SISTEMA SOLAR...SÓ O PLANETA TERRA... POSSUI O CICLO HIDROLÓGICO...



Todos os Planetas do Sistema Solar, que dentro dos princípios básicos das leis cosmológicas, sempre vai atuar a “Força Gravitacional Mútua da matéria” (Isaac Newton )...Donde se conceitua: A Gravitação universal é a força de atração que age entre todos os objetos por causa da sua massa, isto é, a quantidade de matéria de que são constituídos. A gravitação mantém o universo unido. Por exemplo, ela mantém juntos os gases quentes no sol e faz os planetas permanecerem em suas órbitas...

Então partindo destes princípios básicos das leis cosmológicas... Donde a “Força Gravitacional Mútua da matéria”...Rege todos os Sistemas Solares do Universo...A terra e os demais Planetas(mercúrio, Venus, marte, júpiter, saturno, urano, netuno e plutão)...Do sistema solar da nossa galáxia via láctea...Estão intrinsecamente, condicionados a este já mencionada Força Gravitacional Mútua da matéria”...E que o elemento químico mais abundante no universo ser o hidrogênio, o principal, componente da composição da água (H2O)...Entretanto, só na basta um planeta possuir água...Para ele possuir seu ciclo hidrológico...Pois, depende essencialmente, de sua massa, do seu tamanho, de sua rotação, translação e possuir seu eixo inclinado...Dentro mais ou menos...As dimensões do planeta terra...Ou seja, da massa e tamanho da terra...E possuir rotação de 24 horas...Entre o dia e a noite...E possuir o movimento de translação de 24(vinte e quatro) meses...E possuir seu eixo inclinado de 23,45°...Que defina as 4(quatro estações do ano)...Inverno, primavera, outono e verão...Como são as condições atuais da terra...Só assim, qualquer planeta no universo, poderá possuir seu ciclo hidrológico...

Então, partindo desses pressupostos, abordados acima, como explicar o ciclo hidrológico da Terra?

O Planeta terra tem seu ciclo hidrológico... Devido possui a massa, ou melhor, o tamanho da Terra é de 5.9743 ×1024 kg...Possuir o movimento de rotação de 23 horas 56 minutos 4 segundos e 9 centésimos. (23h56m04,09)...

E ter o Eixo inclinado de aproximadamente 23 graus Angular... Ter o Movimento de Translação de aproximadamente 365 dias...Aonde se define as 4(quatro) Estações: Verão, Outono, Inverno e Primavera...E receber Energia e Calor do Sol...Para se ter uma “Atmosfera”... Adequada...Funcionando dentro de um “Efeito Estufa”...Para se ter seu ciclo Hidrológico....E por conseqüência, o ciclo da vida...

Entretanto, partindo dessas premissas abordadas acima, segundo, a literatura astronômica, só “O Planeta Marte”...Dentro do Sistema Solar...Marte possui dimensões astrofísicas semelhantes ao Planeta Terra...

Partindo destes pressupostos...Então vamos vê em quais características físicas se assemelham Marte com a Terra:Tamanho da grandeza da massa do Planeta Terra é ligeiramente maior do que o Planeta Marte. A massa de Marte é de 6,4185×1023 kg...E da Terra é de 5,9743 ×1024 kg...Pelo visto de tamanho quase equivalentes...Concernente as suas inclinações aos seus planos de inclinação dos seus Eixos...A Terra tem inclinação axial de Inclinação axial:23,45°Já Marte de: Inclinação axial:25,19°... O movimento de Rotação da Terra: dura 23 horas, 56 minutos e 4,09 segundos, o que equivale a um dia sideral... A duração do dia em Marte (sol) é pouco diferente do da Terra e é de 24 horas, 39 minutos e 35 segundos . O movimento de translação da Terra, efetuado ao redor do Sol, leva 365 dias e 6 horas solares médios - o que equivale a um ano sideral. A Terra tem um satélite natural, a Lua, que completa uma volta em torno do planeta a cada 27,3 dias.

Já Marte tem estações do ano, mas estas duram o dobro das estações na Terra; o ano marciano é também o dobro do terrestre (cerca de 1 ano e 11 meses terrestres)...Devido o planeta Marte tem o dobro da distância da terra em relação ao sol...

Agora, entretanto, dentro de uma “Analogia”... Mais “Fundamentado”... Do “Ciclo Hidrológico” da Terra...Deve-se ressaltar, afora outros fatores determinantes do seu Ciclo Hidrológico...Como por exemplo, de receber “Energia e Calor” do “Sol”... E devido, essencialmente, da Terra...Hoje(Idade Geológica atual)...Possui uma “Atmosfera”... “Adequada”...De “Efeito Estufa”...Que é a sua “Força Propulsora”... Para possuir seu ciclo hidrológico... E o fator preponderante de tudo isto...Ou melhor, do ciclo hidrológico da Terra...


É dedutível que o ciclo hidrológico da Terra...Decorre, essencialmente, devido a Terra se encontrar posicionada numa localização do sistema solar da via láctea...Aonde, certamente, “Existem”, uma “Interação”...Da “Lei” da “Gravitação Universal”... Donde, logicamente, impulsiona o ciclo hidrológico da Terra... Devido sua massa gravitacional, ser peculiar para tal...Pormenorizando tudo isto... Se existem e/ou existirão...Ciclo hidrológico nos outros planetas do sistema solar...É salutar, se fazer algumas considerações...

Considerando que um “Pingo D’Água” de chuva pesa 10gramas aqui na terra...O mesmo “PINGO D’ÁGUA... Como por exemplo, pesaria no planeta Júpiter...Considerando que o planeta Júpiter é 1.300(hum mil e trezentos) vezes maior do que a Terra...Mesmo apesar de que, o Planeta Júpiter possui uma formação gasosa e toda sua massa só ser maior 2,5 maior do que o Planeta Terra...Todavia, ainda um pingo da água lá Júpiter pesaria 25 gramas...Neste caso, incompatível para se possuir o seu ciclo hidrológico...Pois, sendo assim, inexistindo evaporação...Um caso inverso ao planeta Júpiter...É sobre as condições astrofísicas gravitacional da “Lua”...Como quase todo mundo já sabe...Que a Lua é 4(quatro) vezes menor do a Terra...Neste caso, um pingo da água na lua de 10gramas...Só pesa 2(duas) gramas...E devido a força gravitacional na lua ser quase nula...Se dissipam as precipitações chuvosas na lua...Incorrendo o seu ciclo hidrológico...

Diante de todos estes pressupostos, preceitos e leis cosmológicas...Abordados acima, em suma , conclui que entre os Planetas Sistema Solar(Plutão,Netuno, Urano, Saturno,Júpiter, Marte, Terra, Venus e Mercúrio)...Logicamente, exceto, a Terra...Só o planeta Marte...Em “Era”...Outrora há Bilhões de anos atrás...Aonde o Sol...Emitia mais calor e energia para o seu sistema solar...Possivelmente , teve o seu ciclo hidrológico...Entretanto, hoje, certamente, devido o Sol ter diminuído emissão de calor e energia para o sistema solar... Encontra-se com temperatura bem abaixo de zero grau Celsius... Incompatível com uma formação de um ciclo hidrológico...No entanto, o *Planeta Vênus, numa “Era” Geologica futura... Ou seja, milhões e milhões ou bilhões de anos para frente... Aonde o Sol, diminuirá a sua emissão de calor e energia...O Planeta Venus, entrará numa evolução de uma atmosfera...Como se encontra o Planeta Terra hoje...

Apesar de que o planeta Vênus, possuir tamanho, ou seja massa(95%) em comparação com o tamanho da terra...E ter o movimento de translação de 224 dias... Por Ano...Porém, possui o movimento de rotação de 243 dias...Aonde na terra, só são 24 horas...Além de não quase não possuir inclinação axial( 0,01% )...Aonde se define as estações do ano...Tendo portanto, um eterno verão...Condições estas... Também, incompatíveis a possuir um ciclo hidrológico...

Todavia, o “Cosmo”, conhecido popularmente, como o “Universo” Aonde existem mais de cem bilhões de galáxias, onde cada galáxia dessas possuir milhares e milhares de sistema solares.. Deve, certamente, dentro dessa infinidade de planetas... Deste Mundo Galáctico... ”Existirem infinidades de “Planetas”...Na mesma condições da Terra de possuírem o seu ciclo Hidrológico...Conseqüentemente, o ciclo da vida...Ainda não se sabe...Se tudo isto perdurará eternamente sendo assim, no universo...Mas, provavelmente, o ciclo hidrológico, existe em outros sistemas solares, através de centenas de bilhões de galáxias existente no universo e até mesmo em outro sistema solares da nossa Via Láctea. Portanto, seria grande desperdício de espaço no universo, caso não existissem, vidas(leia ciclo hidrológico) fora da terra (Carl Sagan)..E como também o elemento químico mais abundante ser o hidrogênio o principal componente da composição da água (H2O)...

Então, basta que qualquer corpo celeste esteja em órbita de um sol e receba: luz, energia e calor para ter uma atmosfera suficientemente para suscitar o ciclo da água e conseqüentemente o ciclo da vida... E que, segundo, a astronomia se o universo for infinito, sua expansão se dará por toda a eternidade e que também seus números de galáxias são infinitamente incalculáveis... Decorrente disto a cada instante (considerando o tempo geológico), morrem velhas galáxias e nascem novas galáxias, isto é, a dinâmica do universo expansivo... Mas, segundo, a teoria do universo oscilante, afirma que a expansão vai parar por causa da atração gravitacional mútua de toda matéria. Depois, o universo, vai contraísse até atingir um volume infinitamente pequeno, ocorrerá então, um novo (BIG BANG) e nascerá um novo universo, possivelmente com diferentes leis de física...

PEDRO SEVERINO DE SOUSA
ESCIRTOR DO LIVRO:
ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
JOÃO PESSOA(PB), 01.02.2010