segunda-feira, 14 de abril de 2008

VÓRTICES CICLÔNICOS



VÓRTICES CICLÔNICOS DA ALTA TROPOSFERA QUE ATUAM SOBRE A REGIÃO NORDESTE DO BRASIL


Nury O. de Calbete; Manoel gan(*) e Prakki Satyamurty

1-Introdução

Um dos principais sistemas meteorológicos que provoca alterações no tempo da região Nordeste do Brasil é o vórtice ciclônico da alta troposfera. Origina-se sobre o Oceano Atlântico entre a faixa de 20oW-45oW e 0o-28oS e quando penetra no Brasil produz tempo bom na região sul e central do Nordeste e chuvas no setor norte do Nordeste (Gan e Kousky, 1986). Os vórtices ciclônicos em altos níveis que atuam sobre a Região Nordeste (NE) são de origem tropical e em geral são persistentes. Frank (1970) observou que o tempo de vida dos ciclones tropicais frios varia consideravelmente, de algumas semanas a algumas horas. Ele apresenta um núcleo relativamente frio em relação a sua periferia, com subsidência que inibe a nebulosidade no seu centro. Os vórtices deslocam-se lentamente do oceano para o continente e vice-versa.

Nebulosidade e instabilidades ocorrem nos setores leste e nordeste do vórtice. A
Figura 1 mostra aglomerados de cumulonimbus na costa norte do Nordeste, associados a um vórtice ciclônico, os quais provocam chuvas intensas nessa região; próximo ao centro existem cumulonimbus devido ao efeito da variação diurna. A sudeste do vórtice ciclônico existe uma frente fria com posicionamento quase norte-sul, a qual provoca chuvas ao longo da zona frontal e tempo bom à sua retaguarda. Em casos quando a configuração vórtice-frente permanece por vários dias pode se ter uma situação de Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS).


Os vórtice ciclônicos da alta troposfera que atuam no NE são observados nas estações de primavera, verão e outono, com máxima frequência no mês de janeiro. A vida média


Desse sistema varia consideravelmente, uns duram apenas algumas horas, enquanto outros mais de duas semanas. A trajetória dos vórtices é irregular, porém existe uma tendência para ser anticiclônica, iniciando o círculo sobre o oceano Atlântico Sul nas latitudes subtropicais. A formação deste sistemas ciclônicos coincide com a época do ano onde o escoamento em altos níveis (200 hPa) apresenta-se meridional, de sul a norte, sobre o Brasil a leste do meridiano de 50o W. No verão o intenso aquecimento do continente causa desenvolvimento de um anticiclone (Alta da Bolívia) sobre a América do Sul tropical (Figueroa et al. 1995, Carvalho, 1989), e um cavado no Oceano Atlântico próximo ao litoral nordeste do Brasil, nos altos níveis. A intensidade do anticiclone sobre o continente em 200 hPa, determina a formação dos vórtices ciclônicos sobre o oceano (Gan e Kousky 1986, Rao e Bonatti 1987).

A maioria dos vórtices ciclônicos



Da alta troposfera estão confinados nos altos níveis (acima de 5000m de altura), pois cerca de 60% não atingem o nivel de 700 hPa e em torno de 10% atingem a superfície (Frank, 1966). Sua circulação ciclônica (horária no Hemisfério Sul) surge inicialmente nas partes mais alta da troposfera ( em torno de 12 Km de altura), estendendo-se gradualmente para os níveis mais baixos (Gan, 1983). Os ventos são fracos nos níveis baixos e médios, aumentando sua velocidade com a altura e atingindo velocidade máxima em torno de 200 hPa. Essses vórtices ciclônicos são caracterizados por um movimento descendente de ar frio e seco no seu centro e um movimento ascendente de ar quente e úmido na sua periferia, possuindo portanto uma circulação direta. Esse fato ocasiona transformação de energia potencial em energia cinética.


Os vórtices ciclônicos provocam alteração no tempo e, dependendo de sua intensidade e permanência, causam sérios problemas locais e regionais. Ao se deslocar para oeste sobre a Região Nordeste, este sistemas com o centro sobre o interior do continente, inibem chuvas sobre esta região. O vórtice também impede o deslocamento dos sistemas frontais para o litoral do nordeste, contribuindo para a permanência dos mesmos sobre a Região Sudeste onde causam precipitações persistentes


2-Ocorrências no período de 1987 a 1995

Com a utilização do boletim Climanálise, foi feito um levantamento do número de vórtices ciclônicos em altos níveis que atuaram sobre a região NE, no período de 1987 a 1995. A identificação desses sistemas é realizada com a utilização dos seguintes recursos: a) imagens no canal infravermelho geradas pelo satélite geoestacionário GOES, (em alguns períodos pelo METEOSAT), em diversos horários, b) campos de linhas de corrente em 250 hPa das 00 e 12 UTC obtidos a partir das análises do NCEP (National Center for Environmental Prediction), e c) dados de precipitação obtidos a partir da carta sinótica de superfície das 12 UTC.

A
Tabela 1 abaixo mostra a freqüência dos vórtices ciclônicos em altos níveis que atuaram sobre a Região Nordeste do Brasil no período de 1987 a 1995. Pode-se verificar que esse levantamento confirma a estação de maior freqüência como dez-jan-fev com 6,8 vórtices nesses 3 meses.

A
Tabela 2 destaca os vórtices ciclônicos em altos níveis que atuaram mais de oito dias sobre a Região Nordeste. Estes tiveram origem no Oceano Atlântico e se deslocaram para o interior do continente. Os centros destes sistemas permaneceram em sua maioria sobre o Estado da Bahia.

A
Fig. 1 mostra a trajetória de um vórtice que atuou no período de 02-07 de fevereiro de 1996 sobre a Região Nordeste. Verifica-se que o vórtice deslocou-se para norte sobre o oceano nos primeiros 3 dias e posteriormente para oeste sobre o continente. A Fig. 2 mostra o escoamento em altos níveis nos dias 4 e 5 onde pode-se notar o vórtice no litoral da Região Nordeste. A imagem de satélite Meteosat-5 do dia 5 mostra o vórtice posicionado sobre o Nordeste do Brasil ( Fig. 3 ).


Referências

Carvalho, A. M. G., 1989. Conexões entre a circulação em altitude e a convecção sobre a América do Sul. Dissertação de Mestrado/INPE, São José dos Campos, Fev., 1989.

Figueroa, S.N., Satyamurty, P., Silva Dias, P.L., 1995: Simulations of the summer circulation over the South American region with an Eta coordinate model. J. Atmos. Physics., 52, 1573-1584.

Frank, N.L. The weather distribution with upper troposferic cold lows in the tropics.

U.S. Weather Bureau, Southern Region, Technical Memorandum no 28, 1966.
Frank, N.L., 1970: On the energetics of the cold lows. Procedings of the Symposium on Tropical Meteorology, American Meteorological Society, EIV I-EIV 6, Boston, USA.

Gan, M.A., 1982: Um estudo observacional sobre as baixa frias da alta troposfera, nas latitudes subtropicais do Atlântico Sul e leste do Brasil. Dissertação de Mestrado em Meteorologia, INPE, S.J. Campos, Brasil. (INPE - 2685 - TDL/126)
Gan, M.A., Kousky, V.E., 1986: Vórtices ciclônicos da alta troposfera no oceano Atlântico Sul. Revista Brasileira de Meteorologia, 1, 19-28.
Rao, V.B., Bonatti, J.P., 1987: On the origin of upper tropospheric cyclonic vortices in the South Atlantic ocean and adjoining Brasil during the summer. Meteorology and Atmospheric Physics, 37, 11-16.


Então, baseado na definição e conceito de “Vórtices Ciclônicos”....Postado acima, venha confirmar... Matéria do WSCOM
http://www.wscom.com.br//noticia/noticia.jsp?idNoticia=108799 ...
Aonde diz:


15:54hs 14.04.2008
Nova trégua: alerta de chuvas fortes da Defesa Civil não inclui Paraíba



A Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), do Ministério da Integração Nacional, enviou alerta de chuva forte às defesas civis dos Estados do Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, Minas Gerais, Acre, Rondônia, Amazonas, Amapá, Pará, Roraima, Tocantins, Ceará, Bahia, Rio de Janeiro, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Mato Grosso e Distrito Federal.

Nesta segunda-feira (14/04), áreas de instabilidades tropicais voltam a provocar pancadas de chuva no Rio Grande do Norte; centro-norte do Piauí; Acre; Rondônia; Amazonas; Amapá; Pará; Roraima; Tocantins; centro-norte do Ceará; oeste da Bahia e centro-norte do Maranhão. Alerta-se que, em alguns momentos, a chuva poderá ser de forte intensidade e acompanhada de descargas elétricas. Em Minas Gerais, áreas de instabilidade associadas ao deslocamento de uma nova frente fria provocarão, hoje (14/04), pancadas de chuva no centro-sul do Estado. Alerta-se que em alguns momentos, há risco de temporais isolados com chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento entre 40 e 60 km/hora.

Hoje (14/04) e amanhã (15/04), áreas de instabilidade associadas ao deslocamento de uma nova frente fria provocarão pancadas de chuva no Rio de Janeiro. Alerta-se que, em alguns momentos, há risco de temporais isolados com chuva forte, descargas elétricas e rajadas de vento entre 40 e 60 km/hora.

Entre hoje (14/04) e quarta-feira (16/04), áreas de instabilidade voltam a se intensificar sobre parte do centro-oeste, provocando pancadas de chuva em Goiás e no Distrito Federal. Alerta-se que, em alguns momentos, a chuva poderá ser de forte intensidade e acompanhada de descargas elétricas, especialmente no centro-norte de Goiás.

Nesta segunda-feira (14/04), áreas de instabilidade associadas ao deslocamento de uma nova frente fria provocam pancadas de chuva no Mato Grosso do Sul e São Paulo. Alerta-se que, em alguns momentos, há risco de temporais isolados com chuva forte, descargas elétricas e de rajadas de vento entre 50 e 60 km/h. Amanhã (15/04), o alerta é valido para o leste do Estado de São Paulo. Entre a noite de hoje e amanhã (14 e 15/04), alerta-se também para o frio intenso nos dois Estados. A chegada de uma massa de ar de origem polar declina as temperaturas em 10 graus no Mato Grosso do Sul e cerca de 7 graus em São Paulo. Durante o período, a Secretaria Nacional de Defesa Civil recomenda uma atenção especial aos moradores de rua. Ressalta-se que, a sensação térmica será de temperaturas mais baixas devido aos ventos do quadrante sul.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil continua recomendando orientar a população para o risco de alagamentos e enchentes nas áreas ribeirinhas, deslizamento de encostas, morros e barreiras. Além disso, evitar lugares que ofereçam pouca ou nenhuma proteção contra raios. Com a divulgação de alertas, a Sedec pretende evitar a perda de vidas, danos ao patrimônio e ao meio ambiente e também incentivar a adoção de medidas preventivas pela população, governos estaduais e municipais.
Os alertas preventivos emitidos para os Estados do Mato Grosso do Sul e São Paulo são baseados em informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Os demais alertas preventivos são baseados em informações do Centro de Previsão e Estudos Climáticos (Cptec).

da Redação (com assessoria)
WSCOM Online






*Tudo isto mostra...Segundo meu ponto de vista...Que os Estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe... Estão fora da alerta de chuvas fortes da Defesa Civil... Para 19 Estados Brasileiros...Segundo a "Mídia Nacional" e esta matéria do WSCOM, postado acima ...Devido atuações de “Vórtices Ciclônicos”...

...E como é definido e conceituado pela “Ciência Meteorológica...Todo vórtice ciclônico...No seu “Bojo”, ou seja, no seu “Epicentro”, neste caso, dos Estados da Paraíba, Pernambuco, Alagoas e sergipe...É seco...Entretanto, nas suas bordas, ou seja nas suas extremidades(tendo um raio de até dois mil quilômetros)...È chuvoso...Aonde, certamente, os 19 Estados Brasileiros...Alertados pela Defesa Civil Nacional...Choverão...



* Crifo meu, Pedro Severino de Sousa










O CICLO DA ÁGUA




VÍDEOS SOBRE... A ÁGUA



A Viagem da Água:
http://br.youtube.com/watch?v=oK1QOhLS7X8&feature=related



O Ciclo da Água:
http://br.youtube.com/watch?v=jcvNDY7O1mI



Preserve a Água!
http://br.youtube.com/watch?v=-Suk6xARzWU&feature=related




PLANETA ÁGUA - GUILHERME ARANTES
http://br.youtube.com/watch?v=eZVXnE1_NlY&feature=related





CICLO HIDROLÓGICO E SUA VARIABILIDADE HÍDRICA



A água doce é um recurso cada vez mais escasso e será um desastre em 2050, quando, de acordo com estimativas da ONU, teremos perto de 12 bilhões de indivíduos na Terra. Só no ano de 2000 a população da Terra aumentou em 219 mil pessoas por dia. É evidente que quanto maior a população maior a demanda por água, que já se encontra em situação crítica do planeta (CORTEZ, 2004).


A característica de renovabilidade das águas da Terra está intimamente ligada ao seu permanente mecanismo de circulação do ciclo hidrológico.



Neste quadro, a energia termal de origem solar e a transpiração dos organismos vivos transformam parte da água dos oceanos e continentes (rios, lagos e umidade do solo) em vapor. Este sobe à atmosfera, engendrando condições propícias à vida na Terra, condensando e formando as nuvens. Sob a ação da energia gravitacional, a água atmosférica volta a cair na forma de chuva, neblina, neve, principalmente, indo alimentar o fluxo dos rios, a umidade do solo e os estoques de água subterrânea (REBOUÇAS, 1997).



As perdas com evaporação, das águas oceânicas, são mais de 3 (três) metros, ao ano, por metro quadrado, para se completar o ciclo das chuvas, e que 75% dessa água, não mais retornam para os mares e oceanos, pois ficam retidas nos lençóis freáticos, nos mananciais naturais e artificiais, ou seja, a avapotranpiração (BRASIL, 1999).



De acordo com Grisi (2000, p.81) a avapotranspiração é:
A somatória da perda de água de um ecossistema pelos processos de evaporação (das superfícies de água e solo) e de transpiração (das plantas principalmente e animais) em área (mm ou cm) por tempo (dia). A evapotrnspiração potencial é um índice da taxa máxima teórica na qual a
água do déficit de pressão de vapor no ar, a velocidade do vento e a temperatura.



A formação da hidrosfera, essa camada (troposfera) funcionava permanentemente por milhares de ano, saturada, ou seja, em pleno estado de precipitação, formando, a hidrosfera terrestre, isto é, os mares, oceanos, rios, lagos, lagoas e os lençóis freáticos...


Neste caso, a umidade da atmosfera era de absoluta saturação, pois a massa hídrica se encontrava na atmosfera em volta ao nosso planeta Terra, decorrente das leis cosmológicas e geofísicas, neste princípio, só depois de ter se completado o ciclo da formação da hidrosfera, é que se iniciou o ciclo hidrológico (REBOUÇAS, 1997).


Portanto a partir daí Era Pré-cambriana, a hidrosfera já começou a perder gradativamente seu volume, de uma forma pequena, mas progressiva e crescente, na constituição de todos os ecossistemas da biosfera. Isto vem, se perdurando até hoje, depois de terem transcorridos bilhões de anos, e se prolongará por muito mais, certamente até no final dos tempos e de uma forma cada vez mais acentuada. Pois é crescente a taxa de evaporação em todos os ecossistemas e principalmente em processo de desertificação, como nos sertões do nordeste do Brasil, região esta, que sua evaporação média anual é de entre 2.000mm/m² a 3.000mm/m² de espelho d’água e que, aliás, na maioria das vezes não forma nenhum milímetro de chuva (BRASIL, 2004).


Para se compreender melhor esta questão, será preciso que se da umidade do ar.

A água, sob a forma de vapor ou de gotículas, está sempre presente na atmosfera. Uma das formas de constatar isso é observar o orvalho que muitas vezes cobre a vegetação de manhã, principalmente nos dias frios.


Devemos saber também mais sobre umidade relativa do ar, que é a relação da quantidade de vapor de água (calculada em gramas por metro cúbico de ar) com o volume e a temperatura da atmosfera de um determinado lugar. Por exemplo: em uma cidade cuja temperatura é de 20ºC, o ar fica saturado ao atingir 17 gramas de vapor água por metro cúbico (17g/m³). Neste caso, a umidade relativa do ar atingiu 100%. Quando o ar atinge o seu ponto de saturação, ocorrem as precipitações, principalmente as chuvas (REBOUÇAS, 1997).


Em qualquer lugar da superfície terrestre, existe umidade no ar. Não existe ar totalmente seco, a não ser em laboratório. Quando a umidade do ar esta muito baixa, como em áreas desérticas ou em lugares como Brasília, capital do Brasil, em determinados meses do ano, dificilmente chove, mesmo existindo intensa evaporação.




Portanto os climas de regiões desérticas, semidesérticas e as que se encontra em processo de desertificação (que são muitas), absorvem muita água dos seus ecossistemas, através da evaporação (que é intensa), que, na maioria das vezes, não retornam mais ao contexto geral da massa hídrica depositada na superfície terrestre. E sim, só atenuando um pouco a climatologia seca de seus respectivos ecossistemas, aumenta um pouco a umidade relativa do ar (que em geral é baixa), que dificilmente forma chuva, a não ser em estação chuvosa.


E o pior desta crescente evaporação em muitos ecossistemas....


é que só faz diminuir (e muito) a água doce disponível na face da terra. E que, aliás, dos 100% desta massa hídrica, só 3% desta água é doce boa parte se encontram congeladas nas geleiras polares, geleiras continentais e geleiras de montanhas, e que somente 1% desta água doce se encontra distribuída na face da Terra, através dos rios, lagos, lagoas, lençóis freáticos, represas, açudes, etc., por sinal, mal distribuída, pois, só o Brasil detém: 11,6% (REBOUÇAS, 1997).


Existem muitos fatores que contribuíram e contribuem ainda com a variabilidade da hidrosfera ao longo das eras. Partimos da Premissa de Lavoisier que diz: na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Então, a própria natureza terrestre, nos primórdios de sua formação, usou, de forma laboriosa e gradual, a sua massa hídrica, já então depositada definitivamente na superfície terrestre para constituir a sua biosfera e se perpetuar dentro do tempo que é de direito, perante as leis cosmológicas e geofísicas.

A floresta é fundamental para o ciclo hidrológico processo de circulação das águas composto por: evaporação, precipitação, transporte, escoamento superficial, infiltração, retenção e percolação porque a “produção” de água é uma das principais funções da floresta.


No entanto, o desmatamento, a ocupação irracional das áreas de mananciais, as queimadas e outras irresponsabilidades crônicas continuam a reduzir a nossa cobertura vegetal, contribuindo para a diminuição da média e da distribuição pluviométrica. No caso brasileiro, o regime de alimentação ou recarga dos rios é essencialmente pluvial [proveniente da chuva], com exceção ao Rio Amazonas que possui seu regime de alimentação dependente do derretimento do gelo dos Andes. A diminuição da média e a modificação da distribuição geográfica das chuvas são extremamente graves em um regime dependente da alimentação pluvial (CORTEZ, 2004).


O rio São Francisco abastece mais de 500 cidades em sua bacia e, com certeza, é a bacia mais desmatada e superexplorada, resultando em irregularidade pluviométrica, na perda de volume, no assoreamento do seu leito e na salinização de sua foz. O esgotamento do reservatório de Sobradinho, que no início de dezembro de 2001 estava com 6% de sua capacidade (idem, 2004).

O desmatamento é o principal fator da redução pluviométrica nas áreas de recarga (cabeceiras) dos rios que abastecem as represas. O rio São Francisco é um grande exemplo da irresponsabilidade humana, porque o desmatamento de sua cabeceira e afluentes, a perda das matas ciliares, a retirada irracional de grandes volumes de água para irrigação e consumo rebaixaram o seu nível, assorearam o seu leito. E, conseqüentemente perda de volume nos reservatórios das suas hidrelétricas. O mesmo processo ocorre em Furnas.


Estamos diante de uma grave crise hídrica que caminha rapidamente para níveis desastrosos. No Brasil, por exemplo, sempre tivemos a fantasia que nossos imensos recursos hídricos eram inesgotáveis, que podíamos superexplorar ao infinito. Mas hoje, mesmo no Brasil, sobram provas de que a água torna-se um recurso cada vez mais escasso. Nossos recursos hídricos, no entanto, em que pese sua aparente imensidão, demonstram rápido esgotamento. Os volumes das bacias brasileiros também contribuem para esta visão distorcida que a água é um recurso não renovável...



No Brasil, nossas bacias hidrográficas que são; conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes. A noção de bacia hidrográfica inclui naturalmente a existência de cabeceiras ou nascentes, divisores d’ água, cursos d’ água principais, afluentes, subafluentes, etc. Em todas as bacias hidrográficas deve existir uma hierarquização na rede hídrica e a água se escoa normalmente dos pontos mais altos para os mais baixos (REBOUÇAS, 1997).

O conceito de bacia hidrográfica deve incluir também noção de dinamismo, por causa das modificações que ocorrem nas linhas divisórias de água sob o efeito dos agentes erosivos, alargando ou diminuindo a área da bacia, não apenas estão sendo esgotadas pela superexploração como também são contaminadas pelos efluentes líquidos industriais e pelo esgoto, tornando o processo de tratamento cada vez mais difícil e caro. São Paulo e Rio de Janeiro já são abastecidas por sistemas de transposição de bacias e tendem a buscar água em bacias cada vez mais distantes (CORTEZ, 2004).


Em 2000, de acordo com a ONU, cerca de 30% da população do planeta já não tinha acesso a água potável, o que comprovadamente já causa a morte de 6000 pessoas ao dia, principalmente crianças com menos de 5 anos.

A ONU, através de um trabalho conjunto de 23 agências internacionais e coordenado pela UNESCO, publicou no início de março de 2003 como base de discussões para o Terceiro Fórum Mundial da Água (Kioto, Japão, 16 – 23/3/2003). É o maior, mais amplo e detalhado trabalho já realizado em relação à água no mundo. Suas conclusões são extremamente preocupantes.





Em contrapartida a um volume relativamente estável de disponibilidade hídrica, o consumo mundial quase que dobrou desde 1950 e a poluição das águas aumentou drasticamente. O volume de águas poluídas no mundo já supera o volume total das dez maiores bacias hidrográficas do planeta. Como sempre, os países pobres são os mais afetados pela escassez e pela poluição.



É crescente a diminuição da disponibilidade dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos distribuídos na face da terra. Isto decorreu e decorre, ocasionado pela crescente diminuição paulatina dos índices pluviométricos, em quase todas as regiões e microrregiões continentais dos rincões da terra. E que por sua vez, a diminuição dos índices pluviométricos, vem sendo ocasionado pela uma série de fatores naturais e principalmente, os antrópicos. Como por exemplos, os desmatamentos de matas e florestas, provocando esta degradação ambiental sem precedente, pois vem tornando todos os ecossistemas continentais da biosfera terrestre, num processo letal de aridez. Que sumarizados a grande emissão de gases poluentes jogados na atmosfera pelo “Industrialismo” do capital tido como neoliberal. Vem aumentando o buraco na camada de ozônio, que indubitavelmente, veio acelerar e instalar de vez o dito e apregoado Aquecimento Global.


Portanto em muitas regiões continentais, de grandes concentrações populacionais e industriais, gerando as Megalópoles, verdadeiras Selvas de Pedras, estarem aquecendo nestas microrregiões e áreas adjacentes, a troposfera, camada da atmosfera responsável pela condensação dos vapores de água existente na sua atmosfera, deste modo formadores de suas chuvas.





Portanto é interessante saber, que o ciclo fechado da chuva é a interação da
evaporação, como a condensação e conseqüentemente a precipitação (a chuva propriamente dita). Porém, o aquecimento global, o buraco na camada de ozônio, e a estação do verão, que por um lado, provoca calor, pois é favorável à evaporação, mas pelo outro lado, aumenta a pressão atmosférica, que por sua vez, provoca o deslocamento (oscilação) da troposfera mais para cima. Em conseqüência disto, às vezes (na maioria das vezes), tira a condensação na formação de chuvas, pois o ar quente tem capacidade para conter um certo limite de vapor de água. No entanto, para que exista a condensação, será preciso que o vapor de água (umidade do ar), que está em ascensão, encontre uma camada de ar frio.




Entretanto, o ar sendo aquecido na troposfera, através, como por exemplo, das intensas emissões de gases poluentes das industrias, fabricas e dos automóveis dos grandes centros populacionais, como, com no estado de São Paulo, somatizados com o calor do verão e aquecimento global, tira essas condições. Teoricamente, o calor do verão mais (+) os gases
poluentes dissipa (aquece) a massa de ar frio, na troposfera, que funcionaria como elemento condensador do vapor d’água (umidade ambiental), que estaria se saturando, deixando esta massa de ar mencionada anteriormente quente e seca. Portanto, imprópria para formação de chuva.


A demanda do uso da água em recintos domestico é estimado que para cada pessoa precisa-se em média mundial, de 200 litros diários de água, logicamente, considerando os seus usos diversos, ou seja, água de beber, higiene pessoal, desde descarga de dejetos, água para produção dos seus alimentos. Enfim, construção civil e outras necessidades. Considerando que atualmente, a população demográfica estar em torno de 6,5 (seis bilhões e meio) de pessoas.

Então, considerando estes pressupostos, citados anteriormente, a cada dia, se consume em torno de 1.300.000.000.000 (Um trilhão e trezentos bilhões) litros de água, ou seja, 1.300.000.000 Um bilhão e trezentos milhões de metros cúbicos de água, que equivale, em um único dia, o volume máximo do complexo Estevão Marinho-Mãe D’Água...



Conhecido popularmente, como o açude de Coremas, o maior açude do Estado da Paraíba, que tem a capacidade máxima de 1.358.000.000 (Um bilhão e trezentos e cinqüenta e oito milhões).

Se assim, for dimensional e/ou conjeturar, é critica a repercussão dos problemas ambientais, causados por mudanças climáticas, nos recursos hídricos. Até por que, é crescente, a diminuição dos índices pluviométricos em muitos ecossistemas da biosfera terrestre...



DO ESCRITOR PEDRO SEVERINO
(
www.pedroseverino.xpg.com.br)

DO LIVRO: ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA
(
www.aguapss.rg3.net)








quinta-feira, 3 de abril de 2008

O AQUECIMENTO GLOBAL... E SEUS EFEITOS NO CLIMA DO BRASIL




UMA SÉRIE DE VIDEOS SOBBRE MUDANÇAS CLIMATICAS



Aquecimento Global os Efeitos no Brasil
http://br.youtube.com/watch?v=KUv1b32vhjQ




Brasil - Aquecimento Global 2°A
http://br.youtube.com/watch?v=wz05A_zc2Hk&feature=related




Mudanças Climáticas no Brasil
http://br.youtube.com/watch?v=wVB0QkRACcE




MUDANÇAS CLIMATICAS (Fantástico 17/06/2007)
http://br.youtube.com/watch?v=xuo1b6xfciI







O AQUECIMENTO GLOBAL E SEU COMPORTAMENTO CLIMATOLÓGICO NAS REGIÕES BRASILEIRAS.



Como se sabe, com o aumento progressivo da devastação de matas e florestas e a crescente emissão de gases poluentes, jogados na atmosfera terrestre, os níveis de dióxido de carbono na atmosfera têm aumentado desde a Revolução Industrial, após 1780. Corroborando com isto, recentemente as destruições das florestas tropicais agravaram o problema, uma vez que as árvores absorvem o dióxido de carbono na sua fotossíntese. E como também com a emissão de dióxido de carbono e outros gases de estufas, produzidos por fábricas, industrias de automóveis, se continuar no ritmo atual a temperatura média global pode aumentar em 1,8ºC até o ano 2030.

Portanto no transcorrer deste século XXI, com as crescentes emissões de gases poluentes jogados na atmosfera, vem aumentar ainda mais o efeito estufa, que certamente, com a conjunção do calor da estação de verão, somatizadas com a poluição das regiões industrializadas, no caso, como, por exemplo, do Centro-Sul do Brasil, que vem aquecer a troposfera (camada de formação das chuvas), dissipando, ou melhor, dificultando a formação das mesmas. Isto é um caso típico que vem ocorrendo ultimamente, dentro deste século XXI, nas regiões Sul, Sudeste E Centro-Oeste, aonde de 2001 até a presente Data Dezembro/2006, digo Dezembro de 2006... Devido, a gráficos de Série Históricas de algumas cidades de todas as regiões brasileiras postados abaixo...Aonde mostra desde 1960 até 2006... Que seus regimes de chuvas, vem apresentando uma certa diminuição dos seus índices pluviométricos dentro de suas médias históricas...

Um exemplo palpável disto é sobre a série histórica dos índices de chuvas da cidade de
São Paulo (região sudeste) de 1960 a 2000, que vem amostrar certa decadência nos seus índices de chuvas, neste citado interstício. (ver gráfico abaixo):

GRÁFICO 2: Pluviometria da cidade de São Paulo – SP

Fonte: INMET (Instituto Nacional de Meteorologia)



Isto, provavelmente, ultimamente (2001-2006), deverá ser o perfil comportamental climatológico de toda região sudeste. Pois o que se vê nos noticiários televisivos, jornalísticos e na mídia em geral que em todos os estados sem exceção da região sudeste (Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná), quando não ocorrência de secas, no mínimo apresentam veranicos dentro de suas estações chuvosas. Como matéria como esta: O velho rio Paraíba do Sul se dobra com nítidos sinais de estresse hídrico. Não só um estresse crônico, decorrente de um insensato uso de suas águas, mas também um momentâneo e agudo estresse, decorrente de longos sete anos de poucas chuvas, que podem vir a prejudicar consideravelmente o abastecimento d'água de quase 14 milhões de pessoas e provocar graves problemas de saúde pública.

Atravessando um vale com 180 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e que atualmente responde por mais de 11% do PIB nacional, as águas do rio Paraíba percorrem mais de 1.150 km até chegar ao oceano Atlântico, em São João da Barra/RJ. No meio do seu caminho, em Sta. Cecília, o rio Paraíba do Sul é parcialmente transposto para o rio Guandu/RJ, possibilitando o abastecimento da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, com seus 8,5 milhões de habitantes, antes de chegar à Baía de Sepetiba, em Sta. Cruz/RJ. Trata-se, pois, de um rio com duas desembocaduras no litoral fluminense.

Para permitir a regularização temporal das águas do curso principal, quatro grandes reservatórios armazenam água para o período de estiagem. Infelizmente, depois de 1996, quando os quatro reservatórios ficaram cheios pela última vez, a região sudeste sofreu uma das piores secas das últimas seis décadas e o conjunto de reservatórios encontra-se, desde 2001, em estado precário de reservação. As chuvas de 2002 conseguiram recuperar vários dos reservatórios da Região Sudeste, tirando a região do racionamento compulsório de energia elétrica. Mas as chuvas, que foram generosas em quase todo o Sudeste, continuaram escassas no Vale do Paraíba. Assim, ao final de 2002, o armazenamento de água nos reservatórios do Vale alcançou o perigoso nível de 15%. Para tentar sair desse regime de alta criticidade, esses reservatórios estão sendo operados da forma mais econômica possível. Isto é, cada um deles libera a menor porção de água possível, de modo a atender os requisitos mínimos de cada trecho da bacia. Uma única liberação notável da água armazenada aconteceu para poder aumentar o poder de diluição natural do rio quando do acidente ecológico de Cataguases, nos rios Cágados e Pomba.

As chuvas de 2003 têm sido pequenas na região e como se já não bastasse, o fenômeno La Niña parece querer surgir para agravar esse inverno, que já se mostra seco e com temperaturas pouco mais elevadas que a média. Isto é, o Vale do Paraíba do Sul entra perigosamente no período seco com suas reservas hídricas em estado calamitoso, apontando a necessidade de medidas emergenciais de racionalização do uso da água.
No tocante a região Sul é de igual a pior.Veja o exemplo da cidade de Passo Fundo (Rio Grande do Sul). Segundo o gráfico de sua série histórica de seus índices pluviométricos desde 1961 a 2000. Eis o gráfico abaixo:


GRÁFICO 3: Pluviometria da cidade de Passo Fundo – RS
Fonte: INMET (Instituto Nacional de Meteorologia)



Uma prova inconteste disto, é que neste século XXI (2001-2006) vem ocorrendo uma serie de estiagens nesta região sul, aonde este gráfico da série histórica (1961-2000) de índices de chuvas de Passo Fundo, posto acima, vem mostrar desde 1999, uma tendência de queda nos seus índices pluviométricos na região sul, como vem se agravando nestes últimos anos deste século em curso, principalmente, neste presente ano de 2006. Como mostra esta matéria: “A estiagem registrada na região Sul do país este ano deixou ao menos 253 municípios em situação de emergência no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Só em Santa Catarina, 194 dos 293 municípios ficaram em situação de emergência, segundo informou o diretor estadual de Defesa Civil, capitão Márcio Luiz Alves”.

Em Bagé, Trindade do Sul e Alegria, no Rio Grande do Sul, a falta d'água reduz diariamente o nível dos rios e os reservatórios operam com menos de 20% de sua capacidade, segundo o governo estadual.

O último balanço divulgado pela Defesa Civil do Paraná apontou problemas em ao menos 60 cidades, nem todas em estado de emergência. A população de Curitiba e de sete cidades da região metropolitana passa a sofrer racionamento no abastecimento de água (BRASIL, 2005).

Na região Centro-Oeste, este crescente aquecimento global (leia-se efeito estufa), associado ao gradativo aumento do desmatamento de seus cerrados, para os plantios, principalmente, o plantio de soja, em conseqüência disto, vem se instalando nesta região, um processo de semi-áridez sem precedentes.

Isto é ratificado, como, por exemplo, pelo quadro de diminuição das chuvas nesta região dentro deste século XXI. Como por exemplo, vem mostrar o gráfico de chuvas Guiabá (1961 -2000). Que desde de 1996, vem ocorrendo uma acentuada queda. Posto abaixo:





GRÁFICO 4: Pluviometria da cidade de Cuiabá – MT

Fonte: INMET (Instituto Nacional de Meteorologia)



Entretanto, um contraponto estar existindo, ocasionado pela seguinte razão do que o invés do efeito estufa, vir diminuir os índices de chuvas, como bem mostrou nas regiões sul, sudeste e centro-oeste, nos gráficos postos acima. Fez foi aumentar, é o que vem ocorrendo com os índices de chuvas no semi-árido do Nordeste. Que dentro deste século XXI, a partir de 2002, veio aumentar substancialmente, os seus índices pluviométricos. Como mostra, por exemplo, os dados pluviométricos do Vale do Piancó, que vem desde o inicio deste século XXI, ou seja, de 2002 – 2006 vêm apresentando um acentuado aumento nos seus índices pluviométricos. Como mostra os dados pluviométricos do Vale do Piancó, no intervalo de 1994 - 2006. Posto abaixo:


GRÁFICO 5: Dados pluviométricos do Vale do Piancó – PB

Fonte: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba)



Uma prova inconteste disto, é que o complexo hídrico Estevão Marinho - Mãe D’Água, conhecido popularmente pelo açude de Coremas, que tem em sua capacidade máxima 1.358.000.000m³(um bilhão trezentos e cinqüenta e oito milhões) de metros cúbicos de água dentro desse século XXI, já veio a sagrar nos anos de 2004 e 2006. Como mostra o seu volume máximo em cada ano desde 1994 – 2006:



GRÁFICO 6: Volume de Pico do Açude Estevão Marinho (Coremas) – PB

Fonte: AESA (Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba)


E como estamos vendo agora em março de 2008...




É notório que diante deste quadro de aquecimento global, e as crescentes emissões de gases poluentes jogados na atmosfera, conjugados pelo processo de desertificação que é progressivo em todos os ecossistemas da biosfera terrestre, vêm inexoravelmente, diminuindo os seus índices de chuvas. Agora, como explicar este aumento de chuvas, ultimamente (2002 - 2008) dentro do semi-árido do Brasil, principalmente, na sua região sertaneja. Como foi mostrado acima, o aumento de chuvas nestes referidos últimos anos, concernentes ao vale do Piancó?. E como também na bacia alto Paraíba e sub-bacia do Taperoá... Uma prova palpável disto é sobre o Açude Epitácio Pessoa, conhecido popularmente, pelo nome de Boqueirão de Cabaceiras, que mesmo com o aumento crescente do uso de sua demanda para quase todo compartimento da Borborema e mais agora depois da adução da adutora do Cariri, vem nos três últimos anos, ou seja, 2004, 2005 e 2006, apresentando seu transbordamento (SOUZA, 2002).
Veja sua evolução desde 1967 (primeira sangria) até o presente ano de 2006 no gráfico abaixo:

GRÁFICO 1: Evolução do sangramento do Açude Epitácio Pessoa – PB

Fonte: AESA (agência Executiva de Gestão das águas do Estado da Paraíba).




Um adentro a este gráfico postado acima...O Açude Epitácio Pessoa, não sangrou e m 2007... Entretanto hoje(21.03.2008), Sexta Feira Santa da Paixão de Cristo...Voltou a sangrar...

Será que é devido dos seus repetitivos ciclos de estiagens? Pois são comuns estes ciclos de estiagens no semi-árido. Sabe-se, segundo a literatura meteorológica, que década após década, se repete uma década de poucas chuvas, ou seja, de anos de estiagens, e na década seguinte de anos com boas estações de chuvas. Um exemplo mais do que palpável, sobre esta irregularidade temporal de chuvas por décadas, no semi-árido, cito como, por exemplo, a pluviometria de Lençóis (BA), que é sem sobra de dúvida, uma localidade dentro do polígono das secas, que se estende desde Norte de Minas Gerais até o Estado do Piauí. Que vem representar na integra ao meu vê, o comportamento climatológico, de todo semi-árido nordestino Brasileiro.
Então, diante disto, veja o gráfico posto abaixo de pluviometria de lençóis(BA), desde de 1961 – 2000, aonde vem mostrar esta realidade:


GRÁFICO 7: Pluviometria da cidade de Lençóis – BA

Fonte: INMET (Instituto Nacional de Meteorologia)



Pelo visto, neste gráfico de chuvas de Lençóis (BA), de 1961 - 2000 vêm mostrar com toda nitidez o comportamento temporal por décadas de altos e baixos (picos e depressões) das chuvas, no semi-árido do Brasil. Aonde, vem se apresentando por décadas, uma gangorra, ou melhor, uma verdadeira montanha russa nos seus índices de Chuvas.

Logo após o inicio do século XXI, a partir de 2002, decorrente do aquecimento global (leia-se efeito estufa), que veio somatizar ao calor da estação de verão do hemisfério sul, onde o Brasil estar contido, e mais o crescente buraco na camada de ozônio, que vem aumentar ainda mais as irradiações ultravioletas, aumentando por via de conseqüências, a emissão de calor neste mencionado hemisfério sul?. Que decorrente disto, inexoravelmente, vem degelando em parte, dentro do seu interstício de verão, as suas calotas polares e as geleiras contidas na Antártida, que vem aumentar a freqüência e a intensidade das frentes frias. Obviamente, levando muito mais condições de formações chuvas para os continentes adjacentes, Neste caso, o continente sul-americano, e especificamente, o Brasil, por ser objeto deste estudo.

Agora, entretanto, pelo visto, aonde foi explicitado no desenvolvimento através de séries históricas, trabalhadas, e representadas por gráficos, desde de 1961- 2000, das Cidades de São Paulo (SP), representando a região Sudeste. De Passo Fundo (RGS), representando a região Sul... E de Cuiabá (MTN), representando a região Centro-oeste. O que se viu dentro deste século XXI, foi à tendência de diminuição de seus índices pluviométricos, ratificadas por matérias jornalísticas, mostrando suas diminuições de chuvas dentro de suas estações chuvosas. Agora, fica a interrogação, como explicar isto? Se em tese, teoricamente falando, as propaladas frentes frias, que trazem muito mais umidades. E essas regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste do Brasil, o invés de aumentarem os seus índices de chuvas, nos últimos anos (2000 – 2006) vem é diminuindo?.

Ao meu vê, dentro de uma visão holística, isto pode ser explicado, por uma simples razão: É que o intenso calor do aquecimento global, ou melhor, o efeito estufa, na estação de verão no hemisfério sul, que vai de 21 de Dezembro a 21 de Março, associado a grande emissões de gases poluentes jogados na atmosfera, através das indústrias, fabricas, e um número exorbitantes de automóveis, nestes referidas regiões Sudeste, Sul e Centro- Oeste, capitaneadas por São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Cuiabá, além destas respectivas regiões, serem mais próximas do buraco da camada de ozônio, localizado logo acima do Pólo antártico, vem inexoravelmente, aquecer a troposfera, camada de condensação das chuvas, , que veio dissipar as formações das chuvas, que pelo visto, veio ocorrer diminuição das chuvas nestas regiões Centro-Sul-Oeste-Sulinas.

Agora é importante se observar, que em parte, essas mencionadas freqüentes e abundantes frentes frias, nos seus deslocamentos, não encontrando condições atmosféricas, para se condensarem, nestas citadas regiões brasileiras (sul, sudeste e centro-oeste), obviamente, veio se deslocar, através dos ventos alísios, decorrentes dos movimentos de rotação e de translação da terra, até se encontrar com uma camada da troposfera, menos aquecida, ou seja, fria, que veio a se aglutinar com convergências intertropicais, formando em principio as suas condensações chuvosas. E que pelo que se sabe o Nordeste do Brasil, fica muito mais distante do buraco da camada de ozônio, e ter sua atmosfera muita menos poluída, em relação ao Centro-Sul do nosso País. Talvez, isto, venha explicar a melhoria dos índices pluviométricos dentro do semi-árido. Que de fato, veio melhorar dentro desta atual século (2001-2006) substancialmente, a reserva hídrica, deste sempre e periódicos escassos recursos hídricos do Semi-Árido do Nordeste Brasileiro.

Que provavelmente, dentro de um futuro próximo, veio tirar esta mencionada região, de um possível colapso hídrico. Pois, como todo mundo sabe, por volta do ano de 2001, era eminente este referido colapso hídrico, aonde, todos os mananciais superficiais, ou seja, corpos d’águas, sem exceção, do semi-árido, se encontravam numa eminente exaustão hídrica...Só saindo deste quadro “Stress Hídrico”...Devido, como todo mundo sabe, decorrente do Dilúvio de Janeiro de 2004...

E agora , Março/2008, como todo mundo estar vendo...estar repetindo o mesmo dilúvio de Janeiro de 2004...Aonde como por exemplo, manancial como Lagoa do Arroz- na Paraíba, que nunca sagrou... Agora em março de 2008...Veio a sangrar...
Agora, abrindo um parêntese, como explicar este “Fenômeno Chuvoso” que ocorreu agora em “Março/2008?

Certamente, muitas argumentações e contra-argumentações vão sugirem... tentando explicar esta “Invernada”(como chamam os sertanejos, a estação chuvosa)...Referente à Março de 2008...

Por ser sertanejo nordestino... E todo Nordestino... Tem um pouco de meteorologista... Pois, até porque, somos eternos visionários do tempo, devido habitarmos uma região (o sertão nordestino) escassa de chuvas, exceto a região litorânea...decorrente disto, as previsões meteorológicas virou até cultura deste povo, que somos nós, sofridos, porém, fortes, já dizia Euclides da Cunha, em seu livro: Os sertões...Por habitar uma região dentro do polígono das secas...Partindo desta premissa tenho direito de tecer minhas conjecturas...

Então penso eu, respaldado nas afirmações do meteorologista Francisco de Assis Diniz(assessor do Diretor Institucional do INMET)...Aonde afirmar que: Em mensagem recebida dele:
“Estamos passando por uma fase favorável a chuvas intensas no nordeste,lembra Janeiro e Feveiro de 2004? Esta fase deve continuar até durante a primeiraquinzena de abril, eventos extremos tem ocorrido em algumas localidades donordeste, bem como na Paraíba (chuvas extremas em 24 horas, como cabaceiras210mm, 19 de março), local que menos chove no Brasil. Faz parte do eventosextremos que vem ocorrendo”...



Noutro parágrafo desta referida mensagem ele diz:


Prezado Pedro Severino,

Li a troca de conversa dos colegas. Mas o nosso colega Daniel Panobianco fala que estamos passando por uma atividade solar mínima, mas que me parece, nas atividades mínimas estão associadas com redução nas chuvas no nordeste!!!!!!


Pode ser que depois seque, com certa semelhante a 2004...

Dentro desses pressupostos citados acima... Vejo que a ocorrência da “atividade Solar Mínima”... Veio a “Esfriar” a troposfera

(camada de condensação das chuvas).

Que associado a “intensa Evaporação”, principalmente, em áreas próxima de grande mananciais, como por exemplos, Sistema Estevão Marinho Mãe D’Água, conhecido popularmente, como o Açude de Coremas... Aonde, choveu muito no Vale do Piancó...Em torno também, da Barragem de Sobradinho/BA...Choveu bastante no noroeste da Bahia...E finalmente, no Médio Jaguaribe(em torno do Açude de Orós) e no baixo Jaguaribe(Barragem do Castanhão)...Aonde estes respectivos mananciais...adquiriram um grande aporte de água...Decorrente do Aquecimento Global...




Associado com o La Niña (Aonde sempre vem chuva da Amazônia)...Veio convergir com esta “Intensa” , ocorrências de chuvas, agora em março de 2008...


Deixando o dilúvio de Março de 2008, que ocorreu aqui no Semi-árido do Nordeste do Brasil de lado...Indo ao “Foco” deste Artigo...É oportuno destacar que... As disponibilidades dos Recursos Hídricos nas regiões Sul, Sudeste e Centro- oeste...Como o texto vem abordado e exemplificando... Estão abaixo de sua média histórica para o este mesmo período de março de anos anteriores... Pelo andar da carruagem, ou seja, com uma diminuição gradativa dos índices de chuvas nestas mencionadas regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste...Imagine como será os anos subseqüentes como 2009, 2010, 2011...E assim , por diante...Levando a estas mencionadas Regiões Brasileiras, logo, logo, ao um provável “Apagão Hidroenergetico”...

PEDRO SEVERINO DE SOUSA
João Pessoa(PB), 03.04. 2008






















quarta-feira, 2 de abril de 2008

CHUVAS EXTREMAS HISTÓRICA NA PARAÍBA

Cabaceiras-PB- Roliúde Nordestina

Açude de São Gonçalo Sangrando

VÍDEOS SOBRE CHUVAS NO NORDESTE


Alegria no sertão da Paraíba.
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM793957-7823-ALEGRIA+NO+SERTAO+DA+PARAIBA,00.html


Chuva no Ceará
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM806060-7823-CHUVA+NO+CEARA,00.html


Temporais causam estragos no Norte e Nordeste
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM809948-7823-TEMPORAIS+CAUSAM+ESTRAGOS+NO+NORTE+E+NORDESTE,00.html


Chuva castiga norte e nordeste do país
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM810475-7823-CHUVA+CASTIGA+NORTE+E+NORDESTE+DO+PAIS,00.html




EVENTOS EXTREMOS METEOROLÓGICOS E CLIMÁTICOS OCORREM NA PARAÍBA.

Prezado Pedro Severino

Sobre os temporais que vem ocorrendo em grande parte do Nordeste, especialmente, na Paraíba, informo que o local considerado mais seco e que menos chove noBrasil, a região de Cabaceiras - PB, teve a maior chuva da história em um dia210mm, registrado em 18 de março deste ano.


Chuva essa oriunda de um forte aglomerado de nuvens sobre a região durante o dia 17 para o dia 18, sendo que o registro da chuva é feita as 09 horas do horário de Brasília.


Esses ventos extremos que vem ocorrendo em algumas regiões do Brasil, tanto nas precipitações, temperaturas extremas e baixa umidade do ar devem estar associadas com o aquecimento global. Esse forte evento meteorológico ocorreu mesmo no período em que tinha sido instalada a estação meteorológica automática, do INMET, em Fevereiro de 2007.


Também, na Paraíba, março deste ano, ocorreu o recorde de chuva, outro extremo nas precipitaçãoes de 714.6mm em São Gonçalo, Sousa-PB. Foi o mês mais chuvoso nos registros do Instituto Nacional de Meteorologia - INMET. Antes o recorde naquela região foi de 561.5mm em março de 2005, seguido de 480.0mm em abril de1974.


Abraço
Francisco de Assis Diniz,
Assessor do Diretor para Assuntos Institucionais.

INMET- Instituto Nacional de Meteorologia

Brasília- Distrito Federal, 02.04.2008

http://www.inmet.gov.br/documentos/jornal/jornal_02-08_07.pdf







EXCESSO DE CHUVAS NO NORDESTE


VÍDEO SOBRE CHUVAS NO NORDESTE:

EXCESSO DE CHUVAS NO NORDESTE


O excesso de chuva já causa prejuízo em vários Estados do Nordeste. No Maranhão, produtores não conseguem escoar o leite. No Ceará, municípios estão ilhados. No Piauí, criações inteiras foram perdidas.


Situação no Maranhão


Produtores do sudoeste do Maranhão estão com dificuldade para escoar o leite. Atoleiros e estradas esburacadas comprometem as entregas.

O trabalho de ordenha começa na madrugada. Os 15 municípios que formam a bacia leiteira da região tocantina produzem uma média de 300 mil litros de leite por dia, mas o excesso de chuva prejudica o escoamento da produção para os laticínios.

Em Senador la Roque o produtor tem pressa para entregar o leite, mas as péssimas condições da estrada impendem que ele cumpra o horário.
“A gente, quando entra não sabe se sai. Tem dia que a gente nem entra”, reclamou o criador Carlos Pereira.

Os produtores ajudam na recuperação das estradas na tentativa de amenizar os prejuízos. “Já é a quarta vez que eu pago o homem para arrumar porque não tenho condição de sair da estrada. Estamos ilhados”, falou o agricultor Edmilson Oliveira.

Em um dos trechos da Estrada do Arroz, no município de Imperatriz, o aterro não resistiu à força da correnteza e cedeu. A cratera tem quase 30 metros. Em outros pontos, os riachos transbordaram e dificultam a passagem de veículos.

Durante o período de chuvas o pasto verde faz a produtividade das fazendas aumentar até 40%, mas a dificuldade para escoar a produção ameaça o funcionamento das indústrias de laticínios.

Tanques de resfriamento estão sendo montados em pontos estratégicos para facilitar o transporte até a indústria. O difícil é levar o leite aos postos de coleta.
Uma indústria em Imperatriz, que recebe cem mil litros de leite por dia dos Estados do Maranhão, Pará e Tocantins, contabiliza os prejuízos.


“No mês de março nós já contabilizamos um prejuízo de 30 mil litros de leite inicialmente. Para que a gente consiga fazer o escoamento de todo esse leite para dentro da indústria é preciso que as estradas vicinais estejam em condições e em pleno estado de conservação”, disse o gerente industrial José Siqueira.


A previsão é que o outono seja bastante chuvoso. Ontem foi mais um dia de chuva intensa nas regiões Norte e Nordeste.
No município de Carolina, no Maranhão, o acumulado chegou aos 93 milímetros. E em Acaraú, no Ceará, oitenta e seis.


Comportas abertas no Ceará

Em Nova Jaguaribara, a 160 quilômetros de Fortaleza, o reservatório do açude Castanhão atingiu a cota máxima de segurança e duas comportas tiveram que ser abertas.

Como num espetáculo, a platéia, formada pelos moradores da região, buscou uma posição estratégica para observar a abertura das comportas. Aos poucos a quantidade de água foi aumentando e ficou mais forte até se transformar numa enorme cachoeira com 250 mil litros por segundo. Meia hora depois, a segunda comporta foi aberta e dobrou o volume de água.

O monitoramento dos técnicos vai definir o que será feito nos próximos dias. Se mesmo com o escoamento da água o nível no açude continuar subindo será necessário abrir mais uma comporta. Por enquanto, as duas que foram abertas são suficientes para garantir o volume controlado de água no rio.
Tudo vai depender da meteorologia. Foi por causa da chuva constante que as comportas tiveram que ser abertas pela segunda vez no maior açude do Ceará. A primeira foi na inauguração do Castanhão em 2004. As 12 comportas tiveram que ser abertas de uma vez. Agora, os técnicos tranqüilizam os moradores próximos e garantem que não o Rio Jaguaribe não corre risco de transbordar ao receber tanta água.

O excesso de chuva tem provocado prejuízo em várias regiões. No Cariri, sul do Estado, o Rio Salgado transbordou. No município de Aurora, várias plantações estão inundadas. Já choveu 1,2 mil milímetros, o dobro da média anual da região.
Prejuízos no Piauí

Não é só o Ceará que tem sofrido com as enchentes. No Piauí, a chuva também tem provocado estragos. Nas comunidades rurais próximas a Teresina famílias perderam casas e criações.

De acordo com o corpo de bombeiros, a água vem de riachos e açudes da região que transbordaram depois da última chuva. Pelo menos 50 casas no povoado Santa Luz de Cima foram invadidas pela água. Vinte delas não resistiram à enchente e desabaram. Até a ponte que fica sobre o riacho, a dez metros do chão, também está debaixo da água.
A comerciante Maria Clotilde entrou em desespero ao ver a casa cair. Ela perdeu ainda peixes e frangos de dois criatórios. O prejuízo está estimado em R$ 50 mil.
Fonte:: Globo Rural
CHUVAS NO NORDESTE: O AÇUDE CASTANHÃO NO CEARÁ, EXIBE ESPETÁCULO À PARTE.

Castanhão reabre comportas e atrai curiosos ao açude

O açude atingiu a capacidade de 70,9% e os técnicos abriram duas de suas comportas no início da tarde de ontem

Jaguaribara. Depois de apenas um mês e meio de inverno “propriamente dito” e mais de 30 açudes sangrando no Ceará, foi a vez do “gigante” Castanhão lançar suas águas para controlar o seu nível hídrico e os de outros reservatórios.
Ao atingir aproximadamente cinco bilhões de metros cúbicos e 67% de sua capacidade, o açude teve duas de suas 12 comportas abertas na tarde de ontem, jorrando 500 mil litros de água por segundo. O fenômeno atraiu, imediatamente, cerca de 300 pessoas que andaram por vários quilômetros para não perder a “onda Castanhão”.“’Bora’, gente, comprar a camisa do Castanhão.
E tem boné também”, anuncia a vendedora ambulante Jocimeire Freire de Freitas, mostrando camisetas e bonés com a foto do Castanhão estampada com suas comportas todas abertas – situação ocorrida em fevereiro de 2004, na primeira vez em que o açude derramava água no leito do Rio Jaguaribe, a uma vazão de 1.200 metros cúbicos de água por segundo (ou 1,2 milhão de litros). A atual abertura de duas comportas se dá para controlar o nível de cheia de rios como o Figueiredo e açudes como o Orós, este com sangramento previsto para os próximos dias. É quando mais uma ou duas comportas do Castanhão poderão ser abertas.

A abertura da primeira comporta aconteceu, ontem, às 14h 30, logo após técnicos e engenheiros do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) averiguarem que o reservatório alcançava a cota de 101 metros acima do nível do mar, o que corresponde a cinco bilhões de metros cúbicos de água acumulados. A segunda abertura foi às 14h55. Eduardo Segundo, coordenador do Dnocs, disse que o açude poderia segurar água sem transtornos até a cota 106, “mas não só o Dnocs como a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), avaliamos que a cota 101 é a ideal para manter o equilíbrio daqui e das outras bacias”.


RESERVA PARA QUATRO ANOS

Pessoas correm riscos para ver a água jorrar


As comportas abertas, ontem, despejavam água no Rio Jaguaribe a uma lâmina de 3,2 metros acima da cota do vertedouro. “Enquanto houver muita chuva enchendo as bacias do Salgado e do açude Orós manteremos as comportas abertas. Se o Orós sangrar nos próximos dias poderemos abrir mais algumas”, comentou Ulisses de Sousa, coordenador geral do Complexo Castanhão. Ele mora na região do próprio açude.


Ulisses com outros engenheiros monitoram, dia e noite, o nível da água.

A abertura de comportas depende de dois fatores principais: o volume de água que entra no reservatório e a quantidade de água que suporta a vazão do Rio Jaguaribe, que é de até 1.500 metros cúbicos por segundo. Assim como a vazão de água, podia-se ver a quantidade de fotografias, por segundo, tiradas pelos que saíram de suas cidades para conferir o “espetáculo das águas”.

Apesar do regime de segurança aplicado no entorno do açude Castanhão desde os primeiros abalos sísmicos, o acesso ontem, foi flexibilizado para quem queria ver o jorro d´água. Os 40 seguranças que vigiam o reservatório não puderam conter as pessoas, que se arriscavam em ficar mais próximo da passagem de água, ultrapassando a grade de segurança do mirante instalado no local e se arriscando em pedras escorregadias a mais de 100 metros de altura.


Enquanto o Castanhão “bombeia” água, nem tudo está concluído. O dique de proteção em Jaguaretama está com as obras apenas no início, crucial para a proteção da cidade. “Felizmente temos água suficiente para abastecer o Ceará nos próximos quatro anos”, ressalta o coordenador do Dnocs, Eduardo Segundo.

Fonte: Melquíades Júnior ( diariodonordeste.globo.com )

terça-feira, 1 de abril de 2008

DEFESA CIVIL: ABRIL SERÁ O MÊS MAIS CHUVOSO EM JOÃO PESSOA.





SITE IMAGENS VIAGENS- JOÃO PESSOA
http://www.imagensviagens.com/br5_joaopessoa.htm




Defesa Civil: Abril será o mês mais chuvoso na Capital


A Defesa Civil Municipal informa que o mês de abril vai ser marcado pelo início do período mais chuvoso na Capital, e por isso o órgão já começou a fazer um trabalho de monitoramento diário das 28 áreas de risco existentes em João Pessoa.



Além disso, a Defesa Civil também está executando serviços preventivos em várias comunidades. Apesar das últimas chuvas, não foi registrada nenhuma ocorrência grave.



O órgão recebe chamados diários da população (foram mais de 80 nas duas últimas semanas), a maioria relacionada a problemas de drenagem, pedidos de vistoria em unidades habitacionais e ameaça de deslizamentos de encostas.



Serviços – O assessor técnico da Defesa Civil, Alberto Sabino, disse que estão sendo executados serviços de limpeza, desobstrução e manutenção nos sistemas de drenagem e esgotamento; retirada de entulhos da vias públicas, encostas e sopé de barreiras; limpeza de áreas ribeirinhas; remanejamento de postes e fiação em locais que oferecem riscos; fiscalização constante para evitar construções em locais perigosos, além de desratização e combate ao mosquito da dengue e outros vetores que se proliferam no período chuvoso. As chuvas devem continuar caindo de forma regular na região até o mês de julho.

Fonte: Secom-JP






AÇUDE LAGOA DO ARROZ: RIBEIRINHOS PREOCUPADOS




Ribeirinhos preocupados com o Açude da Lagoa do Arroz


De acordo com Guaray Martins, que esteve no domingo com uma equipe da força-tarefa em Cajazeiras e junto com o prefeito Carlos Antonio verificou a situação de risco de famílias às margens do açude Lagoa do Arroz que, construído há 20 anos, nunca transbordou, mas está quase atingido sua capacidade total de armazenamento.



A preocupação do Governo do Estado e da Prefeitura de Cajazeiras é de que o leito do rio Cacaré, afluente do rio do Peixe está obstruído, a exemplo da comunidade Várzea de Emas. A população ribeirinha pode ser atingida caso a barragem Lagoa do Arroz sangre. O reservatório está nesta segunda-feira com 96,6% de sua capacidade máxima que é de 80,2 milhões de metros cúbicos d'água.




Com relação ao Município de Sousa, residentes as margens do Rio do Peixe, a exemplos dos Bairros: Várzea da Cruz, Vasco da Gama, Guanabara, Boa Vista, Angelim, estão sobre alerta com a sangria do Açude Lagoa do Arroz que falta apenas, 14 cm para atingir sua lâmina máxima.



Ninguém tem conhecimento real como as águas devem chegar aqui na cidade de Sousa, por isso, que Equipe do Corpo de Bombeiros, Policiais Militares, voluntários estão atentos a tudo que possa acontecer. No momento, a atenção voltada para a sangria da Lagoa do Arroz.



No final da tarde desta segunda-feira, as comportas do Boqueirão foram abertas para um metro e meio, e os técnicos do DNOCS avisam que não há preocupação no momento para os Colonos de São Gonçalo, por quer aqueles que estavam em área de risco, todos foram retirados e colocados em logradouros públicos.


Fonte: Folha do Sertão