segunda-feira, 17 de março de 2008

A SEMANA SANTA DE 2008












VÍDEOS SOBRE SEMANA SANTA E DIA MUNDIAL DA ÁGUA:




Nova Jerusalém - PE - TEatro Paixão de Cristo 2007 - 40 anos
http://br.youtube.com/watch?v=9H63f-K4B6g&feature=related










SEMANA SANTA DE 2008





16 DE MARÇO- DOMINGO DE RAMOS



O Domingo de Ramos abre solenemente a Semana Santa, com a lembrança das Palmas e da paixão, da entrada de Jesus em Jerusalém e a liturgia da palavra que evoca a Paixão do Senhor no Evangelho de São Lucas.


Neste dia, se entrecruzam as duas tradições litúrgicas que deram origem a esta celebração: a alegre, grandiosa , festiva litrugia da Igreja mãe da cidade santa, que se converte em mímesis, imitação dos que Jesus fez em Jerusalém, e a austera memória - anamnese - da paixão que marcava a liturgia de Roma. Liturgia de Jerusalém e de Roma, juntas em nossa celebração. Com uma evocação que não pode deixar de ser atualizada.

Vamos com o pensamento a Jesuralém, subimos ao Monte das Oliveiras para recalar na capela de Betfagé, que nos lembra o gesto de Jesus, gesto profético, que entra como Rei pacífico, Messías aclamado primeiro e depois condenado, para cumprir em tudo as profecias.

Por um momento as pessoas reviveram a esperança de ter já consigo, de forma aberta e sem subterfúgios aquele que vinha em nome do Senhor. Ao menos assim o entenderam os mais simples, os discípulos e as pessoas que acompanharam ao Senhor Jesus, como um Rei.

São Lucas não falava de oliveiras nem de palmas, mas de pessoas que iam acarpetando o caminho com suas roupas, como se recebe a um Rei, gente que gritava: "Bendito o que vem como Rei em nome do Senhor. Paz no céu e glória nas alturas".




Palavras com uma estranha evocação das mesmas que anunciaram o nascimento do Senhor em Belém aos mais humildes. Jerusalém, desde o século IV, no esplendor de sua vida litúrgica celebrada neste momento com uma numerosa procissão. E isto agradou tanto aos peregrinos que o oriente deixou marcada nesta procissão de ramos como umas das mais belas celebrações da Semana Santa.





Com a litiurgia de Roma, ao contrário, entramos na Paixão e antecipamos a proclamação do mistério, com um grande contraste entre o caminho triunfante do Cristo do Domingo de Ramos e o "via crucis" dos dias santos.





Entretanto, são as últimas palavras de Jesus no madeiro a nova semente que deve empurrar o remo evangelizador da Igreja no mundo.





"Pai, em tuas mão eu entrego o meu espírito". Este é o evangelho, esta a nova notícia, o conteúdo da nova evangelização. Desde um paradoxo este mundo que parece tão autônomo, necessita que lhe seja anunciado o mistério da debilidade de nosso Deus en que se demonstra o cume de seu amor. Como o anunciaram os primeiros cristãos com estas narrações longas e detalhistas da paixão de Jesus. Era o anúncio do amor de um Deus que desce conosco até o abismo do que não tem sentido, do pecado e da morte, do absurdo grito de Jesus em seu abandono e em sua confiança extrema. Era um anúncio ao mundo pagão tanto mais realista quanto mais com ele se poderia medir a força de sua Ressurreição.




A liturgia das palmas antecipa neste domingo, chamado de páscoa florida, o triunfo da ressurreição, enquanto que a leitura da Paixão nos convida a entrar conscientemente na Semana Santa da Paixão gloriosa e amorosa de Cristo o Senhor.

FONTE: http://www.acidigital.com/semanasanta/ramos.htm





19 DE MARÇO- DIA DE SÃO JOSÉ




O culto a São José começou provavelmente no Egito, passando mais tarde para o Ocidente, onde hoje alcança grande popularidade. Em 1870, o papa Pio IX o proclamou "O Patrono da Igreja Universal" e, a partir de então, passou a ser cultuado no dia 19 de março.
Em 1955 Pio XII fixou o dia 1º de maio para "São José Operário, o trabalhador".





Apesar de ter grande importância dentro da Igreja Católica, o nome de São José não é muito citado dentro das fontes bibliográficas da Igreja, sendo apenas mencionado nos Evangelhos de S. Lucas e S. Mateus.




Descendente de Davi, São José era carpinteiro na Galiléia e comprometido com Maria. Segundo a tradição popular, a mão de Maria era aspirada por muitos pretendentes, porém, foi a José que ela foi concedida.





Quando Maria recebeu a anunciação do anjo Gabriel de que daria à luz ao Menino Jesus, José ficou bastante confuso porque apesar de não ter tomado parte na gravidez, confiava na fidelidade dela. Resolveu, então, terminar o noivado e deixá-la secretamente, sem comentar nada com ninguém. Porém, em um sonho, um anjo lhe apareceu e contou que o Menino era Filho de Deus e que ele deveria manter o casamento.





José esteve ao lado de Maria em todos os momentos, principalmente na hora do parto, que aconteceu em um estábulo, em Belém.





Quando Jesus tinha dois anos, José foi novamente avisado por um anjo que deveria fugir de Belém para o Egito, porque todas as crianças do sexo masculino estavam sendo exterminadas, por ordem de Herodes.




José, Maria e Jesus fugiram para o Egito e permaneceram lá até que um anjo avisasse da morte de Herodes.



Temendo um sucessor do tirano, José levou a familia para Nazaré, uma cidade da Galiléia.
Outro momento da vida de Cristo em que José aparece na condição de Seu guardião foi na celebração da Páscoa Judaica, em Jerusalém, quando Jesus tina 12 anos.
Em companhia de muitos de seus vizinhos, José e Maria voltavam para a Galiléia com a certeza de que Jesus estava no meio do grupo.



Ao chegar a noite e não terem notícias de seu filho, regressaram para Jerusalém em uma busca que durou 3 dias.



Para a surpresa do casal, Jesus foi encontrado no templo em meio aos doutores da lei mais eruditos, explicando coisas que o deixavam admirados.
Apesar da grande importância de José na vida de Jesus Cristo não há referências da data de sua morte.





Acredita-se que José tenha morrido antes da crucificação de Cristo, quando este tinha 30 anos.

Fonte digital:
http://www.dci.org.br/santododia/





GRIFO MEU:
Além do mais...Segundo crença popular nordestina...São José, é o santo que traz chuva para
Para o semi-árido do nordeste brasileiro...










DIA: 20.03.2008 A Quinta-feira Santa




A liturgia da Quinta-feira Santa é um convite a aprofundar concretamente no misterio da Paixão de Cristo, já que quem deseja seguí-lo deve sentar-se à sua mesa e, com o máximo recolhimento, ser espectador de tudo o que aconteceu na noite em que iam entregá-lo.




E por outro lado, o mesmo Senhor Jesus nos da um testemunho idôneo da vocação ao serviço do mundo e da Igrea que temos todos os fiéis quando decide lavar os pés dos seus discípulos.
Neste sentido, o Evangelho de São João apresenta a Jesus 'sabendo que o Pai pôs tudo em suas mãos, que vinha de Deus e a Deus retornava', mas que, ante cada homem, sente tal amor que, igual como fez com os discípulos, se ajoelha e lava os seus pés, como gesto inquietante de uma acolhida inalcanzável.





São Paulo completa a representação recordando a todas as comunidades cristãs o que ele mesmo recebeu: que aquela memorável noite a entrega de Cristo chegou a fazer-se sacramento permanente em um pão e em um vinho que convertem em alimento seu Corpo e seu Sangue para todos os que queiram recordá-lo e esperar sua vinda no final dos tempos, ficando assim instituída a Eucaristía.





A Santa Missa é então a celebração da Ceia do Senhor na qual Jesus, um dia como hoje, na véspera da su paixão, "enquanto ceiava com seus discípulos tomou pão..." (Mt 26, 26).
Ele quis que, como em sua última Ceia, seus discípulos nos reuníssemos e nos recordássemos d'Ele abençoando o pão e o vinho: "Fazei isto em memória de mim" (Lc 22,19).





Antes de ser entregue, Cristo se entrega como alimento. Entretanto, nesta Ceia, o Senhor Jesus celebra sua morte: o que fez, o fez como anúncio profético e oferecimento antecipado e real da sua morte antes da sua Paixão. Por isso "quando comemos deste pão y bebemos deste cálice, proclamamos a morte do Senhor até que ele volte" (1Cor 11, 26).





Assim podemos afirmar que a Eucaristia é o memorial não tanto da Última Ceia, e sim da Morte de Cristo que é Senhor, e "Senhor da Morte", isto é, o Resuscitado cujo regresso esperamos de acordo com a promessa que Ele mesmo fez ao despedir-se: "Um pouco de tempo e já não me vereis, mais um pouco de tempo ainda e me vereis" (Jo 16, 16).





Como diz o prefácio deste dia: "Cristo verdadeiro e único sacerdote, se ofereceu como vítima de salvação e nos mandou perpetuar esta oferenda em sua comemoração". Porém esta Eucaristia deve ser celebrada com características próprias: como Missa "na Cia do Senhor".
Nesta Missa, de maneira distinta a todas as demais Eucaristias, não celebramos "diretamente" nem a morte nem a ressurreição de Cristo. Não nos adiantamos à Sexta-feira Santa nem à noite de Páscoa.

Hoje celebramos a alegría de saber que esta morte do Senhor, que não terminou no fracasso mas no êxito, teve um por quê e um para quê: foi uma "entrega", um "dar-se", foi "por algo"ou melhor dizendo, "por alguém" e nada menos que por "nós e por nossa salvação" (Credo). "Ninguém a tira de mim,(Jesus se refere à sua vida) mas eu a dou livremente. Tenho poder de entregá-la e poder de retomá-la." (Jo 10, 18), e hoje nos diz que foi para "remissão dos pecados" (Mt 26, 28c).





Por isso esta Eucaristia deve ser celebrada o mais solenemente possível, porém, nos cantos, na mensagem, nos símbolos, não deve ser nem tão festiva nem tão jubilosamente explosiva como a Noite de Páscoa, noite em que celebramos o desfecho glorioso desta entrega, sem a qual tivesse sido inútil; tivesse sido apenas a entrega de alguém mais que morre pelos pobres e não os liberta. Porém não está repleta da solene e contrita tristeza da Sexta-feira Santa, porque o que nos interessa "sublinhar" neste momento, é que "o Pai entregou o Seu Filho para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna"(Jo 3, 16) e que o Filho entregou-se voluntariamente a nós apesar de que fosse através da morte em uma cruz ignominiosa.




Hoje há alegria e a Igreja rompe a austeridade quaresmal cantando o "glória": é a alegria de quem se sabe amado por Deus; porém ao mesmo tempo é sóbria e dolorida, porque conhecemos o preço que Cristo pagou por nós.



Poderíamos dizer que a alegria é por nós e a dor por Ele. Entretanto predomina o gozo porque no amor nunca podemos falar estritamente de tristeza, porque aquele que dá e se entrega con amor e por amor, o faz com alegria e para dar alegria.


Podemos dizer que hoje celebramos com a liturgia (1a. Leitura) a Páscoa. Porém a da Noite do Êxodo (Ex 12) e não a da chegada à Terra Prometida (Js 5, 10-ss).
Hoje inicia a festa da "crise pascoal", isto é, da luta entre a morte e a vida, já que a vida nunca foi absorvida pela morte mas sim combatida por ela. A noite do sábado de Glória é o canto à vitória porém tingida de sangue, e hoje é o hino à luta, mas de quem vence, porque sua arma é o amor.

FONTE: http://www.acidigital.com/semanasanta/quinta.htm



DIA: 21.03.2008 SEXTA FEIRA SANTA DA PAIXÃO DE CRISTO


A tarde de Sexta-feira Santa apresenta o drama imenso da morte de Cristo no Calvário. A cruz erguida sobre o mundo segue de pé como sinal de salvação e de esperança. Com a Paixão de Jesus segundo o Evangelho de João comtemplamos o mistério do Crucificado, com o coração do discípulo Amado, da Mãe, do soldado que lhe traspassou o lado.





São João, teólogo e cronista da paixão nos leva a comtemplar o mistério da cruz de Cristo como uma solene liturgia. Tudo é digno, solene, simbólico em sua narração: cada palavra, cada gesto. A densidade de seu Evangelho agora se faz mais eloqüente. E os títulos de Jesus compõem uma formosa Cristologia. Jesus é Rei. O diz o título da cruz, e o patíbulo é o trono onde ele reina. É a uma só vez, sacerdote e templo, com a túnica sem costura com que os soldados tiram a sorte. É novo Adão junto à Mãe, nova Eva, Filho de Maria e Esposo da Igreja. É o sedento de Deus, o executor do testamento da Escritura. O Doador do Espírito. É o Cordeiro imaculado e imolado, o que não lhe romperam os ossos. É o Exaltado na cruz que tudo o atrai a si, quando os homens voltam a ele o olhar.





A Mãe estava ali, junto à Cruz. Não chegou de repente no Gólgota, desde que o discípulo amado a recordou em Caná, sem ter seguido passo a passo, com seu coração de Mãe no caminho de Jesus. E agora está ali como mãe e discípula que seguiu em tudo a sorte de seu Filho, sinal de contradição como Ele, totalmente ao seu lado. Mas solene e majestosa como uma Mãe, a mãe de todos, a nova Eva, a mãe dos filhos dispersos que ela reúne junto à cruz de seu Filho.





Maternidade do coração, que infla com a espada de dor que a fecunda. A palavra de seu Filho que prolonga sua maternidade até os confins infinitos de todos os homens. Mãe dos discípulos, dos irmãos de seu Filho. A maternidade de Maria tem o mesmo alcance da redenção de Jesus. Maria comtempla e vive o mistério com a majestade de uma Esposa, ainda que com a imensa dor de uma Mãe. São João a glorifica com a lembrança dessa maternidade. Último testamento de Jesus. Última dádiva. Segurança de uma presença materna em nossa vida, na de todos. Porque Maria é fiel à palavra: Eis aí o teu filho.O soldado que traspassou o lado de Cristo no lado do coração, não se deu conta que cumpria uma profecia realizava um últmo, estupendo gesto litúrgico. Do coração de Cristo brota sangue e água. O sangue da redenção, a água da salvação. O sangue é sinal daquele maior amor, a vida entregue por nós, a água é sinal do Espírito, a própria vida de Jesus que agora, como em uma nova criação derrama sobre nós.





A CelebraçãoHoje não se celebra a missa em todo o mundo. O altar é iluminado sem mantel, sem cruz, sem velas nem adornos. Recordamos a morte de Jesus. Os ministros se prostram no chão frente ao altar no começo da cerimômia. São a imagem da humanidade rebaixada e oprimida, e ao mesmo tempo penitente que implora perdão por seus pecados.Vão vestidos de vermelho, a cor dos mártires: de Jesus, o primeiro testeunho do amor do Pai e de todos aqueles que, como ele, deram e continuam dando sua vida para proclamar a libertação que Deus nos oferece.
Ação litúrgica na Morte do Senhor



1. A ENTRADA


A impressionante celebração litúrgica da Sexta-feira começa com um rito de entrada diferente de outros dias: os ministros entram em silëncio, sem canto, vestidos de cor vermelha, a cor do sangue, do martírio, se prostram no chão, enquanto a comunidade se ajoelha, e depois de um espaço de silêncio, reza a oração do dia.2. Celebração da Palavra.




Primeira Leitura

Espetacular realismo nesta profecia feita 800 anos antes de Cristo, chamada por muitos o 5º Evangelho. Que nos introduz a alma sofredora de Cristo, durante toda sua vida e agora na hora real de sua morte. Disponhamo-nos a vivê-la com Ele.





Leitura do Profeta Isaías 52, 13 ; 53Eis que meu Servo há de prosperar, ele se elevará, será exaltado, será posto nas alturas. Exatamente como multidões ficaram pasmadas à vista dele - tão desfigurado estava seu aspecto e a sua forma não parecia a de um homem - assim agora nações numerosas ficarão estupefactas a seu respeito,reis permanecerão silenciosos, ao verem coisas que não lhes haviam sido contadas e ao tomarem consciência de coisas que não tinham ouvido.Quem creu naquilo que ouvimos, e a quem se revelou o braço do Senhor? Ele cresceu diante dele como um renovo, como raiz que brota de uma terra seca; não tinha beleza nem esplendor que pudesse atrair o nosso olhar, nem formosura capaz de nos deleitar.Era desprezado e abandonado pelos homens, um homem sujeito à dor, familiarizado com a enfermidade, como uma pessoa de quem todos escondem o rosto; desprezado, não fazíamos nenhum caso dele.E no entanto, era as nossas enfermidades que ele levava sobre si, as nossas dores que ele carregava. Mas nós o tinhamos como vítima do castigo, ferido por Deus e humilhado.





Mas ele foi trespassado por causa de nossas transgressões, esmagado em virtude de nossas iniqüidades.O castigo que havia de trazer-nos a paz, caiu sobre ele, sim, por suas feridas fomos curados.Todos nós como ovelhas, andávamos errantes, seguindo cada um o seu próprio caminho, mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqüidade de todos nós. Foi maltratado, mas livremente humilhou-se e não abriu a boca, como cordeiro conduzido ao matadouro; como uma ovelha que permanece muda na presença de seus tosquiadores ele não abriu a boca.Após a detenção e julgamento, foi preso. Dentre os seus contemporâneos, quem se preocupou com o fato de ter ele sido cortado da terra dos vivos, de ter sido ferido pela transgressão do seu povo?Deram sepultura com os ímpios, o seu túmulo está com os ricos, se bem que não tivesse praticado violência nem tivesse havido engano em sua boca.





Mas o Senhor quis feri-lo, submetê-lo à enfermidade. Mas, se ele oferece a sua vida como sacrifício pelo pecado, certamente verá uma descendência, prolongará os seus dias, e por meio dele o desígnio de Deus há de triunfar.Após o trabalho fatigante de sua alma ele verá a luz e se fartará. Pelo seu conhecimento, o justo, meu Servo, justificará a muitos e levará sbre si as suas transgressões.Eis porque lhe darei um quinhão entre as multidões; com os fortes repartirá os despojos, visto que entregou sua alma à morte e foi contado com os transgressores, mas na verdade levou sobre si o pecado de muitos e pelos transgressores fez intercessão.




Palavra do Senhor
Salmo responsorial

Neste Salmo, recitado por Jesus na cruz, entrecruzam-se a confiança, a dor, a solidão e a súplica: com o Homem das dores, façamos nossa oração.

30, 2 e 6. 12-13. 15-16. 17 e 25.Senhor, em tuas mãos eu entrego meu espírito.
Senhor, eu me abrigo em ti: que eu nunca fique envergonhado; Salva-me por sua justiça. Leberta-me . em tuas mãos eu entrego meu espírito, é tu quem me resgatas, Senhor.
Pelos opressores todos que tenho já me tornei um escândalo; para meus vizinhos, um asco, e terror para meus amigos. Os que me vêem na rua fogem para longe de mim; fui esquecido, como um morto aos corações, estou como um objeto perdido.





Quanto a mim, Senhor, confio em ti, e digo: " tú és o meu Deus!". Meus tempos etão em tua mão: liberta-me da mão dos meus inimigos e perseguidores. Faze brilhar tua face sobre o teu servo, salva-me por teu amor. Sede firmes, fortalecei vosso coração, vós todos que esperais no Senhor.




Segunda leitura

O Sacerdote é o que une Deus ao homem e os homens a Deus… Por isso Cristo é o perfeito Sacerdote: Deus e Homem. O Único e Sumo e Eterno Sacerdote. Do qual o Sacerdócio: o Papa, os Bispos, os sacerdotes e dos Diáconos unidos a Ele, são ministros, servidores, ajudantes…
Leitura da Carta aos Hebreus 4,14-16; 5,7-9.



Temos, portanto, um sumo sacerdote eminente, que atravessou os céus: Jesus, o Filho de Deus. Permaneçamos, por isso, firmes na profissão de fé. Com efeito, não temos um sumo sacerdote incapaz de se compadecer das nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos, então, com segurança do trono da graça para conseguirmos misericórdia e alcançarmos graça, como ajuda oportuna.





É ele que, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte; e foi atendido por causa da sua submissão. Embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento; e, levado à perfeição, se tornou para todos os que lhe obedeceram princípio da salvação eterna.





Palavra do Senhor.

Versículo antes o Evangelho (Fl 2, 8-9)
Cristo, por nós, humilhou-se e foi obediente até a morte, e morte de cruz. Por isso Deus o sobreexlatou grandemente e o agraciou com o Nome que é sobre todo o nome.
Como sempre, a celebração da Palavra, depois da homilia conclui-se com uma ORAÇÃO UNIVERSAL, que hoje tem mais sentido do que nunca: precisamente porque comtemplamos a Cristo entregue na cruz como Redentor da humanidade, pedimos a Deus a salvação de todos, crentes e não crentes.


3. Adoração da CruzDepois das palavras passamos a um ato simbólico muito expressivo e próprio deste dia: a veneração da Santa Cruz é apresentada solenemente a Cruz à comunidade, cantando três vezes a aclamação:



"Eis o lenho da Cruz, onde esteve pregada a salvação do mundo. Ó VINDE ADOREMOS", e todos ajoelhados uns instantes de cada vez, e então vamos, em procissão, venerar a Cruz pessoalmente, com um genuflexão (ou inclinação profunda) e um beijo (ou tocando-a com a mão e fazendo o sinal da cruz ); enquanto cantamos os louvores ao Cristo na Cruz :4. A comunhão

Desde de 1955, quando Pio XII decidiu, na reforma que fez na Semana Santa, não somente o sacerdote - como até então - mas também os fiéis podem comungar com o Corpo de Cristo.
Ainda que hoje não haja propriamente Eucaristia, mas comungando do Pão consagrado na celebração de ontem, Quinta-feira Santa, expressamos nossa participação na morte salvadora de Cristo, recebendo seu "Corpo entregue por nós".

FONTE:









DIA: 22.03.2008 SÁBADO SANTO...E DIA MUNDUAL DA ÁGUA...









O sábado é o segundo dia do Tríduo: no chão junto à ele, durante sete dias e e sete noites com Cristo no sepulcro.


"Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).


No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.





A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloqüênte. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".




O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.

É um dia de meditação e silêncio. Algo pareceido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).




Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:


"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro".



Vigília Pascal

A celebração é no sábado à noite, é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiqüíssima tradição, (Ex. 12, 42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35 ss), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.




A Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:


Breve Lucernário
Abençõa-se o fogo. Prepara-se o círio no qual o sacerdote com uma punção traça uma cruz. Depois marca na parte superior a letra Alfa e na inferior Ômega, entre os braços da cruz marca as cifras do anos em curso. A continuação se anuncia o Pregão Pascal.


Liturgia da Palavra
Nela a Igreja confiada na Palavra e na promessa do Senhor, media as maravilhas que desde os inícios Deus realizou com seu povo.



Liturgia Batismal
São chamados os catecúmenos, que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se a renovação dos compromissos batismais.




Liturgia Eucarística
Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete eucarístico, que por sua Morte Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Nele participam pelas primeira vez os neófitos.



Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine a aurora do Domingo.




A missa ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.


O sacerdote e os ministros se revestem de branco para a Missa. Preparam-se os velas para todos os que participem da Vigília.

FONTE:


A Assembléia Geral das Nações Unidas adotou a resolução A/RES/47/193 de 22 de fevereiro de 1993, através da qual 22 de março de cada ano seria declarado Dia Mundial das Águas (DMA), para ser observado a partir de 93, de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento contidas no capítulo 18 (sobre recursos hídricos) da Agenda 21. E através da Lei n.º 10.670, de 14 de maio de 2003, o Congresso Nacional Brasileiro instituiu o Dia Nacional da Água na mesma data.



Os Estados foram convidados, como fosse mais apropriado no contexto nacional, a dedicar o Dia a atividades concretas que promovessem a conscientização pública através de publicações e difusão de documentários e a organização de conferências, mesas redondas, seminários e exposições relacionadas à conservação e desenvolvimento dos recursos hídricos e/ou a implementação das recomendações da Agenda 21.

No mês em que se comemora o Dia Mundial da Água, é preciso lembrar que, em diversos lugares do planeta, milhares de pessoas já sofrem com a falta desse bem essencial à vida.A água é um bem precioso e insubstituível. É um elemento da natureza, um recurso natural. Na natureza podemos encontrar a água em três estados: sólido (gelo), gasoso (vapor) e líquido. Ainda classificando a água ela pode ser: doce, salobra e salgada.




É de domínio público e de vital importância para a existência da própria vida na Terra. A água é um recurso natural que propicia saúde, conforto e riqueza ao homem, por meio de seus incontáveis usos, dos quais se destacam o abastecimento das populações, a irrigação, a produção de energia, o lazer, a navegação.



De acordo com a “Gestão dos Recursos Naturais da Agenda 21, a água pode ainda assumir funções básicas, como:


- Biológica: constituição celular de animais e vegetais.- Natural: meio de vida e elemento integrante dos ecossistemas.- Técnica: aproveitada pelo homem através das propriedades hidrostática, hidrodinâmica, termodinâmica entre outros fatores para a produção.- Simbólica: valores culturais e sociais.




Muito se fala em falta de água e que, num futuro próximo, teremos uma guerra em busca de água potável. O Brasil é um país privilegiado, pois aqui estão 11,6% de toda a água doce do planeta. Aqui também se encontram o maior rio do mundo - o Amazonas - e o maior reservatório de água subterrânea do planeta - o Sistema Aqüífero Guarani.No entanto, essa água está mal distribuída: 70% das águas doces do Brasil estão na Amazônia, onde vivem apenas 7% da população. Essa distribuição irregular deixa apenas 3% de água para o Nordeste. Essa é a causa do problema de escassez de água verificado em alguns pontos do país. Em Pernambuco existem apenas 1.320 litros de água por ano por habitante e no Distrito Federal essa média é de 1.700 litros, quando o recomendado são 2.000 litros.



Mas, ainda assim, não se chega nem próximo à situação de países como Egito, África do Sul, Síria, Jordânia, Israel, Líbano, Haiti, Turquia, Paquistão, Iraque e Índia, onde os problemas com recursos hídricos já chegam a níveis críticos. Em todo o mundo, domina uma cultura de desperdício de água, pois ainda se acredita que ela é um recurso natural ilimitado. O que se deve saber é que apesar de haver 1,3 milhão de km\3 livre na Terra, segundo dados do Ministério Público Federal, nem sequer 1% desse total pode ser economicamente utilizado, sendo que 97% dessa água se encontra em áreas subterrâneas, formando os aqüíferos, ainda inacessíveis pelas tecnologias existentes.




Políticas públicas e um melhor gerenciamento dos recursos hídricos em todos os países tornam-se hoje essenciais para a manutenção da qualidade de vida dos povos. Se o problema de escassez já existente em algumas regiões não for resolvido, ele se tornará um entrave à continuidade do desenvolvimento do país, resultando em problemas sociais, de saúde, entre outros.

O país está tomando medidas concretas para impedir esse futuro, entre elas a criação da Agência Nacional de Águas, a sobreposição do rio São Francisco, adoção de técnicas de reuso de água e construção de infra-estrutura de saneamento, já que hoje 90% do esgoto produzido no país é despejado em rios, lagos e mares sem nenhum tratamento.



Segundo a Organização das Nações Unidas - ONU, 50% da taxa de doenças e morte nos países em desenvolvimento ocorrem por falta de água ou pela sua contaminação. Assim sendo, o rápido crescimento da população mundial e a crescente poluição, causado também pela industrialização, torna a água o recurso natural mais estratégico de qualquer país do mundo.



Para cada 1.000 litros de água utilizados, outros 10 mil são poluídos. Segundo a ONU, parece estar cada vez mais difícil se conseguir água para todos, principalmente nos países em desenvolvimento. Dados do International Water Management Institute - IWMI mostram que, no ano de 2025, 1.8 bilhão de pessoas de diversos países deverão viver em absoluta falta de água, o que equivale a mais de 30% da população mundial. Diante dessa constatação, cabe lembrar que a água limpa e acessível se constitui em um elemento indispensável para a vida humana e que, para se tê-la no futuro, é preciso protegê-la para evitar o futuro caótico previsto para a humanidade, quando homens de todos os continentes travarão guerras em busca de um elemento antes tão abundante: a água.



Devido à grande expansão urbanística, a industrialização, a agricultura e a pecuária intensivas e ainda à produção de energia elétrica - que estão estreitamente associadas à elevação do nível de vida e ao crescimento populacional - crescentes quantidades de água passaram a ser exigidas.
As crescentes necessidades de água, a limitação dos recursos hídricos, os conflitos entre alguns usos e os prejuízos causados pelo excesso de água exigem um planejamento bem elaborado pelos órgãos governamentais, estaduais e municipais, visando técnicas de melhor aproveitamento dos recursos hídricos. Além das responsabilidades públicas, cada cidadão tem o direito de usufruir da água mas o dever de preservá-la, utilizando-a de maneira consciente, sem desperdícios, assim dando o valor devido à água.


" Use a água racionalmente... a fonte não pode secar" !





FONTE:

sábado, 15 de março de 2008

É A BACIA DO PIRANHAS(*) OU DO PIANCÓ?


























VIDEOS SOBRE COREMAS/ MÃE D’ÁGUA

COREMAS, UM OÁSIS NO SERTÃO
http://br.youtube.com/watch?v=jCxUax27zkQ


É A BACIA DO PIRANHAS(*) OU DO PIANCÓ?



Está em todos os livros de geografia da Paraíba, sem exceção, quer seja didático, paradidático, ou de leitura complementar, diz que a bacia do Rio Piranhas, é a principal bacia hidrográfica do sertão paraibano. Tendo vários Rios como seus afluentes. No alto-Piranhas, Rio do Peixe. No médio-Piranhas, Rio Espinharas, Rio Panati, Rio Sabugi, entre outros, inclusive, o Rio Piancó e Rio Aguiar. Já no baixo-Piranhas, o Rio Piranhas: deságua no Rio Açu, formando a bacia Piranhas-Açu.


Entretanto, vejo discrepância nesta afirmação, em o Rio Piranhas ser a principal bacia hidrográfica do sertão da Paraíba. Pois, se não vejamos: o Rio Piranhas em toda sua nascente, até mesmo considerando as bacias hidrográficas dos açudes de Engenheiro ávidos, São Gonçalo e Lagoa do Arroz, que deságua no Rio do Peixe, toda esta bacia hidrográfica mencionada anteriormente, só representa 1662km² (mil seiscentos e sessenta e dois quilômetros quadrados), e toda sua bacia hidráulica somente acumula 380.000.000m³ (trezentos e oitenta milhões) de metros cúbicos de água...





Enquanto que as bacias dos Rios Piancó e Aguiar, que alimenta o sistema Estevão Marinho- Mãe Dágua, têm quase 8.000km² (oito mil de quilômetros quadrados) de bacia hidrográfica e um volume de 1358.000.000m³ (um bilhão trezentos e cinqüenta e oito milhões) de metros cúbicos de água de bacia hidráulica.




Então, se vê a olho nu, não precisa nem mesmo de uma analogia mais apurada para se constatar que a bacia do vale do Piancó, é bem maior do que a bacia das nascentes do Rio Piranhas, como mostra os números mencionados anteriormente. E é de uma supremacia bem superior, pois, tanto a bacia hidrográfica do vale do Piancó, é 5(cinco) vezes maior do que a bacia do Rio Piranhas. E também referente à bacia hidráulica, só basta citar a bacia hidráulica do sistema Estevão Marinho-Mãe Dágua, que é 3,5(três vezes e meia) maior do que toda bacia hidráulica do alto Piranhas, inclusive, incluindo os açudes Engenheiro Ávidos, São Gonçalo, Lagoa do Arroz e até mesmo o Açude de Pilões.




E têm mais ainda, o sistema Estevão Marinho- Mãe Dágua, desde do inicio da década de 50, existe uma hidrelétrica, com uma vazão regularizada de 6m³/s(seis metros cúbicos por segundo), diuturnamente, perenizando Rio Piancó até a confluência com Rio Piranhas no município de Pombal (PB), que desemboca no Rio Açu, formando a bacia Piranhas-Açu.




E o mais absurdo de tudo isto, segundo meu ponto de vista, depois das discussões da Transposição das Águas do São Francisco para os Sertões do Nordeste do Brasil, que concerne à ramificação (entrada) pelo Sertão da Paraíba, deveria ser pelo vale do Piancó, e não pelas a nascente do Rio Piranhas, segundo o Projeto da Transposição, elaborado pelo Ministério da Integração Nacional. Até porque o sistema Estevão Marinho-Mãe Dágua, conhecido popularmente como o açude de Coremas, é a grande “caixa dágua” do Estado. E tem mais, segundo ao “Plano das Águas”, existem 12 projetos Hidroagrícolas para Estado da Paraíba, dos quais nove são encravados no vale do Piancó: Piancó l,ll,lll, lV, V, Vl, Poço Redondo (Santana de Mangueira), Projeto Gravatá (Nova Olinda) e Projeto Genipapeiro (Olho Dágua) e Mais o Projeto das Várzeas de Sousa, alimentado pelo Canal da Redenção, que sua tomada dágua, é no açude de Coremas... Se realmente a Transposição vier acontecer um dia, e a ramificação do sertão da Paraíba, for mesmo pelas as nascentes do Rio Piranhas, que deságua no Rio do Peixe nas várzeas de Sousa, o Canal da Redenção perderá o seu sentido de ser.






É bom ressaltar que o reservatório Estevão Marinho – Mãe Dágua, constitui-se num dos maiores complexos hídricos da região Nordeste, cuja capacidade máxima chega a mais de l,35 bilhão de metros cúbicos de água, além de dispor de uma hidrelétrica que até a década de 1970 abastecia quase toda região sertaneja como fonte de geração de energia elétrica, e hoje está interligadas ao sistema CHESF, com Paulo Afonso, Estado da Bahia; também uma grande maioria da população paraibana e brasileira não sabe que este grandioso complexo construído nas décadas de 1940 e 1950 tem como meta mais ambiciosa a implantação de um Pólo de Desenvolvimento, denominado, de Meridiano 38, cujo projeto se encontra atualmente no Ministério da Integração Nacional da Presidência da republica.



Caso seja implantado o projeto Meridiano 38 em nosso Estado, vai trazer a redenção de toda essa área (sertão Paraibano), prevendo inclusive a criação de uma Faculdade de Agronomia, escola Técnica Agrícola e Centro Administrativo de Política Agrícola, visando a irrigação de milhares de hectares de terra, trazendo empregos e rendas para inúmeros paraibanos, tendo como epicentro deste Pólo de Desenvolvimento, justamente cidade de Coremas.











(*) Agora, entretanto, provavelmente, os Geógrafos, Engenheiros e os pseudos hidrólogos, entre as décadas de 10 e 20, porventura dos estudos das bacias hidrográficas do alto sertão paraibano, acharam e classificaram a bacia do alto Piranhas, como sendo a principal, até porque, nestas citadas décadas, ainda não estavam construídos os complexos Estevão Marinho-Mãe-dagua, São Gonçalo e tão pouco Engenheiro Ávidos... No entanto, no período chuvoso, entre Janeiro e Junho, a bacia hidrográfica do Rio Piancó, por ser mais íngreme (até por não ter uma várzea, similar como as várzeas de Sousa), em toda sua extensão, escoava todas suas águas para confluência com Rio Piranhas...Já na bacia do alto Piranhas, de Janeiro a Dezembro, escoava suas águas para o Rio Açu, formando o Piranhas-açu. Como é sabido por todos de Janeiro a Junho, o sistema Piranhas-açu, é contribuído pelo próprio Rio Piranhas, alêm do Rio Piancó, Rio Aguiar, Rio Espinharas, Rio sabugi e Rio Seridó, entre outros...Todavia, de Julho a Dezembro, só a bacia hidrográfica do alto Piranhas, alimentava o sistema Piranhas-Açu, através das várzeas de Sousa. Devido às várzeas de Sousa no período invernoso acumulava água e no período de estiagem de Julho a Dezembro, alimentava o citado sistema Piranhas-Açu.










PARA UMA REFLEXÃO CRÍTICA SOBRE A TRANSPOSIÇÃO:


TRANSCREVO NA ÍNTEGRA A CONVERSAÇÃO
ENTRE PEDRO SEVERINO E JUDIVAM RODRIGUES




JUDIVAM PERGUNTA:


Pedro meu amigo e conterrâneo, eu queria saber se Coremas vai ser beneficiado com a transposição do São Francisco... E se vamos poder ver Mãe Dágua sangrando continuamente... Se isso é possível.
Abraço do amigo e fique com Deus...




PEDRO SEVERINO RESPONDE:


Meu nobre amigo e conterrâneo *Judivan Rodrigues dos Santos...Sendo breve, vos lhe digo, se o Rio Piancó...Receber também as águas da Transposição do São Francisco(se Deus quiser, vai receber)...Certamente, a nossa Querida Mãe D' Água... “Não”... Que não virá sangrará continuamente... Ou seja, ano após ano...Pois, esta água aduzida do Projeto São Francisco...Terá um uso múltiplo(água de beber, para matar a sede dos animais, irrigação, lazer, piscicultura, entre outros usos)...Mas, entretanto, acredito eu, existindo uma gestão racional...Dentro de um “Principio Sinergético”...Certamente, manterá o Açude de Curema-Mãe D’Água...Em quase sua capacidade máxima...

Neste caso, basta, ano após ano...Ocorrer precipitações de chuvas...Não muito significativa(com estiagens, que é comum nesta região), ou seja, bem abaixo da Série Histórica do Semi-Árido Nordestino, aonde estar incluso o nosso vale do Piancó, que é de 800mm...Sendo assim, obviamente, a Barragem de Mãe D’ água, sangrará anualmente...


E pelo que se sabe aqui na Paraíba.. É que o nosso Presidente Luiz Inácio Lula da Silva... Atendendo um pedido do nosso Governador Cássio Cunha Lima... Vai incluir dentro do Projeto São Francisco(Transposição)... Uma entrada também, pelo o Açude Condado, localizado no Município de Conceição...que deságua numa das nascentes do Rio Piancó...Que flui naturalmente, para o "Sistema Curema-Mãe D'Água...


“Se isto na verdade... Tudo isto... abordado acima... Acontecer um dia... Tirará não só Coremas-PB... E sim, todo o Vale do Piancó... Até a confluência desde gigante Rio Piancó...Com o Alto Piranhas, no município de Pombal”... E por não deixar de falar... De todo baixo Piranhas/açu...Do atraso Secular Sócio-Economico-Cultural...



Minhas Saudações Coremenses,
Pedro Severino Faustino
João Pessoa(PB), 15.03.2008
* JUDIVAM RODRIGUES DOS SANTOS
Natural de Coremas- Paraíba- Brasil
Morando em São Paulo/SP

sexta-feira, 14 de março de 2008

TRANSPOSIÇÃO: ATO HISTÓRICO EM MONTEIRO


























VÍDEOS E OPINIÕES SOBRE O PROJETO SÃO FRANCISCO
Transposição do Rio São Francisco






PROJETO SÃO FRANCISCO( OPINIÕES)




O ATO DE LIÇÕES



A população assimilou bem o ato suprapartidário em defesa da transposição das águas do Rio São Francisco ocorrido nesta quinta-feira, em Monteiro, no Cariri paraibano.Lideranças de várias agremiações partidárias e representantes de diversos segmentos sociais estiveram irmanados num só objetivo: conseguir água para 12 milhões de nordestinos.



Destaque para os deputados estaduais João Henrique, Carlos Batinga e Francisco de Assis Quintans, que esqueceram as diferenças ideológicas, se uniram e se empenharam para a concretização do evento.



A prefeita de Monteiro, Lourdinha Aragão, também deixou de lado divergências políticas e manteve todas as parcerias necessárias para preparar e estruturar a cidade para a realização do ato público. Representando os prefeitos presentes ao evento, Lourdinha afirmou que o dia era histórico para a cidade e marcante para os paraibanos. Também agradeceu ao ministro Geddel pelo empenho do governo Lula na construção da obra que vai assegurar água para milhões de nordestinos.



Destacou ainda o empenho do governador Cássio Cunha Lima na questão da integração das bacias. O sentimento de gratidão ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pela decisão histórica de concretizar as obras do projeto de integração debacias, na Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará marcou o tom dos discursos no ato público.


O ato conseguiu reunir milhares de lideranças políticas, religiosas, comunitárias e representantes de quatro estados do Nordeste. No ginásio de esportes da Escola Nossa Senhora de Lourdes, a mobilização assumiu o aspecto suprapartidário e emocionou as principais autoridades envolvidas. O governador Cássio Cunha Lima destacou a emoção do momento histórico.



"Estamos aqui deslumbrando o amanhã, o futuro nos foi negado durante séculos. De forma especial, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará estiveram tolhidos de vida digna, do desenvolvimento econômico, por falta de água", afirmou. Emocionado, o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima reafirmou que a Paraíba, com o ato de Monteiro, está demonstrando união suprapartidária em defesa das obras de transposição do SãoFrancisco. "O desafio da nossa geração, Cássio, é deixar para nossos filhos um Brasil melhor e a obra do São Francisco simboliza mais qualidade de vida e desenvolvimento", destacou ele.



O prefeito Ricardo Coutinho, de João Pessoa, fez questão de declarar seu apoio à causa. O vice-governador do Rio Grande do Norte, Iberê Ferreira, deputados federais Marcondes Gadelha, Wilson Braga, Wilson Santiago, Rômulo Gouveia (licenciado), além dos deputados estaduais Ricardo Barbosa e Socorro Marques estiveram presentes. O público foi um espetáculo à parte. Caravanas de várias cidades, inclusive de outros estados, estiveram em Monteiro, que viveu um dia de completa consagração.



O povo conferiu o que está sendo feito, as promessas assumidas pelas autoridades federais e constatou que os governadores e parlamentares estão fazendo a sua parte pela execução do projeto, bem como a igreja, que tendo à frente Dom Algo Pagotto tem sido uma referência na defesa da obra que irá beneficiar milhões de nordestinos. Mas o que destacou-se como comentário na boca do povo, nesta quinta-feira, em Monteiro, foi a união de forças em torno de um objetivo comum. Muitos chegaram a demonstrar o desejo de que este comportamento suprapartidário em torno do ato pró-transposição se transformasse num hábito da classe política, principalmente das lideranças do Cariri, na luta por outras conquistas para a região.

Fonte: Vitrine do Cariri

terça-feira, 11 de março de 2008

PROPOSTA PARA OTIMIZAÇÃO DA TRANSPOSIÇÃO...


















VÍDEOS E OPINIÕES SOBRE O PROJETO SÃO FRANCISCO



Transposição do Rio São Francisco


Nível de água baixo em Sobradinho

ONS aciona termelétricas no Nordeste
Soldados do Exército e policiais federais são enviados a Tucuruí (PA)
PROJETO SÃO FRACISCO( OPINIÕES)
h
ttp://www.mi.gov.br/saofrancisco/opinioes/index.asp







É público e notório que de fato existe um questionamento nacional sobre a viabilidade da Transposição (adução) das águas do “Velho Chico” para os Rios intermitentes do Semi-árido de Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte...Logicamente, existem os que são a “favor” e outros contra”...Obviamente, cada qual defendendo seus interesses...Agora o que não dar para se entender, e que ficamos todos nós (Políticos e Técnicos) se digladiando, e não resolvendo nada...Ao meu vê, devemos mudar o nosso paradigma de discussão, e concentramos esforços no sentido de se viabilizar Politicamente e Tecnicamente a Integração do São Francisco com as Bacias Hidrográficas Intermitentes Setentrionais do Nordeste do Brasil...



Tecnicamente falando, “Os Contra”, se posicionam como a Transposição, fosse ser num futuro próximo uma “Transamazônica Hídrica”, ou então, caso de fato fosse realmente executar a obra da transposição, viesse primeiro a Revitalização do Rio São Francisco... Outros imaginam ou conjeturam que a Obra da Transposição, só vai alimentar a Indústria da Seca... “Os a Favor”, contra-argumentam, que a Transposição vai trazer Emprego e Renda para milhares de nordestinos... Além de afixar o homem rural no campo, evitando desde modo o êxodo rural...

Politicamente falando, seria importante que todos os políticos envolvidos nesta questão (Transposição), em todos os Estados contidos nesta mencionada Integração, deste de Minas Gerais até o Rio Grande do Norte, se desarmem e caminhem no sentido de um entendimento comum de interesse de todos, que é o Desenvolvimento do Nordeste, para não dizer do Brasil, pois, deste modo, diminuirá o êxodo rural do interior do Nordeste para o Centro-sul, só aí, já é uma benção para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais...



Agora, entretanto, existe um oceano de propostas de se viabilizar, ou melhor, de se “otimizar”, a Integração da Bacia do São Francisco com as Bacias dos Rios temporários do Semi-árido dos Estados de Pernambuco, Paraíba, Ceara e Rio Grande do Norte...



Entre muitas propostas, existe uma que, certamente, irá emergir das demais, que é a Integração Eletroenergetica do Sistema de Transmissão Norte-Nordeste, ou melhor, interligar a “Eletronorte”, com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf)... Partindo da premissa da interligação da Eletronorte com a Chesf, vislumbrará um horizonte promissor de a Eletronorte suprir a Região Nordeste, no suprimento da operacionalidade da Transposição, ou seja, suprir no fornecimento de Energia Elétrica nas tomadas de água, estações elevatórias e nos projetos de irrigações... E, sobretudo, caso ser preciso, e vai ser preciso... Ou a curto, médio, ou longo prazo, de a Eletronorte, suprir todo Nordeste, numa eventual e/ou eventuais necessidades de um maior aporte de água por parte do Reservatório de Sobradinho, para atender o sistema Chesf na sua capacidade plena de geração de Energia Hidroelétrica... E na adução de água para a Transposição...


Diante desses pressupostos, pergunta-se, como otimizar esta proposta?Já que a Eletronorte, no conjunto de suas Usinas (Tucurui, Balbina e Samuel), tem uma capacidade instalada de 12.544,41MW e só consume em Média 3.000,00MW e sua Rede de Distribuição já estar interligado com o sistema Chesf...Seria salutar que o Sistema Elétrico Nacional, redimensionasse nas redes de distribuições da Eletronorte e Chesf, suas bitolas de seus cabos de distribuições, no intuito de se ter umamelhor plenitude no fornecimento de energia elétrica da Eletronorte para suprir o Nordeste...Na ocasião de se acumular água em Sobradinho, para se atender a demanda da Transposição...Então, como será este Gerenciamento? Escolhe-se um Mês do Ano, que tenha uma melhor Média Pluviométrica dentro da Bacia Hidrográfica do São Francisco...



E que segundo, ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a maior afluência Média de Sobradinho é no Mês de Março, que é, em torno de 13.000.000.000m³(treze bilhões) de metros cúbicos de água... E que a demanda de água para a Transposição, considerando a maior vazão, que é de 227m³/s, em um ano, é de apenas de 3.900.000.000 m³ (três bilhões e novecentos milhões)de metros cúbicos de água...


Então, pelo visto, a Transposição no decorrer de ano, só vai precisar de 1/3 da afluência de Março(13.000.000.000 m³) para Sobradinho, que eqüivale a 4.320.000.000 m³(quatro bilhões e trezentos e vinte milhões) de metros cúbicos de água...Agora, pergunta-se, como gerar esta mencionada demanda de água para atender a Transposição? Tecnicamente, é muito simples, basta que a Eletronorte, abasteça de Energia Elétrica o Nordeste, por 10(dez) dias...E o Sistema Chesf, desligue suas turbinas(fechar Comportas), principalmente de Sobradinho, para que se acumule os 3.900.000.000m³(três bilhões e novecentos milhões)de metros cúbicos de água, que é a demanda da Transposição...E por acaso, as turbinas de Sobradinho e Itapariga, não tenham, concomitantemente, condições de defluir a água para suas gerações de Energia Elétrica e a demanda da transposição, que se faça através de By pass. Até por que as captações(tomadas de água), serão feitas no Eixo Norte, a jusante de Sobradinho e no Eixo Leste a jusante de Itapariga, respectivamente...


Agora, entretanto, não dar para se conceber, é apesar de que o Rio São Francisco, ser perene e caudaloso, ainda existirem “Bolsões de Misérias”, dentro de sua bacia hidrográfica, principalmente, as margens do seu leito...Partindo desta realidade, propõem-se que se faça também, “Micro-Transposições”, do leito caudal principal do São Francisco, para suas sub-bacias hidrográficas, desde da Serra da Canastra até sua foz em Penedo nas Alagoas...



Logicamente, obedecendo a a exigentes critérios Ecohidrólogicos, ou seja, obedecendo a Preceitos Eco-Sócio-Hidro-Ambientais, que não fira a saúde de seus ecossistemas...Dentro de um orçamento participativo comum e auto-sustentável, entre Municípios, Estados e a União...E por não dizer, das comunidades beneficiadas por estes projetos....Só assim, sairemos deste atraso: Politico-Sócio-Econômico e Cultural, que ainda reina no Nordeste do Brasil...Só assim, teremos, nós nordestinos: “ Água para todos” e consequentemente, desenvolvimento auto-sustentável.



O ESCRITOR DO LIVRO:
ÁGUA: A ESSÊNCIA DA VIDA.
http://www.aguapss.rg3.net/)
PEDRO SEVERINO DE SOUSA
COLOQUE O BLOG TERA PLANETA ÁGUA
NOS SEUS FAVORITOS...

UMA ABORDAGEM HISTÓRICA DAS SECAS NO SEMI-ÁRIDO.



















VÍDEOS QUE ABORDAM HISTÓRIA DAS SECAS NO SEMI-ÁRIDO



Saga Seca - A Epopéia Sertaneja

http://www.youtube.com/watch?v=e-_ioiepBfw


Seca d'Água (Projeto Nordeste já)
http://www.youtube.com/watch?v=FWBA8URskxI&feature=related



A Triste Partida
http://www.youtube.com/watch?v=0s4BbHxpUKY&feature=related


VEJA SITE COM A CRONOLOGIA DA SECA:
http://www.amigosdobem.org/novo/texto/index.php?id_texto=8&id_cat_texto=1




UMA ABORDAGEM HISTÓRICA DAS SECAS NO SEMI-ÁRIDO.



Já se souber há muito tempo, desde de logo após ao descobrimento do Brasil, que remonta a 1559, o primeiro registro de seca no Nordeste, segundo narra o livro História de companhia de Jesus do Brasil, do Padre Serafim Leite, citado por Guerra (1951). Sabe-se que no calendário de secas no Nordeste, de um modo geral, ocorreram 9(nove) secas por séculos, uma a cada 11(onze) anos. Apesar de afetarem índios e os primeiros colonizadores, as secas dos séculos XVI e XVII não tiveram grandes impactos socioambientais, devido ao número reduzido de habitantes e à abundância de recursos naturais que minimizaram os efeitos das secas (Brito Guerra, 1981). A partir do século XVIII começaram ocorrerem secas de maiores gravidades, como a de 1777 a 1788, quando restou apenas 1/8(um oitavo) do gado da capitania do Ceará(Brito Guerra, 1981).



Dentre as secas que causaram maiores prejuízos, destacam-se as secas de 1877 a 1879, que ocasionaram à perda de mais de 500.000(quinhentas mil) vidas humanas(Brito Guerra, 1981)... Isto ocorreu também, devido à falta de preparo dos então governantes para enfrentarem este problema de estiagens nestes citados anos. De fato também ainda não existia a "Política de Açudagem", para coletar precipitações pluviométricas isoladas que aconteceram na região, muito sofrimento seria evitado. Só depois dessa conhecida "Grande Seca", que motivou o Império a tomar as primeiras medidas para se combater os efeitos de estiagens no Nordeste. Aonde o Imperador Dom Pedro II veio ao Nordeste e prometeu vender "Até a ultima Jóia da Coroa" para amenizar o sofrimento dos súditos desta região.

Decorrente disto, no final do século XIX, entre 1886 a 1889, fez com
que o imperador Dom Pedro II criasse a Comissão da Seca, formada por
uma equipe internacional e multidisciplinar. Baseada em experiências e
modelos estrangeiros, a comissão apresentou uma proposta de construção
de açudes e reservatórios públicos que, além de ter mais resistência -
passando água de um ano para outro -, tinha um caráter mais abrangente ampliando o atendimento a pequenas localidades.




Este foi o primeiro passo para Política de construções de açudagem aqui no
Nordeste, que começou com o açude Cedro, em Quixadá, - iniciado em
1888 e concluído em 1906... Após a conclusão dessa obra, em 1909 é
criado Instituto de Obras Contras as Secas (IOCS)...

No século XX, de 1915 até o inicio da década de 70 no Governo Militar de Emilio Garrastazu Medice. Anos do "Milagre Econômico", do então Ministro da Fazenda Delfim Neto... Aonde veio começar o desenvolvimento Industrial no Brasil, que por via de conseqüência, aumentar substancialmente o êxodo rural, onde se principiou numa progressão geométrica a devastação de matas e florestas, para expansão das médias e grandes cidades... Afora o aumento progressivo das emissões dos gases poluentes jogados na natureza.

Que segundo, o INMET(Instituto Nacional de Meteorologia), os anos de 1915, 1919, 1930, 1953, 1954, 1958, 1962, 1966, e 1970... Foram anos de extremas irregularidades espacial e temporal das chuvas, para não dizerem secos...

Nestas décadas e seus respectivos anos, só não aconteceu o pior, por que o então Presidente Hermes Rodrigues da Fonseca na seca de 1915 reestruturou o Instituto de obras contra as secas (IOCS), que passou a construir açudes de grandes portes. Até então, o IOCS, só se construíam poços, confecção de mapas e abertura de estradas... Que logo depois no ano de 1919, no governo Nilo Peçanha, o IOCS, foi transformado em DNOCS que recebeu ainda em 1919 (Decreto 13.687), o nome de Inspetoria Federal de Obras Contra as Secas - IFOCS antes de assumir sua denominação atual, que lhe foi conferida em 1945 (Decreto-Lei 8.846, de 28/12/1945), vindo a ser transformado em autarquia federal, através da Lei n° 4229, de 01/06/1963... Aonde neste interino foram construídas centenas de açudes nos Estados do Ceará, Paraíba, Rio Grande do Norte.

Agora, entretanto, depois desta abordagem, aonde se mostrou o ciclo de estiagem no semi-árido do nordeste do Brasil, desde logo após do nosso descobrimento, até o inicio da década de 70, anos do nosso milagre econômico. Que até então, ainda, não se tinha degradação ambiental, através de devastação de matas e florestas, e as grandes emissões de gases poluentes... E, sobretudo, o processo latente de desertificação de todos os nossos ecossistemas.



Sabe-se, que o processo de ciclo de estiagens de uma região, estar intrinsecamente, vinculado à dinâmica do seu evolutivo processo de desertificação, principalmente, ocasionado e acelerado pelas ações do homem... Que dentro da civilização humana, temos um exemplo, mais que palpável que é sobre as civilizações Egípcias, que acelerou a formação do "Deserto do Saara"... Que justiça seja feita também, que esta dita cuja, formação do Deserto do Saara, recebeu influencia direta de sua composição mineralógica dos seus solos, que se compõem com um alto teor cloreto de sódio, e predominância de rochas areniticas... E, sobretudo, outrora, há milhões de anos atrás, esta mencionada área(deserto do Saara) era coberto pelo Mar Vermelho e Mediterrâneo... Pelo visto, salenizando ainda mais, os seus solos. Tornando uma área imprópria para germinação de matas e florestas.

Enquanto que o permanente ciclo de estiagens, ora abordado aqui , se teve a intenção de mostrar que nos séculos XVI, XVII, XVII, XIX e XX até os anos 70... Que, Ainda não se tinha o processo devastador do desmatamento das matas e florestas, principalmente das matas ciliares, e nem tampouco o aquecimento global, através das mudanças climáticas.

Entretanto, ocorreram secas, que deixaram seqüelas irreversíveis para o bem estar socioambiental de toda comunidade nordestina. Por sorte, não tivemos ainda um processo acentuado de desertificação, similar ao Deserto do Saara, por que a composição mineralógica dos solos na grande maioria do Nordeste( exceto em algumas regiões, como por exemplos, região de Mossoró(RN), banhada pela a bacia hidrográfica do Rio Apodi. E a região da chapada do Araripe no Ceará... Afora Cariri e Curimataú Paraibano), serem constituídos por "Solos argilosos", que tem baixo teor de salinidade... E a nossa civilização ser bem mais nova do que a civilização egípcia, enquanto que a civilização egípcia, ter mais de três mil anos...Nos, nordestinos, como sociedade, temos menos de 500(quinhentos anos)...

Dando prosseguimentos nos anos de secas, no nordeste... Durante a década de 80, rigorosamente só teve um interstício de uma seca. Que foram os anos de 1982 e 1983... Nos anos de 1984, 1985 e 1986 foram formidáveis anos de chuvas, aonde sangraram a grande maioria dos açudes construídos pelo DNOCS... Como por exemplo, o complexo Estevão Marinho – Mãe D' Água, conhecido popularmente, pelo açude de Coremas(PB), que sangrou com a sua maior lamina D'água da sua História, que chegou atingir a 2.80cm(dois metros e oitenta) centímetros... Já nos anos da década de 90... Os anos de 1993, 1996, 1997, 1998 e 1999, foram anos sofríveis...

Que continuaram até o inicio da década de 2000, ou seja até o ano de 2001... Entre 2002 e 2003, já teve certa melhora, que a partir de Janeiro de 2004 até a presente data Junho de 2006, melhorou substancialmente, em média nos seus índices de chuvas, aqui no Nordeste do Brasil, principalmente, na sua microrregião sertaneja...



Agora diante de tudo isto, merece uma reflexão... É sabido por todos, que esta região semi-árida do nordeste do Brasil, sempre foi de permanentes ciclos de estiagens, que culturalmente falando, a grande maioria dos nordestinos, já os são conformados, apesar de existirem alguns visionários, aonde vislumbram dias melhores... Agora que não dar para se conceber, como visto, que nós nordestinos, aonde vivemos eternamente, ou melhor, secularmente, contido dentro dessa adversidade climática de permanentes ciclos de estiagens, e ainda não se aprendeu a conviver com este permanente ciclo de adversidade meteorológica, aonde o clima é um eterno "vilão" e o homem, um eterno "sofredor".



Segundo o entendimento, de Pompeo Maroja, o problema do nordeste, não meteorológico, e sim, hidrológico... "Os problemas meteorológicos são imutáveis. Ninguém evita. Mesmo nos países ricos do Primeiro Mundo, como nos Estados Unidos da América. As grandes catástrofes, terremotos, ventos a mais de 200 km/h, erupção de vulcões. Grandes enchentes, inundações etc. Secas e estiagens têm soluções aqui na terra. Nas faltas de chuvas em nossa região, não devemos nos preocupar com El Nino, com o aquecimento das águas do Pacífico. Com frentes frias e coisas assim. A observação desses fenômenos é válida para o Sul do Brasil. A fim de que se possam prever as grandes inundações. Os alagamentos do Rio e São Paulo. O afogamento de rebanhos nos pantanais de Mato Grosso e geado nas áreas mais ao Sul do País. Entretanto, no Nordeste, nada disto prevalece. Portanto, temos que nos conscientizarmos, pois, como certo que os fenômenos meteorológicos são imutáveis".


Concordo em grau, número e gênero com esta premissa de Pompeo Maroja. Pois, como é sabido por todos, que a média de chuvas no semi-árido do nordeste do Brasil, é em torno de 800 mm(oitocentos) milímetros. Que se deve ressaltar em "Solos", considerados ótimos... Enquanto que na Califórnia, oeste dos estados Unidos, região de terras ruins e de precipitação pluviométrica que não atingia nem 600mm ao ano. Entretanto, é uma região tão rica em produção agrícola. Tendo, menos chuvas, portanto, que o nordeste brasileiro em ano considerado normal. Por que os Norte-americanos fazem adução das águas rio Colorado, para esta mencionada região de produção agrícola.



Agora, entretanto, o que vem agravando de fato a problemática hidrológica nesta região do semi-árido do nordeste do Brasil, segundo meu entendimento, é mais devido, as praticas agricultáveis de manejos inadequados pelas atividades agrícolas ainda rudimentares, com praticas de queimadas, e, sobretudo, na preparação de áreas para o plantio, não obedecendo às técnicas agronômicas e de engenharias agrícolas, e até mesmo, ecológicas, por aonde venham amenizarem os processos erosivos, que vem inexoravelmente, sem exceção, assorear todos os seus corpos hídricos, desde um pequeno córrego até um grande rio...


Levando aos recursos hídricos desta região, um processo letal de "Estresse Hídrico", sempre que ocorrem, os repetitivos ciclos de estiagens, que é comum, neste semi-árido do Nordeste do Brasil.



PEDRO SEVERINO DE SOUSA.
JOÃO PESSOA(PB), 05/08/2006
Leia no
www.google.com.br,
" PEDRO SEVEINO DE SOUSA"


COMO REFLEXÃO, TUDO ABORDADO ACIMA, TRANSCREVO NA INTEGRA CARTA PARA *DANIEL PANOBIANCO


Sr Pedro Severino, o que me conta do tempo na região nordeste? A chuva voltou forte neste fim de semana? (Domingo: 09.03.2008)
Saudações



Meu caro amigo meteorologista Daniel Panobianco, vos lhe digo, que ainda até hoje (Domingo, 09.03.2008)...Desde o inicio(Janeiro) da estação chuvosa aqui no Semi-Árido do Nordeste...Pois, na faixa litorânea, ou seja, no leste da Nordeste Oriental(Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte)...Esta referida estação chuvosa só começa a partir da segunda quinzena de Abril... De modo geral, no Nordeste Meridional(Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Sul do Ceará).


Ainda não choveu a contento... Como foi previsto pelo os Institutos de Meteorologia Nacional(CPTC/INPE/INMET, entre outros)...Para estação chuvosa das regiões do semi-árido destes referidos Estados mencionados acima...


A prova é tanta... Desta realidade... Que a disponibilidade dos Recursos Hídricos... Nestes referidos Estados(Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará... Não dentro de uma média ponderada, como por exemplo, no Estado do Ceará... Nos açudes do Castanhão, com sua capacidade máxima de 6.700.0000.000, ( seis bilhões e setecentos milhões) de metros cúbicos de água... E o açude de Orós com sua capacidade máxima de 1.900.000.000 ( hum bilhão e novecentos milhões) de metros cúbicos de água...Ainda encontram-se, com 52,8% e 61, 4% respectivamente... Mas, entretanto, dentro de uma média aritmética...No Estado do Ceará, esta média cai bem abaixo de 50%...


Nos demais Estados meridionais(Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte...Pelo visto, se encontram na mesma situação...E mesmo assim, devemos agradecer anos bons anos chuvosos de 2004, 2005, 2006 e 2007...Um exemplo patético de disto...É sobre o Açude Epitácio Pessoa(Boqueirão de Cabaceiras, no Estado da Paraíba)...Que sangrou em 2004, 2005 e 2006...E este ano/2008...Ainda não tomou nenhum aporte de água...Para se saber mais a respeito...Consulte as Secretarias de Recursos Hídricos e/ou as Agencias de Águas destes respectivos Estados...


Não diferentemente de tudo isto... Mostrando esta mesma realidade, Encontra-se o “O Sistema Chesf, Companhia Hidrelétrica do São Francisco”... Para o vosso conhecimento e suas devidas reflexões... Na Barragem de Sobradinho, que tem capacidade máxima de 34.000.000.000(trinta e quatro bilhões) de metros cúbicos de água...Aonde alimenta todo Sistema CHESF...Se encontra hoje(09.03.2008)...Com somente 41,2% de seu volume útil... E mesmo assim devido, a Chesf estar recebendo energia da Eletronorte, como mostra esta matéria:

No Nordeste, o armazenamento subiu ontem para 50,2%, com folga de 24,9 pontos porcentuais em relação à curva de segurança (diferente para cada região). A recuperação dos reservatórios nordestinos tem sido possível pela transferência maciça de energia do Norte para a região. Ontem o ONS transferiu o equivalente a 2.320 megawatts (MW) médios do Norte para o Nordeste e 523 MW médios do Sudeste para o Nordeste. Essa transferência tem sido possível devido ao aumento das chuvas na região Norte. (Alaor Barbosa) “ Fonte: http://www.ae.com.br/institucional/ultimas/2008/mar/07/2614.htm


Que neste mesmo período(começo de Março de 2007) do ano passado, já estava na eminência de verter...Ou seja, de sangrar...


Minhas Saudações,
Pedro Severino de Sousa






*
Daniel Panobianco,
Meteorologista e Jornalista no Estado de Rondônia.
Editor do BLOG OLHO NO TEMPO
http://wwwdeolhonotempo.blogspot.com/





UMA SÉRIE DE VIDEOS MOSTRANDO ESTA REALIDADE:


Torcida por chuva não é a única solução para a crise energética
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM775376-7823-TORCIDA+POR+CHUVA+NAO+E+A+UNICA+SOLUCAO+PARA+A+CRISE+ENERGETICA,00.html



Estiagem baixa nível do Lago da Barragem de Sobradinho (BA)
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM765293-7823-ESTIAGEM+BAIXA+NIVEL+DO+LAGO+DA+BARRAGEM+DE+SOBRADINHO+BA,00.html