sexta-feira, 11 de julho de 2008

AQUECIMENTO GLOBAL... E O MEIO AMBIENTE

VÍDEOS SOBRE...

Carta da Terra - Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=GaWqa3ftQrs&feature=related

Carta da Terra - Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=5mnqoAi7eW4&feature=related

Carta da Terra - Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=5fpGS32h5yg&feature=related



2010 Odisseia na Terra - Meio-Ambiente Aquecimento Global
http://www.youtube.com/watch?v=ptMcxCwcvlo






AQUECIMENTO GLOBAL...E O MEIO AMBIENTE


É inegável que o aquecimento global, já começou a existir desde do homem da Idade da Pedra Lascada, quando se descobriu o fogo. Com o decorrer do tempo, o homem começou a cozinhar sua alimentação com lenha extraída das matas. Até então, este ato de cozer os alimentos, apesar da retirada da lenha das matas e/ou florestas, não afetava em quase nada o meio ambiente. Neste principio o homem vivia da caça e da pesca e era nômade, pois vivia em uma determinada região até escassear a alimentação, daí então, partia para outra região, em busca da sobrevivência...Porém, o homem foi vislumbrando novos horizontes e foi se afixando mais em cada região, tendo uma vida mais sedentária, começaram a explorar a agricultura primitiva, aí sim, começaram as primeiras queimadas, que foram afetando, moderadamente, alguns ecossistemas da biosfera terrestre, onde esses homens primitivos viviam.

Com o aparecimento da civilização propriamente dita, a partir dos Sumérios na Mesopotâmia no ano 3500A.C(antes de Cristo), já começou aumentar substancialmente às necessidades do homem...daí por diante, advindo às atividades agropecuárias, com praticas rudimentares, que já afetava demasiadamente o meio ambiente, devastando imensas áreas, devido ainda não existirem as técnicas da ciência agronômica e agrícola apropriadas no desenvolvimento auto-sustentável. Que conseqüentemente, principiou o processo de desertificação, que aliás, é um processo natural, porém, o homem acelerou, em algumas regiões do Planeta Terra, como por exemplo, o Deserto do Saara, na Região do Egito, por ocasião da existência da Civilização Egípcia. E com decorrer dos tempos, este processo de desertificação foi se exacerbando ainda mais, já a partir da Idade média, entre o Séc.VII até o meados do Séc.XV, depois de Cristo, no ano de 1453, depois da queda de Constantinopla. E se alastrando na Atual Civilização Contemporânea Moderna, logo após a Revolução Industrial na Inglaterra, em 1780, até aos tempos atuais...


Agora vão perguntar, a desertificação provoca aquecimento global?
(Por ser o tema que está em questão), é claro que sim. Pois se não vejamos: À medida que as matas, florestas e a vegetação de um modo geral, vão sendo substituídas por sucessivas “selva de pedras”:


Isto provoca vulnerabilidade ao equilibro da natureza. Pois, diminui consideravelmente a evapotranspiração, a evaporação dos solos umedecidos, que são cobertos pelas construções civis. Decorrente disto, diminui a umidade relativa do ar destes ecossistemas e, no decorrer do tempo, cria-se um clima semelhante ao clima desértico, quente e seco...apesar de que apenas 5% (cinco por cento) de toda superfície terrestre, são desérticas, mas as regiões áridas e semi- áridas associadas afetam 1/3 (um terço) da superfície da terra.


Certamente o calor produzido pelas as regiões desérticas, semi-deserticas e em processo de desertificação, adicionado com o crescente e progressivo aumento do calor, produzido pelo o efeito estufa, que é sem sombra de dúvida, o maior responsável pelo aquecimento global, devido ao brutal aumento dos níveis de dióxido de carbono jogado atualmente na atmosfera, como também, as destruições das florestas tropicais, agravando ainda mais a questão ambiental, uma vez que as árvores absorvem o dióxido de carbono na sua fotossíntese. Afora os gases de estufas produzidos por fabricas, industrias , automóveis e outros gases poluentes, pois, inevitavelmente, provoca aumento no buraco da camada de ozônio, que funciona como camada protetora da atmosfera terrestre. Porventura, se não existisse a camada de ozônio, inexistia também, a atmosfera. O ozônio é um gás indispensável na existência de vida na biosfera terrestre. Pois, ele filtra os raios ultravioletas do sol e sua intensidade de calor, impedindo que chegue diretamente à superfície terrestre...Do contrário, o Planeta Terra, seria um corpo celeste de massa incandescente, imprópria a ter o ciclo da água e conseqüentemente, o ciclo da vida.


O constante aumento no buraco da camada de ozônio, permite cada vez mais, maior incidência dos raios ultravioleta para superfície terrestre, raios estes extremamente quentes, que obviamente, aumentará ainda mais o aquecimento global. Se o aquecimento global, continuar no ritmo atual, a temperatura média global pode aumentar em 4(quatro) graus até o ano de 2050. Isto, notadamente, trará efeitos nocivos a saúde da humanidade, pois causa câncer de pele e problema oftalmológico como a catarata. E também, o dióxido de enxofre das fabricas a carvão e os compostos de nitrogênio dos canos de descargas dos automóveis, reagem com oxigênio do ar e dissolve-se em gotículas de chuvas provocando chuvas acidas, também nociva ao meio ambiente...

Agora, entretanto, dizer que o aquecimento global, trará degelo das calotas polares, geleiras de montanhas e geleiras continentais, não passa de falácias da mídia falada, escrita, televisionada e de alguns estudiosos desta ciência climatológica... E outra aberração, é dizer também, que com os degelos mencionados anteriormente, que os níveis dos mares e os oceanos, subirão 60(sessenta) centímetros, até ano de 2050. Pois, senão vejamos:

Deve-se salientar, que o clima em qualquer região do planeta Terra, se comporta (ou quente, ameno, frio e polar) dependendo, basicamente, de acordo com sua localização geográfica, ou melhor, depende da localização latitudinal (variação angular entre o equador e os pólos: Norte e Sul). Isto, quer diz que: qualquer região dentro os trópicos (Câncer e Capricórnio); tem, geralmente, um clima quente e úmido, variando em algumas regiões, dependendo de sua altitude (que posteriormente, serão analisados). Enquanto que, as regiões fora dos trópicos, as subtropicais e as de climas temperados, tem temperaturas amenas e frias, respectivamente. Já as regiões polares norte e sul, ou seja, o circulo polar ártico e antártico, tem temperaturas extremamente frias, bem abaixo de 0(zero) graus Celsius. No que tange a altitude, deve-se mencionar que, qualquer região que tenha o clima quer seja, tropical, subtropical, temperado e até mesmo o polar, sofre influencia direta de sua altitude. Pois, segundo a ciência meteorológica, para cada 200(duzentos) metros de altitude em relação ao nível do mar, a temperatura cai 1(um) graus Celsius, ou seja, numa região situada dentro dos trópicos, nas planícies, a temperatura é mais quente e nos planaltos a temperatura é menos quente. Cito por exemplo, a microregião polarizada por Patos (Pb), que tem uma temperatura média anual de 30(trinta) graus Celsius, com 240(duzentos e quarenta) metros de altitude em relação ao nível do mar...Já no Pico do Jabre, o ponto mais alto do Estado da Paraíba, localizado no município de Maturéia, bem próximo de Patos (Pb), com uma distância de somente 51 km. Entretanto, o Pico do Jabre:

Por ter uma altitude de 1.197(mil cento e noventa e sete) metros em relação ao nível do mar, entretanto, possui uma temperatura média anual bem amena, com somente: 24(vinte e quatro) graus Celsius.

Outro exemplo patético de clima de planície e de planalto dentro dos trópicos, é sobre o monte kilimanjaro:



Que tem uma altitude de 5.895m, que se localiza no Quênia, na áfrica equatorial, que nas suas planícies, chega a ter uma temperatura de 40(quarenta) graus Celsius, enquanto que neste mencionado monte kilimanjaro, só chega a ter uma temperatura no máximo de 8(oito) graus Celsius. Todavia, nas regiões de climas temperados e polares, mesmo nas planícies, a temperatura já é fria e nos planaltos muito mais frios ainda...Um exemplo característico deste clima temperado, enquanto que em suas planícies a temperatura em média varia de 8 a 14 graus Celsius...Já no Monte Everest (o monte mais elevado do mundo), na Cordilheira do Himalaia, no Nepal, que tem uma altitude de 8.848m, sua temperatura chega a ter em média: (-)44 graus Celsius negativos. E com relação ao clima polar, quer seja, nas planícies e nas áreas mais elevadas, as temperaturas são glaciais, ou seja de eterno gelo. Pois, as temperaturas nos círculos polares: ártico e antártico, no verão que é curto (somente dura no máximo três meses), têm uma temperatura em média de (–)40 graus Celsius negativos, e que no restante do ano, que dura 9(nove meses), as temperaturas chegam atingir menos de 89,2 graus Celsius negativos, como a que foi registrada em julho de 1983 na base russa de Vostok, a 1.300km do pólo sul.

Agora, como se explicar essa diferença de temperatura entre as duas regiões polar e a equatorial (entre os trópicos)?

Você já sabe que o calor que sentimos vem dos raios solares. Nas áreas equatoriais, esses raios incidem na Terra mais ou menos no sentido vertical. Já nas áreas polares, esses raios são bastante inclinados, ou seja, os raios solares incidem de uma forma inclinada. É por isso que próximo à linha do Equador a temperatura é quente, e próximo dos Pólos é fria. É interessante observar que na zona equatorial os raios solares atravessam uma porção menor de atmosfera. Já os raios solares que chegam aos pólos atravessam uma camada maior de ar, porque estão inclinados em relação à superfície terrestre. Assim, perdem boa parte de seu calor, aquecendo menos do que aqueles que chegam às áreas equatoriais. É por isso que a temperatura aumenta á medida que nos aproximamos do Equador, e diminui à medida que nos afastamos dele e nos aproximamos dos pólos. Deve-se ressaltar também, que a verticalidade (perpendicularidade) da incidência dos raios solares nos trópicos e a variação de inclinação dos raios solares nos pólos, se é para menos ou para mais. Tudo isto, abordados anteriormente, dependem fundamentalmente das estações do ano (verão, outono, inverno e primavera) nos Hemisférios: Norte e Sul.


O verão, o outono, o inverno e a primavera, são definidos por causa do movimento de translação da terra, que é feito em 12 meses (1 ano) em torno do Sol. E sobretudo, devido à inclinação de 23º27’30” da Terra em relação ao seu eixo. Isto faz com em determinados períodos do ano, de 21 de Dezembro a 21 de Março e 21 de Junho a 23 de Setembro (períodos estes conhecidos como estações dos Solstícios), que o Hemisfério Sul e o Hemisfério Norte, respectivamente, ficam mais expostos à incidência dos raios solares, definindo as estações de verão nestes citados hemisférios, com é sabido, quando é verão num hemisférico, no outro é inverno. Já de 21 de Março a 20 de Junho, é primavera no hemisfério norte e outono no hemisfério sul. E, de 23 de Setembro a 20 de Dezembro: outono no hemisfério norte e primavera no hemisfério sul (conhecidas como estações dos Equinócios), estações estas (primavera e outono), não diferenciam muito a climatologia, quer seja no hemisfério norte e o hemisfério sul. A não ser a questão tipicamente de altitude, se é mais baixo, ou se é mais alto. É interessante observar que no verão em qualquer um dos círculos polares, quer seja o circulo polar antártico e circulo polar ártico, o sol não se põe durante meses, como na Groelândia (pertencente à Dinamarca) e como alguns países que circundam o circulo polar ártico, como a Noruega, Suécia, Finlândia, entre outros. Por isso , as expressões: “o Sol da meia noite e/ou o dia mais longo do ano”. Já no inverno acontece o inverso, o sol não “nasce” por meses, daí a expressão: “a noite mais longa do ano”, esta longa noite, leva em torno de três meses. Entretanto, tudo isto abordado anteriormente, como é sabido, resulta da localização orbital do planeta terra, devido o seu eixo ser inclinado no sentido norte-sul, dando-lhe esta situação geofísica, definindo as estações do ano. Caso não a existisse esta inclinação orbital do planeta Terra, simplesmente, não existiam as estações do ano, ou melhor, existindo somente uma única estação, ou seja, um eterno verão ao longo dos anos... evidentemente, havendo dia e noite (movimento de rotação). E como também, o Planeta Terra teria uma climatologia quase única (homogênea e uniforme), variando somente na questão da altitude, nas planícies, climas quentes e nos planaltos, os seus climas variando de menos quentes para frios, dependendo, logicamente de suas altitudes.


Então, pelo visto, nunca, jamais, o aquecimento global ou o efeito estufa, como queiram denominar, vai degelar as calotas polares, geleiras de montanhas e geleiras continentais como especulado, mesmo até que o aquecimento global, chegue aumentar até ao ano de 2100, em 10(dez) graus Celsius...Tomando como base, nas baixíssimas temperaturas, tanto das calotas polares, ártica e antártica, e como também, nas geleiras de montanhas e continentais, que têm suas temperaturas de média anual de menos (-) 40 graus Celsius negativos. É bom ressaltar, mesmo que o aquecimento global, aumente em 4(quatro) graus Celsius a temperatura global, até o ano de 2050, isto só representa 10% da temperatura média negativa das localidades mencionadas anteriormente (calotas polares e as geleiras).


Segundo, a Física Termodinâmica, a liquefação da água, só começa a se processar, acima de 0(zero) graus Celsius. Então, como se vê, o aumento de 4(quatro) graus Celsius, no aquecimento global, jamais afetaria as condições glaciais, destas localidades glaciais. E mesmo assim, quando num dos Hemisférios, Norte ou Sul, for verão, o outro é inverno. Então, partindo desta premissa, o aquecimento global, nunca foi, nem é, e nunca será uniforme (homogêneo) ou seja, quando num dos hemisférios for calor, devido o verão, haverá degelo, no outro hemisfério, será frio, havendo congelamento, devido ao inverno...Só aí, mantêm um certo equilíbrio nos níveis dos mares e oceanos...


Agora, Hipoteticamente falando, segundo alguns estudiosos da ciência oceanográfica, conjeturam, mesmo que todas as calotas polares e os icebergs existentes nos círculos polares, ártico e antártico, se descongelassem, os níveis dos mares e oceanos, subirão até 60(sessenta) centímetros. Isto naturalmente, seria impossível, até porque para de fato, isto acontecesse um dia, seria preciso que a temperatura do Meio Ambiente Global, subisse até 40(quarenta) graus Celsius, que seria o Apocalipse da Humanidade e de toda biodiversidade, principalmente dentro dos trópicos.


Outro pensamento equivocado, se refere aos degelos das calotas polares e os icebergs, é que os estudiosos (oceanógrafos), não estão levando em consideração o princípio físico/químico, intrínseco, entre a massa liquida (água) e a massa sólida (gelo), existente no Principio da Hidrostática da Mecânica dos Fluidos. A água em estado sólido, é menos densa que a água liquida (água sólida tem densidade de 0.91g/cm³ e a água liquida tem densidade de 1g/cm³). Por isso o gelo flutua na água liquida. Esse fenômeno acontece nos lugares muito frio, como no círculo polar artigo e antártico, pois a água dos mares e dos oceanos, localizada nestas mencionadas regiões, à medida que se congelou e/ou se congela, sobe à superfície, formando os icebergs e as calotas polares. Agora, segundo ao princípio Hidrostático, qualquer massa congelada (o gelo), submersa e/ou em emersão numa massa liquida (a água), quando existe um descongelamento , quer seja parcial ou total, a tendência normal, é manter o mesmo nível da massa liquida anterior. Entretanto, como visto, esse fenômeno, é explicável pela seguinte razão, quando uma certa massa liquida (água doce no caso), por ter uma densidade de 1g/cm³, e que uma certa parte venha se congelar e que, logicamente, virando gelo, que tem a densidade de 0,91g/cm³. Obviamente, o gelo por ter uma densidade menor, emergirá, devido ao empuxo que a água exerce de baixo para cima no gelo. No caso das águas polares, formando seus calotas e icebergs. Agora, por ocasião de um degelo, a água voltando ao seu estado natural, ou seja, liquido, o empuxo deixará de existir, devido à água, ter sua densidade maior do que a do gelo, o empuxo, funcionava como o agente equilibrador hidrostático. É que este tão referido empuxo, não é nada mais ou nada menos, do que a força, ou melhor, a ação que a água exerce de baixo para cima, sob o gelo. Entretanto, este fenômeno hidrostático, não passa de uma simples troca de calor, densidade e conseqüentemente pressão, entre a água e o gelo. Em síntese , isto quer dizer que, ou no congelamento, ou no degelo, o nível da água permanece o mesmo, devido à força de ação e a de reação, entre a água e o gelo, quer seja no congelamento ou no degelo...


Então, partindo deste citado Principio Hidrostático, é mais do que obvio, que com os degelos das calotas polares e de todos os icebergs do Pólo Norte e do Pólo Sul, repito, nunca os níveis dos mares e dos oceanos subirão...E tem mais ainda, corroborando com estes pressupostos, é que segundo a oceanografia, a cada 1(um) milhão de ano, os níveis dos mares e oceanos, baixa em 1(um) metro. Isto que dizer, que a cada dez mil anos, baixa 1(um) centímetro. Esta perda se dar devido ao ciclo hidrológico, que décadas após décadas, séculos após séculos, milênios após milênios... E assim sucessivamente, que paulatinamente, através das chuvas, leva água dos mares e oceanos, para os continentes... Agora, logicamente, as águas das chuvas não voltam totalmente mais para os mares e oceanos... Uma grande parte fica nos lagos, lagoas, represas e barragens construídas pelo homem; outra parte infiltra-se no solo, ficando retido nos lençóis freáticos. E finalmente, outra grande parcela é consumida pela biomassa, que é a totalidade de toda massa biológica (especialmente vegetal) de todos os ecossistemas, incluindo, também, toda biodiversidade de seres vivos (animais), inclusive o homem. Só aí explica a permanente diminuição das águas dos mares e oceanos ao longo dos tempos.


Dez mil anos, visto pelo calendário humano, equivale a toda civilização humana. Agora visto pelo prisma cosmológico, talvez, equivalia a um pequenino período glacial, pois, segundo a cosmologia, os “Períodos Glaciais”, duravam na maioria das vezes, milhões de anos, causados por grandes atividades vulcânicas e/ou por colisão de asteróides (cometas e/ou meteoros) com a superfície da terra. Agora, as longevidades destes períodos glaciais, dependiam muito da grandeza das atividades vulcânicas e da dimensão (tamanho) dos asteróides. Que de uma forma ou de outra formava camadas de névoas que impediam a penetração dos raios solares para superfície terrestre. Gerando assim, os períodos glaciais... Já a respeito da perda de 1(um) centímetro a cada dez mil anos, dos níveis dos mares e oceanos, considerando em volume da água, isto representa um volume imensurável para toda a existência humana, desde da sua origem até o final dos tempos. Pelo visto, é natural, o nível dos mares e dos oceanos, com o continuar dos tempos, diminuírem, em vez de aumentarem. Agora, entretanto, em algumas localidades, pelo meu ponto de vista, se dar uma falsa impressão de que realmente os níveis dos mares e oceanos estejam, aparentemente, aumentando-os. Tudo isto acontece pela ação da intervenção da própria natureza e/ou do homem. Se não vejamos:


Um exemplo típico e real, é sobre Veneza na Itália:


É que tem uma certa parte desta cidade italiana, emersa numa pequena baia do Mar Adriático, e é visível a olho nu, que permanentemente, vem aumentando o nível desta referida baia, que inclusive, já despertou preocupação dos governantes de Veneza. Pois, já estão até elaborando um projeto e com execução num futuro breve, de um dique móvel para contenção do aumento dos níveis das marés em Veneza. Porém, tudo isto não passa de sedimentos trazidos e sendo depositados, ao longo dos anos, pelas correntes marítimas através das marés e/ou entulhos, ou seja, restos de materiais das construções civis e construções navais, entre outros detritos, que vão sendo jogados no fundo desta baia, que banha quase literalmente Veneza. Logicamente, o somatório de acumulação dos sedimentos marítimos, com os citados entulhos, elevou e elevarão, mais ainda, com passar dos anos a topografia do fundo desta referida baia, e que, inexoravelmente, aumentou e aumentará ainda mais o nível da mesma. Entretanto, para se solucionar este problema de parcial inundação de Veneza, segundo, a própria ciência oceanográfica, diz que, basta simplesmente, fazer periodicamente, serviços de dragagem nesta citada baia Veneziana.


Outros exemplos de aumentos aparentes dos níveis de muitas praias e enseadas de muitos ecossistemas da hidrosfera terrestre, que em algumas vezes, passa despercebido até mesmo pela uma visão mais aguçada de alguns estudiosos da ciência oceanográfica, são sobre as reais causas do aumento dos níveis dessas praias e enseadas mencionadas anteriormente. Aparentemente, se dar uma impressão, que é realmente devido ao aumento dos níveis dos mares e oceanos. Porém, se fazendo uma analise mais apurada dentro dos parâmetros oceanográficos, se vê nitidamente, que as reais causas, foi devido ao empraiamento dessas praias (desculpe-me à redundância) e enseadas. Como se explicar este referido empraiamento, que aumenta os níveis dessas praias e enseadas? É muito simples, ao longo de milhões de anos passados, a própria água das marés altas, dessas localidades, provocavam e ainda provoca erosões nos sopés das falésias existentes, carreando sedimentos arenosos até mesmo rochosos, em conseqüência disso, aumentou e ainda vem aumentando naturalmente, o leito dos relevos dessas praias e enseadas. Daí decorrem, as muitas ocorrências do avanço dos mares e oceanos para os continentes, dessas áreas marítimas, e às vezes não, devido à própria topografia de algumas regiões, que impede esse avanço, ou então, devido, as construções de diques de contenções. E que obviamente, dando uma impressão aparente e não real, do aumento dos níveis dessas baias e enseadas. Entretanto, também existem muitos casos, que advêm da ação direta do homem. Não indo muito longe, cito por exemplo, a construção do Porto de Suape:


No Recife, Capital de Pernambuco, evidentemente com a construção deste mencionado Porto, vendo aterrar, ou melhor, sedimentar, algumas depressões do dorso da plataforma marítima desta localidade do Litoral Pernambucano, e que obviamente, veio aumentar as marés nas áreas próximas ao Porto de Suape e Praias adjacentes. Além do mais, veio matar “habitat(s) marítimo”, de algumas espécies de peixes, que povoavam esta localidade, inclusive o Tubarão, que decorrente disso, passou a atacar banhistas e surfistas na Praia de Boa Viagem....
Retornando a problemática do aquecimento global, apesar dos pesares, vejo um aspecto positivo no aquecimento global ou no efeito estufa, como queiram chamar, mesmo sem considerar os efeitos benéficos do El niño, que periodicamente, aquece as águas oceânicas do Pacifico ocidental tropical, na costa do litoral Peruano, em conseqüência disto, forma-se uma grande massa de ar (vapor da água) estacionado em sua de origem, que nestas ocorrências formam um “embarreiramento climático”, com perfil longitudinal, que se estende do ocidente ao oriente; impossibilitando o avanço de massas polares (frentes frias) para algumas regiões de nosso planeta, provocando secas na Indonésia, Austrália oriental e Nordeste do Brasil. Em compensação, com aquecimento das águas do Oceano Pacifico (devido ao el niño), tornando-as susceptíveis a alta evaporação, deixando alguns ecossistemas da biosfera terrestre, com altíssima umidade relativa do ar, provocando fontes precipitações no Sul e Sudeste do Brasil, e com também, no Alasca e Canadá e, por sinal , países estes com predominância do clima polar, que é frio e seco.

Todavia, entretanto, pelo andar da carruagem, se sabe (e muito bem), que o crescente aumento da desertificação, somatizados com progressivo aumento do calor provocado pelo efeito estufa, evidentemente, trarão efeitos irreversíveis para o equilíbrio do meio ambiente global. Pois, acelera o processo de desertificação, tornando o clima quente e seco, associado ao efeito estufa, gerando com decorrer do tempo, um superaquecimento global. Que, inexoravelmente, quebrará gradativamente o ciclo hidrológico, ou melhor, o ciclo das chuvas. Pois, mesmo existindo intenso calor, porém, a umidade relativa do ar, sendo baixa, será impossível formar chuva, pois para que exista formação de chuva, será preciso que a umidade do meio ambiente esteja saturada e além do mais, é preciso também, que esta referida umidade saturada, encontre uma massa de ar frio, para se condensar e se precipitar em forma de chuva...Entretanto, o efeito estufa, tira essa condição. Pois, “teoricamente” dissipa (aquece) a massa de ar frio, que funcionaria como elemento condensador do vapor da água (umidade ambiental), que estaria se saturando, ou melhor deixando esta massa de ar, mencionada anteriormente, quente e seca...


A crescente aridez leva ao um inicio de desertificação, pois, vai gradativamente impossibilitando o ciclo das chuvas:






Já que, não existindo umidade ambiental, mesmo existindo calor, será impossível formar chuvas. Daí decorrem os desertos quentes e secos, como por exemplo, o deserto do Saara e como também existem os desertos frios e relativamente úmidos, que, por terem climas frios, impossibilitam também, formação de chuvas, como por exemplos, os desertos polares... Quebrando desta forma, o ciclo hidrológico, ou melhor, o ciclo da água, que é a essência da vida, naturalmente, por via de conseqüência vai diminuindo as condições ambientais, para existências de vidas vegetais, animais e humana. Naturalmente, mais as espécies animais e vegetais, devido às condições ambientais adversas, do que a espécie humana, por ser um animal racional e se adaptar momentaneamente às condições adversas ambientais. E até por ser a espécie humana a principal depredadora do meio ambiente (fauna e flora). Isto, certamente, levará a biosfera terrestre a um ciclo involutivo e que aliás, este quadro involutivo já está se processando, principalmente a partir dos dois últimos séculos (XIX XX),vem num continuo e vertiginoso declínio das espécies animais e vegetais, que pouco a pouco vão ceifando suas biodiversidade e, paradoxalmente, este quadro degenerativo do meio ambiente global vem se exacerbando ainda mais, com o advento da revolução industrial.


Isto, notadamente, se acentuou mais ainda, logo após o termino da Segunda Guerra Mundial, em 1945, quando surgiu a tecnologia de ponta, gerando a Era da Informática, que vem formando uma linha de produção progressiva automatizada, fundamentada num modelo econômico, tido como neoliberal, dentro do principio básico de um famigerado capitalismo selvagem, ou melhor, bestial, pois na selva, reina a paz e a ordem, cujo objetivo maior é o lucro fácil, concentrando riquezas nas mãos de uma minoria, em detrimento de uma grande maioria da humanidade, que, em decorrência disto, gerará uma aldeia global de miseráveis, aviltando deste modo às condições de vida desta grande massa humana e aumentará mais ainda o “fosso” entre o mundo desenvolvido e o mundo subdesenvolvido. Sendo aí onde resiste a verdadeira “Guerra Fria”, mesmo depois do suposto acordo de paz entre o mundo o Mundo Capitalista e o Mundo Comunista, após a queda do muro de Berlim que separava a Alemanha Ocidental da Alemanha Oriental, em 1989.

E, finalmente, partindo de todos esses fatos pressupostos, supostos e reais, analisados a luz da realidade, que estamos atravessando, não se pode ter outra conclusão: É de que a globalização, além de gerar uma “aldeia globalizada de miseráveis” e está gradativamente e progressivamente, devastando todos os ecossistemas da biosfera terrestre, sem exceção, que em conseqüência disto, em poucas centenas de séculos, certamente, levará a destruição da biosfera terrestre e a destruição da própria humanidade.


AUTORIA DE PEDRO SEVERINO DE SOUSA
ARTIGO ESCRITO EM ABRIL DE 2003
PATOS(PB), 11/07/2008






Um comentário:

zé das couves disse...

Meu querido Severino, a parte hidrológica até que passa, apesar do preconceito....vá lá, bem redigido ok. Mas de aquecimento global (hoax. Essa multidão, os aquecimentistas do sétimo dia, no futuro dirão: estavamos cumprindo ordens. A temperatura média do planeta está em queda desde o ano 2000. E não há nada parecido com "aquecimento" desde 1998.
Saudações céticas.