sábado, 19 de julho de 2008

O CICLO HIDROLÓGICO E SUA VARIABILIDADE HÍDRICA


VÍDEOS SOBRE...


O Ciclo da Água - Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=SmfAwHSxO9Y&feature=related




EL CICLO HIDROLÓGICO
http://www.youtube.com/watch?v=3DfUO5sdmHI


ÁGUA: A FONTE DA VIDA
http://www.youtube.com/watch?v=IoV82JuF7Ck&feature=related





O CICLO HIDROLÓGICO E SUA VARIABILIDADE HÍDRICA



A água doce é um recurso cada vez mais escasso e será um desastre em 2050, quando, de acordo com estimativas da ONU, teremos perto de 12 bilhões de indivíduos na Terra. Só o ano de 2000 a população da Terra aumentou em 219 mil pessoas por dia...

É evidente que quanto maior a população maior a demanda por água, que já se encontra em situação crítica do planeta (CORTEZ, 2004).

A característica de renovabilidade das águas da Terra está intimamente ligada ao seu permanente mecanismo de circulação o ciclo hidrológico.


Neste quadro, a energia termal de origem solar e a transpiração dos organismos vivos transformam parte da água dos oceanos e continentes (rios, lagos e umidade do solo) em vapor. Este sobe à atmosfera, engendrando condições propícias à vida na Terra, condensando e formando as nuvens. Sob a ação da energia gravitacional, a água atmosférica volta a cair na forma de chuva, neblina, neve, principalmente, indo alimentar o fluxo dos rios, a umidade do solo e os estoques de água subterrânea (REBOUÇAS, 1997).


As perdas com evaporação, das águas oceânicas, são mais de 3 (três) metros, ao ano, por metro quadrado, para se completar o ciclo das chuvas, e que 75% dessa água, não mais retornam para os mares e oceanos, pois ficam retidas nos lençóis freáticos, nos mananciais naturais e artificiais, ou seja, a evapotranspiração (BRASIL, 1999).

De acordo com Grisi (2000, p.81) a evapotranspiração é: A somatória da perda de água de um ecossistema pelos processos de evaporação (das superfícies de água e solo) e de transpiração (das plantas principalmente e animais) em área (mm ou cm) por tempo (dia).

A evapotranspiração potencial é um índice da taxa máxima teórica na qual a água do déficit de pressão de vapor no ar, a velocidade do vento e a temperatura.

A formação da hidrosfera, essa camada (troposfera) funcionava permanentemente por milhares de ano, saturada, ou seja, em pleno estado de precipitação, formou, a hidrosfera terrestre, isto é, os mares, oceanos, rios, lagos, lagoas e os lençóis freáticos. Neste caso, a umidade da atmosfera era de absoluta saturação, pois a massa hídrica se encontrava na atmosfera em volta ao nosso planeta Terra, decorrente das leis cosmológicas e geofísicas, neste princípio, só depois de ter se completado o ciclo da formação da hidrosfera, é que se iniciou o ciclo hidrológico (REBOUÇAS, 1997).



Portanto a partir daí Era Pré-cambriana, a hidrosfera já começou a perder gradativamente seu volume, de uma forma pequena, mas progressiva e crescente, na constituição de todos os ecossistemas da biosfera. Isto vem, se perdurando até hoje, depois de terem transcorridos bilhões de anos, e se prolongará por muito mais, certamente até no final dos tempos e de uma forma cada vez mais acentuada. Pois é crescente a taxa de evaporação em todos os ecossistemas e principalmente em processo de desertificação, como nos sertões do nordeste do Brasil, região esta, que sua evaporação média anual é de entre 2.000mm/m² a 3.000mm/m² de espelho d’água e que, aliás, na maioria das vezes não forma nenhum milímetro de chuva (BRASIL, 2004).

Para se compreender melhor esta questão, será preciso que se da umidade do ar. A água, sob a forma de vapor ou de gotículas, está sempre presente na atmosfera. Uma das formas de constatar isso é observar o orvalho que muitas vezes cobre a vegetação de manhã, principalmente nos dias frios.

Devemos saber também mais sobre umidade relativa do ar, que é a relação da quantidade de vapor de água (calculada em gramas por metro cúbico de ar) com o volume e a temperatura da atmosfera de um determinado lugar. Por exemplo: em uma cidade cuja temperatura é de 20ºC, o ar fica saturado ao atingir 17 gramas de vapor água por metro cúbico (17g/m³). Neste caso, a umidade relativa do ar atingiu 100%. Quando o ar atinge o seu ponto de saturação, ocorrem as precipitações, principalmente as chuvas (REBOUÇAS, 1997).

Em qualquer lugar da superfície terrestre, existe umidade no ar. Não existe ar totalmente seco, a não ser em laboratório. Quando a umidade do ar esta muito baixa, como em áreas desérticas ou em lugares como Brasília, capital do Brasil, em determinados meses do ano, dificilmente chove, mesmo existindo intensa evaporação.



Portanto os climas de regiões desérticas, semi-deserticas e as que se encontra em processo de desertificação (que são muitas), absorvem muita água dos seus ecossistemas, através da evaporação (que é intensa), que, na maioria das vezes, não retornam mais ao contexto geral da massa hídrica depositada na superfície terrestre. E sim, só atenuando um pouco a climatologia seca de seus respectivos ecossistemas, aumenta um pouco a umidade relativa do ar (que em geral é baixa), que dificilmente forma chuva, a não ser em estação chuvosa.



E o pior desta crescente evaporação em muitos ecossistemas:


É que só faz diminuir (e muito) a água doce disponível na face da terra. E que, aliás, dos 100% desta massa hídrica, só 3% desta água é doce boa parte se encontram congeladas nas geleiras polares, geleiras continentais e geleiras de montanhas, e que somente 1% desta água doce se encontra distribuída na face da Terra, através dos rios, lagos, lagoas, lençóis freáticos, represas, açudes, etc., por sinal, mal distribuída, pois, só o Brasil detém: 11,6% (REBOUÇAS, 1997).

Existem muitos fatores que contribuíram e contribuem ainda com a variabilidade da hidrosfera ao longo das eras. Partimos da Premissa de Lavoisier que diz: na natureza, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma. Então, a própria natureza terrestre, nos primórdios de sua formação, usou, de forma laboriosa e gradual, a sua massa hídrica, já então depositada definitivamente na superfície terrestre para constituir a sua biosfera e se perpetuar dentro do tempo que é de direito, perante as leis cosmológicas e geofísicas.

A floresta é fundamental para o ciclo hidrológico processo de circulação das águas composto por: evaporação, precipitação, transporte, escoamento superficial, infiltração, retenção e percolação porque a “produção” de água é uma das principais funções da floresta.

No entanto, o desmatamento, a ocupação irracional das áreas de mananciais, as queimadas e outras irresponsabilidades crônicas continuam a reduzir a nossa cobertura vegetal, contribuindo para a diminuição da média e da distribuição pluviométrica. No caso brasileiro, o regime de alimentação ou recarga dos rios é essencialmente pluvial [proveniente da chuva], com exceção ao Rio Amazonas que possui seu regime de alimentação dependente do 30 derretimento do gelo dos Andes. A diminuição da média e a modificação da distribuição geográfica das chuvas são extremamente graves em um regime dependente da alimentação pluvial (CORTEZ, 2004).

O rio São Francisco, abastece mais de 500 cidades em sua bacia e, com certeza, é a bacia mais desmatada e superexplorada, resultando em irregularidade pluviométrica, na perda de volume, no assoreamento do seu leito e na salinização de sua foz.

O esgotamento do reservatório de Sobradinho, que no início de dezembro de 2001 estava com 6% de sua capacidade (idem, 2004).



O desmatamento é o principal fator da redução pluviométrica nas áreas de recarga (cabeceiras) dos rios que abastecem as represas. O rio São Francisco é um grande exemplo da irresponsabilidade humana, porque o desmatamento de sua cabeceira e afluentes, a perda das matas ciliares, a retirada irracional de grandes volumes de água para irrigação e consumo rebaixaram o seu nível, assorearam o seu leito. E, conseqüentemente perda de volume nos reservatórios das suas hidrelétricas. O mesmo processo ocorre em Furnas.

Estamos diante de uma grave crise hídrica que caminha rapidamente para níveis desastrosos. No Brasil, por exemplo, sempre tivemos a fantasia que nossos imensos recursos hídricos eram inesgotáveis, que podíamos superexplorar ao infinito. Mas hoje, mesmo no Brasil, sobram provas de que a água torna-se um recurso cada vez mais escasso. Nossos recursos hídricos, no entanto, em que pese sua aparente imensidão, demonstram rápido esgotamento. Os volumes das bacias brasileiros também contribuem para esta visão distorcida


No Brasil, nossas bacias hidrográficas:


Que são; conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes. A noção de bacia hidrográfica inclui naturalmente a existência de cabeceiras ou nascentes, divisores d’ água, cursos d’ água principais, afluentes, subafluentes, etc.


Em todas as bacias hidrográficas deve existir uma hierarquização na rede hídrica e a água se escoa normalmente dos pontos mais altos para os mais baixos (REBOUÇAS, 1997).


O conceito de bacia hidrográfica deve incluir também noção de dinamismo, por causa das modificações que ocorrem nas linhas divisórias de água sob o efeito dos agentes erosivos, alargando ou diminuindo a área da bacia, não apenas estão sendo esgotadas pela superexploração como também são contaminadas pelos efluentes líquidos industriais e pelo esgoto, tornando o processo de tratamento cada vez mais difícil e caro. São Paulo e Rio de Janeiro já são abastecidas por sistemas de transposição de bacias e tendem a buscar água em bacias cada vez mais distantes (CORTEZ, 2004).

Em 2000, de acordo com a ONU, cerca de 30% da população do planeta já não tinha acesso a água potável, o que comprovadamente já causa a morte de 6000 pessoas ao dia, principalmente crianças com menos de 5 anos.



A ONU:

Através de um trabalho conjunto de 23 agências internacionais e coordenado pela UNESCO, publicou no início de março de 2003 como base de discussões para o Terceiro Fórum Mundial da Água (Kioto, Japão, 16 – 23/3/2003). É o maior, mais amplo e detalhado trabalho já realizado em relação à água no mundo. Suas conclusões são extremamente preocupantes.

Em contrapartida a um volume relativamente estável de disponibilidade hídrica, o consumo mundial quase que dobrou desde 1950 e a poluição das águas aumentou drasticamente. O volume de águas poluídas no mundo já supera o volume total das dez aiores bacias hidrográficas do planeta. Como sempre, os países pobres são os mais afetados pela escassez e pela poluição.

É crescente a diminuição da disponibilidade dos recursos hídricos superficiais e subterrâneos distribuídos na face da terra. Isto decorreu e decorre, ocasionado pela crescente diminuição paulatina dos índices pluviométricos, em quase todas as regiões e microrregiões continentais dos rincões da terra. E que por sua vez, a diminuição dos índices pluviométricos vem sendo ocasionado pela uma série de fatores naturais e principalmente, os antrópicos.

Como por exemplos, os desmatamentos de matas e florestas, provocando esta degradação ambiental sem precedente, pois vem tornando todos os ecossistemas continentais da biosfera terrestre, num processo letal de aridez. Que sumarizados a grande emissão de gases poluentes jogados na atmosfera pelo “Industrialismo” do capital tido como neoliberal. Vem aumentando o buraco na camada de ozônio, que indubitavelmente, veio acelerar e instalar de vez o dito e apregoado Aquecimento Global.

Portanto em muitas regiões continentais, de grandes concentrações populacionais e industriais, gerando as Megalópoles, verdadeiras Selvas de Pedras, estarem aquecendo nestas microrregiões e áreas adjacentes, a troposfera, camada da atmosfera responsável pela condensação dos vapores de água existente na sua atmosfera, deste modo formadores de suas chuvas.

Portanto é interessante saber, que o ciclo fechado da chuva é a interação da evaporação, como a condensação e conseqüentemente a precipitação (a chuva propriamente dita).

Porém, o aquecimento global, o buraco na camada de ozônio, e a estação do verão, que por um lado, provoca calor, pois é favorável à evaporação, mas pelo outro lado, aumenta a pressão atmosférica, que por sua vez, provoca o deslocamento (oscilação) da troposfera mais para cima. Em conseqüência disto, às vezes (na maioria das vezes), tira a condensação na formação de chuvas, pois o ar quente tem capacidade para conter um certo limite de vapor de água. No entanto, para que exista a condensação, será preciso que o vapor de água (umidade do ar), que está em ascensão, encontre uma camada de ar frio.

Entretanto, o ar sendo aquecido na troposfera, através, como por exemplo, das intensas emissões de gases poluentes das industrias, fabricas e dos automóveis dos grandes centros populacionais, como, com no estado de São Paulo, somatizados com o calor do verão e aquecimento global, tira essas condições. Teoricamente, o calor do verão mais (+) os gases 34 poluentes dissipa (aquece) a massa de ar frio, na troposfera, que funcionaria como elemento condensador do vapor d’água (umidade ambiental), que estaria se saturando, deixando esta massa de ar mencionada anteriormente quente e seca. Portanto, imprópria para formação de chuva.

A demanda do uso da água em recintos domestico é estimado que para cada pessoa precisa-se em média mundial, de 200 litros diários de água, logicamente, considerando os seus usos diversos, ou seja, água de beber, higiene pessoal, desde descarga de dejetos, água para produção dos seus alimentos. Enfim, construção civil e outras necessidades. Considerando que atualmente, a população demográfica estar em torno de 6,5 (seis bilhões e meio) de pessoas. Então, considerando estes pressupostos, citados anteriormente, a cada dia, se consume em torno de 1.300.000.000.000 (Um trilhão e trezentos bilhões) litros de água, ou seja, 1.300.000.000 Um bilhão e trezentos milhões de metros cúbicos de água, que equivale, em um único dia, o volume máximo do complexo Estevão Marinho-Mãe D’Água:



Conhecida popularmente, como o açude de Coremas, o maior açude do Estado da Paraíba, que tem a capacidade máxima de 1.358.000.000 (Um bilhão e trezentos e cinqüenta e oito milhões). Se assim, for dimensional e/ou conjeturar, é critica a repercussão dos problemas ambientais, causados por mudanças climáticas, nos recursos hídricos. Até por que, é crescente, a diminuição dos índices pluviométricos em muitos ecossistemas da biosfera terrestre.







PEDRO SEVERINO DE SOUSA
João Pessoa( PB ), 19.07.2008



Um comentário:

Mayara disse...

seria bom q ao postar esses assuntos fossem em forma de resumo assim ficaria mais facil,rapido e pratico pra nos q somos estudantes pegarmos com mais facilidade...